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Rútilo Coelho fala sobre sua saída do comando do PDT, a qual chamou de ‘expulsão branca’

Entrevista

Rútilo Coelho fala sobre sua saída do comando do PDT, a qual chamou de ‘expulsão branca’

O empresário Rútilo Coelho, ex-secretário de Turismo em Mossoró, foi o entrevistado na 13ª edição do Jornal News 360. Na entrevista, ao falar pela primeira vez sobre sua saída do comando do PDT em Mossoró, o empresário diz que o prefeito de Natal, Carlos Eduardo, foi deselegante ao promover uma ‘expulsão branca’. Rútilo Coelho também falou acerca de um sonho que caminha para se concretizar: o Santuário de Santa Luzia. Confira:

JORNAL NEWS – Rútilo Coelho, empresário do setor hoteleiro, ligado ao trade turístico, à construção civil, ao ramo de automóveis e idealizador também da questão do Santuário de Santa Luzia. Hoje este projeto está em evidência e a gente nota que está em processo de concretização. Como surgiu a ideia do Santuário de Santa Luzia?

RÚTILO COELHOEu acho que você percebe o brilho dos meus olhos quando a gente começa a falar sobre o Santuário de Santa Luzia. Primeiro pela minha devoção a Santa Luzia, pela minha fé, pela minha família que é devota e venera a nossa padroeira. E esse episódio do Santuário de Santa Luzia, remota em torno de 10 anos. Historiando um pouco e detalhando mais como surgiu, no final de 2006 e início de 2007, numa dessas viagens profissionais ao exterior, especialmente a Portugal, eu saí um pouco do grupo de empresários que fez essa viagem, e fui conhecer o Santuário de Fátima. E observando aquela multidão e movimentação de peregrinos pagando promessas, aquela fé, isso me remeteu a Mossoró. E eu me lembrei da nossa festa no dia 13 de dezembro, da procissão, aquela multidão de 100 a 150 mil pessoas acompanhando. Então eu voltando a Mossoró, em uma reunião dessas informais com amigos e empresários, eu lancei a ideia. Historiei um pouco a minha viagem e aí eu disse: “por que é que nós não pensamos na construção de um complexo religioso, um santuário homenageando a nossa padroeira?”.

JN – Isso também observando a questão turística?

RCA princípio eu nem imaginei que tomasse essa proporção toda. Eram em torno de 100 pessoas nesse grupo, num coquetel, e aí, eu lembro bem, as pessoas se empolgaram, se entusiasmaram e todos aprovaram a ideia. E a partir daí, começaram até a me cobrar. Eu, na primeira providência que tomei, e na época eu escrevia uma coluna no jornal Gazeta do Oeste, foi divulgar essa ideia. E recebia inúmeros e-mails e telefonemas apoiando e incentivando. E a cobrança passou a ser até insistente e eu dizia: “olha pessoal, eu apenas tive essa ideia, um lembrete. Mas isso é um processo que vai precisar do apoio de todos”. E aí a primeira coisa que e eu fiz foi enviar uma carta ao bispo diocesano Dom Mariano Manzana. Eu fiz essa carta, na época, explanando a ideia, dizendo da aceitação das pessoas que eu tinha feito contato …

JN – … naquela época, o senhor já tinha uma ideia do local?

RCNão. Com relação a isso aí começaram as sugestões. Cada um tinha uma sugestão e dizia: “olha, vamos fazer no rio Mossoró”, outro dizia na entrada de Tibau, ou então no trevo de Fortaleza. Outros no Alto da Pelonha ou na Serra Mossoró. E isso foi num período muito efervescente essa ideia. E nós ficamos aguardando o retorno da diocese. Porque sabíamos que sem o apoio da diocese se tornaria inviável. Em seguida, eu fiz também uma correspondência, como cidadão, não representando uma entidade, mas em meu nome pessoal, ao Governo do Estado. Wilma de Faria era a governadora na época. E eu dizia: “olha governadora, se a senhora fizer isso por Mossoró, a senhora que é filha daqui, vai ser eternizada e a população nunca vai esquecer”. Enfim, foram os anos passando e as pessoas …

JN – … e na Prefeitura, quem era?

RCEu acho que era Fafá. Então, os incentivos eram muito grandes, mas lógico, tem também os pessimistas, as pessoas que são contra e eu passei a receber algumas críticas das pessoas que não são católicas, por que achavam que era um investimento muito grande pra cidade e etc, e não agradaria a todos. Mas aí eu também, lógico, porque nós já tínhamos o hotel, por outro lado comecei a viajar e, por exemplo, eu fui a Aparecida, aqui no Brasil, em São Paulo. Aqui os complexos religiosos regionais de Padre Cícero do Juazeiro que eu conhecia há muitos anos, desde criança. Crato, que é vizinho ao Juazeiro, fez uma estátua em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, e São Francisco do Canindé. E daí comecei a argumentar também pelo lado empresarial e do turismo de cunho religioso. Eu citei o exemplo, no caso das festas de São Francisco do Canindé, e a CDL e outros órgãos empresariais lá, e são dados reais porque eles também, a Secretaria da Fazenda e enfim, eles estimam que nessa última festa de 2015, em outubro, o movimento na cidade de Canindé foi de R$ 150 milhões. Isso só no mês de outubro, no período da festa. Depois tivemos um exemplo aqui no Estado, que é Santa Rita, lá em Santa cruz, que é uma cidade pequena e que aí com o prestígio do prefeito, o acesso que ele tinha à bancada federal, enfim conseguiu e, a nossa ideia ficou ainda latente. Até que na campanha do prefeito Francisco José, numa dessas reuniões que ele fez com os empresários, nós fizemos essa lembrança. Nós voltamos a lembrar do santuário. E aí ele disse: “olha, eu quero dar uma ênfase especial ao turismo. Eu quero que vocês me apresentem um plano pra gente incrementar o turismo na região. E preciso também que vocês me indiquem uma pessoa, de preferência você Rútilo, que é para em criar a Secretaria de Turismo”, porque ainda não existia. E realmente foi cumprida essa promessa. Ele criou a Secretaria de Turismo e disse: “olha, eu vou construir o santuário. É pouco tempo, é um projeto audacioso, as eu vou construir”.

JN – Até porque, com todo respeito aos outros santos, Santa Luzia é uma santa que tem uma abrangência muito maior em termos de devoção no Brasil todo…

RC… no mundo. Têm visitantes aqui, dizem e eu não sei se é verdade, mas falam, que nas festas de Santa Luzia, na procissão, anonimamente quem vem assistir é Roberto Carlos. Eu acho que isso não é lenda porque quem falou foi uma pessoa daqui de Mossoró que tem acesso e eu vi fotos. E eu preservo porque é uma pessoa da confiança dele. E ele vem anonimamente pra Mossoró, e participa da procissão de Santa Luzia.

JN – Quer dizer, quantas outras pessoas participam …

RC… quantas outras pessoas. Aqui mesmo, no hotel a gente hospeda muitas pessoas que vem de longe, independente de divulgação. E vem porque tem aquela promessa, tem aquela fé. É lógico que nós temos outras religiões, temos outros credos, mas não impede que, quer dizer, até porque o próprio santuário vai abrigar vários espaços de reuniões, que podem muito bem ser utilizados pelos outros segmentos. Vai ter a capela, a igreja. Mas vai ser um projeto, que vai ser exposto inclusive, essa maquete vai ser exposta no Partage Shopping, e as pessoas vão poder conferir essa realidade. E o prefeito, nessa reunião, da comissão que foi oficializada, com representantes da igreja, da sociedade civil, da Prefeitura e do trade turístico, então ele está distribuindo essa tarefa com todos. Porque…

JN – … inclusive os recursos estão sendo mais da iniciativa privada. Não é isso?

RCOlhe, eu não posso divulgar o que eu não sei em detalhes. Mas o prefeito nos assegurou que já tem investidor que vai bancar esse projeto. E outros que já estão interessados.

JN – Até pela magnitude do projeto não é isso?

RCPela magnitude, e é um investimento que ele tem retorno. É claro que você vai ter um bondinho, vai ter um elevador panorâmico, e isso tudo poderá ser explorado economicamente. Você vai ter pousadas, restaurantes, hotéis, fábrica de velas, camisetas e enfim, todo um complexo fabril em torno dessa construção. Então está definido na Serra Mossoró a construção, o projeto está bem adiantado, está pronto…

JN – É realmente o monumento mais alto do mundo?

RCÉ o mais alto do mundo pela altura da serra. Mas a plataforma e a estátua se tornarão o mais alto do mundo e com a beleza, que vocês vão ver lá no shopping a maquete bem detalhada, realmente é um sonho que ele vai na verdade divulgar Mossoró. Vai mostrar Mossoró para o mundo e não só pra o Brasil.

JN – Como o senhor se sente diante de tudo isso?

RCOlha, eu sinto uma realização. É claro que eu não sou responsável. Porque responsável é o prefeito, é o governador, é o Governo Federal e enfim, quem patrocina a obra. Agora, particularmente, eu me sinto muito feliz por que, aquela luz que nos recebemos quando estava la no Santuário de Fátima, eu tive aquela lembrança e voltei minhas lembranças e meus olhos para Mossoró. E 11 anos depois a semente vai ser lançada, porque essa pedra fundamental dessa construção deve ser lançada ainda no mês de maio, ou o mais tardar no início de junho, quer dizer, lançada essa semente que é a pedra fundamental da construção, porque só vai ser feito isso depois de assegurado os recursos, é uma realização pessoal. É coisa que realmente me alegra sobremaneira. É uma satisfação pessoal muito grande e tenho certeza que eu vou viver pra alcançar esse sonho junto aos mossoroenses e aos potiguares.

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JN – Mudando um pouco de assunto, como está o setor hoteleiro dentro dessa situação que o país atravessa?

RCOlha, o trade turístico, que é assim que a gente fala quando abrange todo o segmento do setor turístico e engloba em torno de 52 atividades, desde taxista e mototaxista ao fabricante de souvenir e presentes, enfim, inúmeras atividades para o turista visitante, especificamente o setor hoteleiro em Mossoró, ele sofreu dois baques grandes. Primeiro com a debandada da Petrobras, porque 50% dos nossos hóspedes eram oriundos do complexo Petrobras e suas empresas prestadoras de serviços. O restante era o turismo viajante e executivo. E zerou essa ocupação com a Petrobras. E aí nós passamos realmente a garimpar, a amargar realmente uma redução da ocupação muito grande. Depois vem a crise que já está no segundo ano, mas continuamos aí segurando …

JN – … então quer dizer que o setor do turismo seria um suporte interessante para poder substituir um pouco essa demanda?

RCNós já começamos a trabalhar. O trade turístico não se acomodou. Na verdade nem os hoteleiros e nem o trade como um todo. Nós temos aqui o Mossoró Conversion Bureau, que é uma entidade mundial. É um escritório que cuida dessa parte de eventos e de captação de viajantes. Isso é uma convenção mundial. O Conversion Bureau foi fundado em Mossoró e Diego Coelho que é o presidente atual é quem está fazendo esse trabalho de garimpar turistas hoje. É como se diz, a vara e a remo, na marra, mas é quem está trazendo o visitante para Mossoró. É fazendo promoções, trazendo grupos, e é um trabalho de formiguinha direto. Porque nós não podemos esperar pelo Governo do Estado, pelas entidades, seja a Secretaria Estadual de Turismo que dá a colaboração, mas o foco maior é Natal e a Grande Natal.

JN – Continua sendo…

RCContinua sendo com alguma atenção. Mas nem aquela atenção toda porque pra você ter uma ideia, o próprio aeroporto nós não conseguimos ainda viabilizar.

JN – A Rota das Falésias, dentro desse contexto?

RCÉ uma realidade bem palpável, urgente e viável. Porque é uma coisa que só precisa da aquiescência dos empreendedores do Ceará. De Canoa Quebrada pra lá. Porque essa rota vem do Euzébio até Aracati…

JN – … mas vamos dizer, seria o turista que vem visitar o Ceará e se estender até Mossoró…

RC… tem uns dados curiosos que, quando Canoa Quebrada fervia, e nós estamos a 40 minutos de Canoa Quebrada. Enquanto Canoa Quebrada fervia com os turistas, de lá ele volta, quer dizer, não chega nem a Tibau. E um dado importante, o maior visitante de Canoa Quebrada é o mossoroense. O maior número é de mossoroenses. Não é de Fortaleza. Em números reais, o potiguar visita mais Canoa Quebrada do que o cearense.

JN – Então já existe esse encontro lá?

RCJá existe esse encontro e também existe já um distanciamento da grande Fortaleza com o interior. E então e a mesma coisa daqui. Eles se sentem meio órfãos do Governo do Estado lá e querem migrar, porque, quer dizer, nós fazemos, pela distância, podemos fazer um circuito que abranja toda essa área. E enfim, uma “mão lava a outra”. Então, a gente tem como oferecer mais oportunidades …

JN – … e até porque existe uma aproximação maior com Fortaleza do que com a própria Natal…

RC… pela distância, pelas estradas. E a gente tem essa facilidade.

JN – O bairrismo ainda existe?

RCExiste, mas por falta até de esclarecimentos. Porque o que nós notamos, principalmente os jovens em Natal. Se você fizer uma pesquisa com 100 jovens, é um percentual muito pequeno de pessoas que naquela faixa etária que conhece Mossoró. E interessante é que a maioria dos pais e avós é do interior. Mas você pode pesquisar num grupo de 100 jovens e metade não conhece Mossoró que é a principal…

JN – … mas quando vem e toma da água …

RC… quando vem, toma da água, gosta e repete. Nós estamos com um programa interessante que é o Turismo Pedagógico. E o que é isso? Nós temos convênios hoje com vários colégios em Natal e eles trazem periodicamente, grupos de estudantes crianças. São crianças das escolas para visitar Mossoró. E aqui eles vêm visitar as salinas, vão visitar as águas termais, quando dá vão visitar a fábrica de cimento. E enfim, essa nossa potencialidade, a nossa fruticultura, faz parte da grade curricular.

JN – E o Circuito das Serras? Também tem sido um atrativo?

RCO Circuito das Serras a gente tem um guerreiro que é João Sabino. Um guerreiro nessa promoção das serras. Mas o Circuito das Serras também é muito sazonal e esse é que é o problema. Nós não podemos, o hotel com a estrutura que temos, um custo de 12 meses e 24 horas por dia. Então são 365 dias, 24 horas. E nós temos que estar com as portas abertas. Então você viver muito com a sazonalidade é problemático. Você tem que ter uma sustentação ao longo do ano.

JN – Rútilo, agora vamos mudar um pouco e vamos falar sobre política. O senhor saiu do PDT, assumiu o PTdoB em Mossoró …

RC … é. Não deu certo também …

RCA verdade foi a seguinte: O que houve com o PDT?. Eu era presidente do diretório. Nas conversações para campanha de eleição do atual prefeito, nós, o candidato a governador era Robinson, mas na época o então candidato Silveira, e nós fomos a Natal e conversamos com o PDT, especialmente com o presidente Carlos Eduardo Alves. E o que ficou combinado é que Carlos Eduardo Alves ficaria com a campanha de Robinson, Fábio e enfim. E depois de fechado lá, eles mudaram de ideia lá em Natal. Carlos Eduardo mudou de ideia e passou a apoiar o primo Henrique Alves. Então, lógico que nós já tínhamos acertado e assumimos o compromisso e eu não estarei mudando a minha palavra, e eu disse: “ foi um compromisso, nós combinamos aqui, você liberou o partido e agora mudar de novo? Eu não vou mudar”. E aí eu devolvi o partido sem nenhuma rusga, sem nenhum problema. Então, não é do meu feitio. Quanto agora, já nessa mudança, nessa modificação dos partidos…

JN – … das janelas…

RC… das janelas e etc, o prefeito sugeriu e nos encaminhou, fez uma ponte para que nós assumíssemos o PTdoB. E esse foi interessante até bom que eu não assumisse, porque o dirigente do PTdoB e eu acho que nem é mais, o deputado estadual Carlos Augusto, ele simplesmente não levou a sério. Veio com aquela conversa e eu nem prossegui porque vi que não tinham pessoas comprometidas com o partido. E então eu preferi ficar livre dessa vez. Estou filiado ao Pros. E foi uma sugestão do grupo, de pessoas que a gente está ao lado, o presidente da Câmara, Jório Nogueira, o prefeito e enfim a gente conversou e eles sugeriram que eu me filiasse ao Pros. Porque é um partido que está na base de apoio ao prefeito.

JN Quer dizer que a informação que havia era de que o prefeito de Natal, Carlos Eduardo, tinha sido deselegante nesse processo da retirada do PDT. Mas na verdade o senhor foi quem devolveu o diretório?

RCÉ. Deselegante foi porque, primeiro não cumpriu com a palavra. Ele não cumpriu com o compromisso que assumiu numa mesa-redonda. Foi deselegante nesse ponto e depois é uma expulsão branca, porque ele sabia da minha posição, como eu iria ficar com o partido, que fazia oposição ao Governo do Estado lá em Natal e aqui ia apoiar. Então, era incoerente. Quer dizer, deselegante porque não houve uma conversa sincera, franca. Não houve. Foi deselegante nesse ponto. Eu digo que não teve rusga porque simplesmente eu não quis nem mais saber de detalhes, pois não é meu feitio esse tipo de trato com coisas sérias.

JN – E depois disso o senhor voltou a conversar com ele?

RCNão. Eu não procurei e nem fui procurado. É aquela coisa, cada um no seu canto. E eu não fui mais atrás.

JN – O senhor tem algum projeto para essas eleições agora?

RCQuem me conhece sabe que eu sempre fui filiado a um partido. Nunca deixei de ser filiado a um partido. Eu não fico buscando. Mas quando a gente está num grupo político a gente fica à disposição para trabalhar, para colaborar. Quando eu fui chamado para fazer parte da equipe do prefeito, fiquei honrado e aceitei, passei quase dois anos, depois houve uma reforma administrativa e eu achei por bem não continuar, entreguei a pasta e ele ficou à vontade para fazer a reforma. Mas sem nenhum problema.

JN – E qual a avaliação que o senhor faz do cenário político em Mossoró para essa sucessão?

RC – Nós todos reconhecemos, tem que ter discernimento, e eu tenho, que o prefeito assumiu uma Prefeitura já com grandes dificuldades financeiras. E, talvez, o problema dele, eu não sei, eu acho que ele quis contornar uma situação, e aí a crise financeira do país, a diminuição de renda, das receitas, tendeu a se agravar. E como vem se agravando, não é privilégio de Mossoró. Vamos citar grandes estados como o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro…

JN – … Está atrasando pagamentos …

RC… e de pensionistas. Então o prefeito vem amargando uma crise violenta de redução de receitas. E isso, eu estou falando como cidadão, porque o Governo do Estado era para chegar, até pela amizade e pelo compromisso que o governador tem com Mossoró. Porque também tem as dificuldades dele, mas eu acho que o governador do Estado era para ter chegado mais junto, ter colaborado mais com Mossoró e ter dado apoio ao prefeito. O prefeito, ele por ser jovem, por ser corajoso, vem enfrentando uma batalha tremenda. Até voltando um pouco ao santuário, quando eu falo isso alguém diz “e como é que ele vai fazer esse santuário? É tirando dinheiro da educação e da saúde?”. E é sempre essa ladainha. Esse dinheiro não é da Prefeitura. A construção do santuário vai ser viabilizado com recursos da iniciativa privada. É bom sempre frisar isso porque a gente está falando que a Prefeitura está passando dificuldades e é bom que sempre se repita. Mas ele está otimista com relação à libertação do adiantamento dos royalties, e isso já vai dar um alento. Ele pagando os fornecedores, pagando aos funcionários, atualizando essas folhas que estão pendentes nas terceirizadas enfim, tomando um fôlego eu acredito que ele se viabilizará, estará no páreo. E eu não tenho dúvidas de que ele, como soube conduzir a primeira campanha, em curto espaço de tempo ele saberá conduzir essa outra. É esse o meu pensamento.

JN – Gostaríamos de ter as suas considerações finais.

RCO que hoje nós estamos vivenciando com essa entrevista é que estamos num período em que ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Mas nós não podemos sonhar com o céu, com flores. Nós tem os que sonhar é com essa realidade que nós estamos. Vivendo numa caatinga, no semiárido, a gente já está acostumado a sofrer, a levar pau no lombo. E então, a gente já está calejado. E eu espero que as coisas atenuem um pouco pelo menos para o lado da economia para que o país se estabilize. E quando se fala em estabilidade, é termo confiante do investidor estrangeiro, que a gente passe essa tormenta e depois estarmos conversando aqui em dias bem melhores. Em momentos bem mis tranquilos e saudáveis.

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 Entrevista concedida ao jornalista Gilberto de Sousa, na 13ª edição do Jornal News 360 (30 de abril a 06 de mail)

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