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Vilmar Pereira traça visão sobre a economia local nesses tempos de crise

Entrevista

Vilmar Pereira traça visão sobre a economia local nesses tempos de crise

O empresário Vilmar Pereira é o entrevistado na 16ª edição do Jornal News 360. Na entrevista, Vilmar, que é muito bem sucedido no mundo dos negócios, oferece uma visão do momento político-econômico que o país atravessa, com foco principalmente na economia local. Ele vê a conjuntura com perspectiva animadora. Confira:

JORNAL NEWS – Vilmar Pereira, o senhor é um homem de negócios, empresário de visão, como está vendo o cenário político e econômico no nosso país, com essas mudanças todas?

VILMAR PEREIRAOlha, eu não gosto de falar sobre política. Eu até vejo a política econômica atualmente, passando por muitas dificuldades e se espera que essas mudanças aconteçam, ao ver da nossa sobrevivência como empresários e o povo de um modo geral. Porque a queda de consumo popular, a inflação chegou aos 3 dígitos, o desemprego de 11% a 12%, de acordo com as informações que nós temos. Então, nós estamos numa situação muito difícil. E eu gostaria de puxar até para a economia local…

JN – … mas a economia local não consegue se desvincular exatamente da economia nacional.

VPDe jeito nenhum. Porque é uma área que elas são muito atreladas. Vamos pegar, por exemplo, aqui nós temos 3 fábricas de cimento, que poderá ter bem mais, e hoje elas estão praticamente ociosas em função da queda do consumo de cimento. E por quê? Porque estão construindo menos. Aqui na nossa região somos os maiores produtores de frutas tropicais do Brasil, e a informação que eu tenho aqui é que os produtores de Baraúna estão com mais de 2 mil poços secos…

JN – … quer dizer, além da crise ainda vem o problema da estiagem?

VPda estiagem. São mais de 6 anos de seca. E, se não chover muito eu não sei o que vai acontecer. Os produtores de melão já estão partindo para fora, outros lugares. E só tem uma coisa boa nisso aí. É que com essa crise política, o dólar disparou. E aí nós temos um certo ganho. E o poder de barganha dos importadores lá fora é muito grande. Porque determinados exportadores de produtos recebem as embalagens, recebem as sementes e ao final fecham o acordo. E aí nós temos o petróleo aqui e …

JN – … quer dizer, o senhor que já trabalhou em sintonia com a Petrobras não tem nenhuma expectativa de aumentar, de voltar, não como era antes, mas da retomada de algum investimento?

VP Os investimentos sempre foram muito poucos. Pra você ter uma ideia, eu cheguei a ter 700 funcionários e hoje eu estou com 36. Nos Estados do Maranhão e da Bahia, toda essa região a situação …

JN – … quer dizer, outras empresas prestadoras de serviços à Petrobras estão no mesmo caminho?

VPSó quem indenizou os funcionários foi a Vipetro e a Skanska. As demais não tiveram condições de honrar os compromissos com seus funcionários. Porque praticavam os preços que não davam pra repor os custos. E isso aconteceu com as empresas, porque tiraram a Vipetro do trabalho dela. Além do serviço ter diminuído, e como o serviço diminuiu, as empresas procuraram baixar os preços para se manter junto à Petrobras. E isso foi um caos. Tem empresa com mil, 800, 600 funcionários. E as empresas que estão trabalhando hoje estão tendo dificuldades em manter seus compromissos. Hoje se comenta, e eu não sei se é verdade, que tem mais de 5 mil reclamações trabalhistas para a Petrobras resolver. E isso não é só aqui em Mossoró. Em outros Estados também.

JN – Com o sal também acontece a mesma crise…

VP… é. O você compra a tonelada a R$ 35,00 ou R$ 36,00. O sal está aí tendo uma melhora porque as exportações estão melhorando e o preço internacional está muito bom. Porque o caro do sal não é produzir. É levar o sal da salina para o porto. Esse é que é o caro. As embarcações têm um custo. Apesar de alguns empresários terem investido, mas é um custo de operação que eles cobram por baixo e não cobrem todos os custos. E quem tem embarcação. As barcaças.

JN – E agora, qual é a expectativa diante desse quadro? Como você vê o futuro da nossa região?

VPOlha, com relação à Petrobras, nós só vamos ter um futuro melhor se o preço internacional do petróleo melhorar um pouco. Ele está beirando os US$ 40,00 (quarenta dólares). Agora, só com o uso desses campos maduros aí, até a ela abrir outros campos. Eu tenho informação, de que ela selecionou 40 empresas do Brasil para investir na bacia do Rio Grande do Norte. Vamos ver se esse acesso sai.

JN – Mas tem futuro, para o empresário investir?

VPEu acredito que, por exemplo, ‘Tião’ está interessado. Eu não vejo como, e o problema é como produzir em um poço natural.

JN – Por que é muito difícil?

VPÉ muito complexo. E eu não diria nem difícil. É caro. Você tem que fazer com, quanto à área …

JN – … é. Por que tem a questão ambiental, em primeiro lugar?

VPExatamente. E no Estado do Rio Grande do Norte o atual Governo melhorou muito as licenças ambientais. Ele tem liberado muito. Tem tido o bom senso através da Fiern, que tem usado a estrutura pra facilitar e as licenças ambientais no Rio Grande do Norte ficou mais fácil. Porque a imprensa informa que existe uma guerra grande com o preço operante no licenciamento do Idema, ora astronômico. Mas completando a nossa economia aqui, você vê que quem escapou foi a carcinicultura. No Rio Grande do Norte, hoje a gente tem um polo de exportação. Nós temos também a pesca do atum. E nós não pescamos 2% da capacidade do pescado…

JN – … porque vai se disseminando aqui na Costa Branca …

VP… A informação que eu tenho, oficiosa, inclusive que eu gostaria que fizessem uma matéria lá em Areia Brança. Lá tem o presidente do Sindicato da Pesca…

JN – … já foi inclusive pauta, no Jornal News 360, sobre aquelas embarcações que estão construindo…

VP… Hoje eu chego em Areia Branca e estão construindo embarcação. Chego em Tibau tem construção de embarcação. Em várias partes do Rio Grande do Norte estão construindo. E isso começou lá em Natal e está vindo pra cá …

JN –De qualquer maneira a situação está forçando muita gente a mudar de ramo e procurar o melhor?

VP É. Agora nós vamos ter a safra da lagosta. A lagosta no mercado internacional tem um valor astronômico. E nós praticamente só temos no Rio Grande do Norte, Areia Branca que pesca a lagosta, processa e exporta para outros países.

JN – Vilmar, e projetos, para o escoamento da produção, estradas. Como está isso?

VP – Eu sou de uma geração que morava na Casa do Estudante, era Nélter Queiroz e outras pessoas, gente que tinha os pés e a cabeça no lugar. E eu morava na Casa do Estudante. E nós sofremos muito naquela época. Agora, foi o Governo Militar que fez uma estrutura no Rio Grande do Norte e isso é inegável. A Armando Ribeiro Gonçalves com dois bilhões e seiscentos milhões de metros cúbicos d’água, o Terminal Salineiro de Areia Branca. Cortez Pereira foi o melhor Governo da história desse Rio Grande do Norte…

JN – … as Vilas Rurais?

VPÉ. As vilas rurais, a Serra do Mel. Nós trabalhávamos na Rede Ferroviária, no plantão permanente entre Mossoró e Sousa (PB) e na época começavam as estacas de sabiá e …

JN – … mas hoje não se tem mais investimentos. Não é?

VPEu não vejo. Agora, incharam muito o país, o estado. Flávio Rocha quando quis ser candidato a presidente da República, ele era a favor de ser tudo privado. É o modelo. O próprio padre Sátiro, na procissão de Santa Luzia, eu como aprovado. Era muito mais barato.

JN – Tem o resultado da Cosern que melhorou muito…

VP… eu acho que quem paga a folha do Estado, basicamente, são os serviços da Cosern. Pode não pagar, mas ajuda muito. E tem outras empresas que precisam ser privatizadas…

JN – … grandes empresas que se arrastam na estatal?

VPAgora, a Fiern tem feito um trabalho muito grande mostrando a salvação do setor. Agora, a política ajuda muito, mas também atrapalha, porque, qual é o governador do Rio Grande do Norte que tem coragem de fazer uma obra com 6 mil pessoas. O Estado já é carente de empregos.

JN – mas está inchado?

VPEu acho que sim.

JN – Como o senhor observa, já dá pra fazer uma avaliação do governo Robinson?

VP – Eu achei ele muito bem-intencionado. Usando o Fundo Previdenciário para pagar a folha. Ele vem fazendo com que o Estado aumente a arrecadação. No mês passado, a gente teve um aumento substancial. E vem todo tempo aumentando. E isso prova que nós empresários estamos produzindo para gerar mais empregos e pagar mais impostos.

JN – … apesar das dificuldades…

VP – … apesar das dificuldades. Bira Rocha dizia sempre assim, “o celeiro do Rio Grande do Norte é o Oeste. E a agricultura”. Bira Rocha sempre defendeu a região mais rica do Estado, que é a região Oeste.

JN – É porque se você for analisar aqui nós temos o turismo, a fruticultura, o sal. E Natal só tem …

VP… o turismo aqui eu acho que ainda tem muito o que ser feito.

JN – mas não há equipamentos. Não é?

VP – O equipamento. Mas importante é que nós deveríamos ter aeroporto. E não temos. Não conseguimos trabalhar sem …

JN – … uma recuperação?

VP é. Mas está saindo. Vai ter uma outra licitação e eu espero que saia. A nossa empresa vai participar dessa licitação e eu espero que desencalhe isso. O meu grande sonho sempre foi integrar o Estado com uma empresa aérea, fazendo Natal/Mossoró/Apodi/Pau dos Ferros. Natal/Nova Cruz/Caicó. O Estado do Ceará fez isso e com sucesso. Uma empresa regional. O Governo do Estado tem que pegar esses aviões que dão muita despesa e se desfazer. E fazer uma licitação e que a empresa aérea tenha esse negócio para atender o governo do Estado, com condição de explorar várias cidades. Agora é uma ideia que eu sempre tive. Nós temos uma audiência agora com o governador, nós estamos juntando as classes produtoras, coisa que a gente nunca conseguiu, com a Acim, a CDC, o Comércio Varejista, o Sinduscon, com a Fiern. Nós estamos todos juntos num só pensamento.

JN – Até porque é uma necessidade de …

VP – … é uma necessidade. Nós já somos tão pequenos, mas temos com frequência a feira da Acim, Ficro, Expofruit e a Casa Mix. Nós temos uma reunião com o secretário de Desenvolvimento Econômico que é um amigo nosso e gosta muito de Mossoró e, o que nós queremos que o governador faça, o Estado, é a publicidade da feira. Seria uma feira mais demorada, para girar o comércio de Mossoró. A reunião vai ser dia 30 de maio.

JN – Quer dizer que seria um feirão conjunto?

VPUm feirão conjunto.

JN – Todas as atividades …

VP … na Estação das Artes em toda a sua extensão. Não é mais na parte da feira não. É aqui. Já está sendo definido isso aí. E nós já fomos pedir apoio à prefeitura, sabemos das dificuldades da prefeitura, mas ela vai nos ajudar com alguma coisa também.

JN – A prefeitura também sofre uma grande dificuldade devido a arrecadação em queda não é?

VPA arrecadação caiu muito. As informações que eu tenho é que caiu coisa de 15% a 20%. O Fundo de Participação caiu um pouco. E o resto.

JN – É. Os royalties caíram…

VP… os royalties praticamente acabaram-se. Você chegava naquelas fazendas ali no interior e via todo mundo caçando royalties de moto e de carro. E isso tudo acabou.

JN – Mas se Mossoró é uma cidade-polo e está nessa situação. Imagine o entorno da cidade…

VPEu tô fazendo um trabalho em Apodi juntamente com Terceiro e o prefeito. Fizemos uma reunião na Fiern, para recuperar a pista e fazer lá um acesso a um abrigo de passageiros. Na quinta-feira, nós orientamos um topógrafo a ir lá e …

JN – … a finalidade é exatamente essa?

VP… integrar o Estado todo. É um sonho que eu tenho de um dia isso acontecer. Daqui a uns 10 anos isso vai acontecer.

JN – O senhor vê o futuro com otimismo?

VP – Eu vejo com otimismo. Essa área do turismo inclusive. O turismo do interior, do sul o povo já está cansado. Agora já estão fazendo uma cachaça, do melão. Eu achei meio esquisito, mas é uma novidade. A tecnologia investiu pesado lá no Lajedo e tem uma senhora …

JN – … é a professora Auxiliadora Silva.

VP – Aquela mulher era pra ser a eterna secretária de Turismo do município. Porque ela faz de graça aquilo ali. E seria interessante você dar um apoio a ela. Aquele mulher é uma apaixonada pelas coisas da …

JN – … é. Porque foi ela quem começou.

VP – Começou e com o esforço dela, está investindo pesado naquilo ali. Eu não quero nem ir pra não ter tristeza.

JN – Mas aqui nós temos a questão do turismo, a questão do …

VP … um pouquinho de infraestrutura para melhorar. E com o turismo, se sair uma empresa regional. Eu fui agora aos Estados Unidos a uma feira internacional de aviões. E você não tem ideia de quantos aviões tem. De 3 a 4 mil. Você não tem ideia. A Embraer muito bem representada lá. Tinha boas aeronaves. A Embraer executiva que tem 78% do mercado americano. São 70 aviões. Eu jamais preciso. Só de informações. E no próximo ano, em março ou abril, estarei lá de novo. Porque vale a pena. Eu sou um apaixonado por aviação.

JN – Pois é. Tem o Vilmar da Vasp. E como estão de investimento Vilmar? Nas suas empresas.

VPOlha, nós temos contrato com a Potigás, uma grande empresa. Ganhamos a licitação lá e queira ou não queira, ainda é Petrobras, ela tem 50% do controle acionário da Petrobras em todo o Estado. E nós temos em todo o Estado esse contrato. Nós voltamos para a Construção Civil. Que não era pra gente ter saído. Porque a Petrobras absolve você. Nós temos 21 condomínios de luxo, entregamos 4 no ano passado e vamos entregar 8 este ano. Estamos muito bem no mercado, apesar da crise. Porque essa palavra eu não gosto de falar.

JN – Mas o setor imobiliário também sofreu?

VPSofreu. Eu almocei com Sérgio Freire(siduscoM) recentemente. E Sérgio disse que está melhor do que no ano passado. Agora, também tem empresas que vai fechar empreendimentos aqui em Mossoró.

JN – Agora, essa mudança de comando nacional estabelece uma sensação de estabilidade. Não é?

VPEu não sei por que é que o dólar está subindo. Porque o homem está demonstrando e eu acho que ele ta indo rápido no gatilho. As mudanças, os ministros. Eu acho que ele está indo muito rápido no gatilho. Você não acha?

JN – Ele dá essa sensação. De segurança melhor…

VP… é eu acho que ele está muito rápido no gatilho. E tem que ser porque são 6 meses de sobrevivência. Se ele não resolver…

JN – … se não resolver…

VP… esse ministério político vai botar os técnicos no ponto certo.

JN – É porque ele fez um ministério político, mas também técnico.

VPDemonstra. Fala o que o povo quer ouvir. Sem muita linguagem técnica. E eu acredito que o Banco Central está muito bem entregue a um senhor conhecido mundialmente. O Banco do Brasil eu não sei ainda.

JN – Vilmar, qual o conselho que você daria hoje ao empresário? Você como homem de visão? Você acredita que é o momento de avançar nos investimentos? De arriscar?

VP Os grandes empresários a hora é essa. Os pequenos têm que pensar um pouco. Mas só os empresários de porte respeitável. Nós somos empresários a 40 anos. Somos 3 empresas …

JN – … sempre em evolução…

VP… empresas sólidas. Na área de energia, petróleo e gás, temos uma na área de construção civil e uma factoring que é o primeiro nacional. Aí sempre vem uma pessoa me pedir uma opinião sobre um negócio. Você criou um jornal agora, teve uma ideia. Então você tem que batalhar por esse seu jornal. A dedicação é quem vai fazer o seu sucesso. A perseverança …

JN – é focar.

VPA honestidade acima de tudo. Nós temos um exemplo aqui, de pessoas que não fizeram sucesso nessa linha de jornais. Mas você, quando eu soube fiquei muito feliz. Porque lhe conheço. Já vivemos disputas saudáveis na nossa terra. Ao bem de Mossoró, você de um lado e eu de outro, ou a gente juntos. Agora eu já estou com 70 anos, já tenho um sucessor. Porque é difícil se fazer um sucessor. Mas nós temos, em Mossoró, de um modo geral, está indo muito bem de sucessão. Você pode olhar os grupos aqui. Essa semana eu conversei com Noguchi Rosado, um homem respeitado…

JN – … com certeza…

VP… e ele disse: “Vilmar, praticamente hoje eu sou praticamente empregado do meu filho”. Isso é a coisa mais linda que eu vi na minha vida.

JN – É verdade. Quer dizer, é sinal de que vocês se prepararam…

VP… claro. Os meus filhos são executivos e vão trabalhar não só aqui, mas em qualquer parte do Brasil. Eles foram preparados para isso. Nós temos outros nomes, vãos dizer, no sal. Tasso Rosado já não decide. São os filhos. Foi um grupo que cresceu muito, entrou pra o ramo de compra e venda de automóveis. Tanto os filhos homens como mulher. A menina é executiva. Um dia ela trabalhou no Sebrae e foi uma grande surpresa. Foi uma excelente executiva. Ficou um bom tempo prestou excelentes serviços.

JN – Saiu de lá e foi nomeada…

VP… e eu me sinto muito feliz com isso. E tem outros grupos que eu não vou estar citando aqui. Só aquele que estão mais próximos e fizeram sucesso. E estão preparando os seus sucessores.

JN – E isso é muito importante. Não é?

VPMuito importante. Mossoró tem suas vantagens. Porque ela só recebe. Eu sou de Umarizal. Você só vai encontrar mossoroense hoje, os meus filhos e os filhos dele. E esse pessoal que vem pra cá é muito decidido.

JN – Vamos falar agora sobre a sua vida particular, sua vida de batalha, como foi que você começou:

VPEu comecei a trabalhar muito cedo. Essa história “de menos não pode trabalhar” eu sou contra isso. Com 12 anos de idade eu comecei a trabalhar. Um trabalho humilde, mas era a minha primeira empresa, que eu registrei aqui com 20 anos de idade. Com 20 anos de idade eu já tinha a minha empresa registrada, era a PPCE, como representante da VASP. Ela ficou até 77 e a PPCE até 82. Depois criamos a VIpetro em 84. Porque a PPCE trabalhou com a Petrobras, aí ela exigiu que a gente fizesse uns ajustes e a gente criou a Vipetro. E a Petroforte, um grande lance nosso, na nossa história. Foi um pequeno banco …

JN – … foi pioneiro não é?

VPFoi pioneiro no Brasil. Não só aqui. E em 89 quando Sarney saiu. E a gente falando em empresa registrada, Mossoró hoje tem umas 40 empresas registradas. Mas operando talvez não tenha 8. E com essa demanda da CONSTRUÇÃO CIVIL tem a Petroimóveis que foi criada em 93. Ela teve um período parado, mas nós estamos presente aqui em Mossoró e na região. No Porto-Ilha nós trabalhamos muito tempo, mais de 12 anos; construímos em Mossoró o primeiro centro comercial de Mossoró, o Shopping Boulevard, um empreendimento consolidado e que nós vendemos lona a R$ 27 mil. E eu tive o prazer essa semana, de dizer lá numa loja que numa época dessa ter uma valorização de quase 1000%. Nós construímos o Medicalcenter. A Vipetro construiu o Medical com 61 lojas, consolidadas. E agora é que surgiram novos prédios. Veio surgir outro Boulevard bem próximo ao nosso. É visão empresarial. Tem que ter visão.

JN – Tem que sair na frente?

VPFoco. Sempre sair na frente. Anteceder os negócios. Nós estamos esperando que se acalme o comércio e temos novidades. Se acalmar nós temos o nosso programa político e econômico.

JN – E qual é a receita do sucesso?

VP – Você tem que descobrir. Se você descobrir o que é o News 360, você vai estar descobrindo outras coisas. Aí você descobre, confia na sua capacidade de trabalho e eu não tenho dúvidas de que o seu jornal vai ser um sucesso.

Entrevista concedida ao jornalista Gilberto de Sousa – Fotos: Erinaldo Silva.

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