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RN consegue localizar até 80% de pessoas desaparecidas

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RN consegue localizar até 80% de pessoas desaparecidas

Brigas com os pais, doenças mentais ou drogas, esses são os três tipos de perfis de pessoas desaparecidas no Rio Grande do Norte. Somente esse ano, a Delegacia de Capturas (Decap) já registrou 25 desaparecidos, 16 já foram localizados.

De acordo com o delegado Luiz Lucena, os casos mais comuns são os jovens que brigam com os pais e saem de casa. “Hoje mesmo de manhã uma mãe nos procurou dizendo que a filha arrumou a mala, pegou dinheiro e saiu. Nessa situação sabemos que essa adolescente não está desaparecida, mas temos que registrar como desaparecido até entrarmos em contato e termos essa certeza”, conta.

O titular explica que muitas ocorrências são de assistência social. ”O conselho tutelar é muito carente na prestação desses serviços e casos acabam vindos para cá por não temos apoio desses órgãos”, relata.

Segundo ele, o grupo dos usuários de drogas é o que mais preocupa. “Esses nós já começamos a investigar com suspeita de não estar mais vivo. No mundo do tráfico, se você deve você tem que pagar com a vida”, explica.

Perguntado sobre as dificuldades, Luiz Lucena disse que são muitas. O número reduzido de policiais e a falta de feedback dos familiares são alguns deles. “Só temos quatro policiais para cumprir todos os mandados de prisões, expedientes e as investigações. Próximo mês um vai entrar de licença e ficaremos com três”, acrescenta.

Apesar das dificuldades, o delegado avalia como positivo o número de resolução dos casos. “Nosso sistema não é totalmente informatizado, mas dentro das nossas limitações temos conseguido bons indicies. Localizamos na faixa de 70 a 80%”, diz.

Segundo a Decap, em 2015, 79 ocorrências foram registradas, 60 foram resolvidas e 19 continuam pendentes.

Investigações

Nem todo mundo que é dado como desaparecido, está desaparecido. De acordo com o delegado Luiz Lucena, a Decap só Investiga o desaparecimento de pessoas que realmente estão desaparecidas. “Existem pessoas que saem de casa e acabamos descobrindo que ela está em determinado lugar”, fala.

Toda ajuda é bem-vinda. O trabalho da polícia é delicado e exige cuidado. “Se o desaparecido saiu com o telefone, trabalhamos inicialmente com ele. Existem também os contatos que fazemos com as amizades, as redes sociais e a imprensa. São informações da sociedade, dados cadastrais dos telefones, testemunhas, diligências nos locais onde ela foi vista pela última vez”.

“Em 90% dos casos deixo um recado ‘estou na sua cola’, ai a pessoa resolve voltar. Infelizmente a família não dá esse retorno. As pessoas não tem a preocupação de nos ajudar. Não temos feedback. Essas estatísticas crescem por causa disso. A gente não tem um prazo, se não encontramos nada, a investigação continua em aberto. A sociedade podem nos ajudar e muito, é só ligar para o 181 ou 190 e passar as informações sobre qualquer suspeita, acrescenta.

Poucos policiais, muitos mandados de prisão

O efetivo é baixo, a demanda é alta. O Rio Grande do norte possui, no mínimo, 12 mil mandados de prisão para serem cumpridos hoje em todo estado. A informação é do delegado da Delegacia de Capturas (Decap), Luiz Lucena.

A delegacia não tem policiais suficientes e os serviços acabam sendo afetados pela baixa quantidade de agentes. ”Só temos quatro policiais para realizar os serviços. Imagina se eu tivesse homens para prender esse povo?”, detalha.

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