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Ex-PM condenado por morte é preso por suspeita de contrabando no RN

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Ex-PM condenado por morte é preso por suspeita de contrabando no RN

O ex-policial militar João Maria da Costa Peixoto foi preso pela Polícia Federal do Rio Grande do Norte por suspeita de envolvimento com crimes de contrabando, organização criminosa e corrupção ativa. A prisão de João Grandão, como é conhecido, foi confirmada pelo juiz da vara de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar dos Santos. Grandão, que é condenado por um assassinato, estava cumprindo pena no regime semiaberto. Henrique Baltazar já determinou a regressão de regime e João Maria agora está preso na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na Grande Natal.

Segundo a Polícia Federal, João Grandão e outros seis suspeitos foram presos no dia 2 passado, em Natal, durante a operação Incorrigível. O grupo vinha sendo investigado desde 2015. Máquinas caça-níqueis foram apreendidas numa galeria próxima a Assembleia Legislativa, no bairro de Cidade Alta, na zona leste da capital.

Segundo a PF, as investigações tiveram início a partir da prisão de um grupo que explorava jogos de azar utilizando máquinas eletrônicas programáveis (cujos componentes são contrabandeados) nos fundos de um lava-jato localizado no bairro de Capim Macio, na Zona Sul da cidade. Isso aconteceu em maio de 2015. Ao longo da apuração, verificou-se que o local abrigava uma casa de jogos pertencente à organização criminosa já investigada pela PF durante a operação Forró, deflagrada ainda em 2013.

Máquinas caça-níqueis foram apreendidas numa galeria próxima a Assembleia Legislativa, no bairro de Cidade Alta, na zona leste da capital (Foto: Divulgação/PF)

“Para garantir o permanente funcionamento das referidas casas, o grupo criminoso promovia o pagamento de propina a policiais militares e também se valia de seguranças, alguns deles, ex-agentes de segurança expulsos de suas corporações por cometimento de crimes diversos, além de terem a função de alertar a presença de policiais nas imediações e, assim, evitar a apreensão de equipamentos e prisões de integrantes do bando”, relatou a assessoria de comunicação da PF.

Ao todo, participaram da operação 60 policiais federais, que também contaram com o apoio da PM.
O nome da operação faz alusão ao fato de os alvos já terem sido investigados, presos e, ainda assim, prosseguirem com as mesmas atividades criminosas.

João Grandão ganhou notoriedade na mídia potiguar em 2005, quando foi apontado pelo Ministério Público como lídere de um suposto grupo de extermínio. Na época, João e outros 14 policiais foram presos suspeitos de terem executado pelo menos 26 pessoas na Grande Natal. Pouco tempo depois, todos foram postos em liberdade.

João Maria Peixoto voltou a ser detido em 2009, quando se apresentou espontaneamente à polícia, após ser apontado, também pelo Ministério Público, como um dos autores do homicídio de José Cremildo, em Natal. Ele foi absolvido dessa acusação.

G1/RN

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