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A crise econômica e a busca pelo atendimento psicológico

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A crise econômica e a busca pelo atendimento psicológico

Já não são poucas as reportagens que vêm relacionando o período atual de crise política e econômica com o aumento da procura dos serviços de psicologia no Brasil. De fato, são notícias que refletem mais a realidade do Sul e Sudeste do país, até mesmo pelo serviço já ser mais comum nessas regiões.

Contextualizando em nosso cenário local, estamos numa constante batalha para desconstruir tabus e aproximar a população do nosso trabalho. Embora a psicologia ainda seja mais procurada por pessoas que apresentam algum diagnóstico ou que se propõem a trazer uma demanda inicial com mais clareza, a conjuntura atual pode contribuir com uma pequena mudança nesse quadro.

Os retraimentos financeiros e até mesmo as situações de falência, demissão e experiências afins afetam não só os empregadores e empregados diretamente envolvidos, mas também ecoam nas relações conjugais, nas dinâmicas familiares, nos programas com os amigos e por aí vai. Manter o equilíbrio para reorganizar prioridades não tem sido uma tarefa fácil.

Tudo isso se reflete no aumento considerável pela procura de tranquilizantes e outros medicamentos que atuam nos transtornos do humor, principalmente em sintomas de ansiedade e depressão. Nesse momento, revemos a importância de investir em autoconhecimento, no alcance de ter um suporte profissional e imparcial nesse processo de avaliar os prejuízos e enxergar novas possibilidades. Nessa brincadeira de dizer que só vai ao psicólogo quem tem problemas, esbarramos na realidade que quem não vai, também tem, e muitas vezes passam por eles sem qualquer tipo de suporte.

Por ser um ato terapêutico em si, a fala contribui diretamente com a auto-organização de sentimentos. No final das contas, quem atravessa as barreiras do preconceito e experimenta uma sessão com algum psicoterapeuta com quem se identifique empaticamente, além de sentir os benefícios, percebe que é tão comum quanto ir a qualquer outro especialista.

SÍNDROME DE BORNOUT

Também conhecida como a síndrome do esgotamento profissional, a Síndrome de Bornout é reflexo de um ambiente de trabalho tenso, desgastante e pressionador. Além de perceber a exaustão do corpo dando sinais com dores de cabeça, dores musculares, problemas gastrointestinais, dificuldades de concentração ou lapsos de memória, o principal sintoma é o estresse agudo, que se associa às mudanças bruscas de humor. Estejamos atentos à saúde mental nos ambientes laborais!

PRIVATIZANDO O PÚBLICO

Está chegando o grande evento do Pingo da Mei-Dia e, com ele, assistimos de camarote a privatização de ruas, calçadas e demais espaços públicos. Ora, perde-se o que há de mais especial na proposta de ser uma festa popular e inclusiva. Além do interesse comercial, o pior é ouvir das pessoas a justificativa de estar pagando caro em busca de segurança, como se a segurança não fosse um direito de todos, que deve abarcar todo o evento! Refletimos, também, sobre a necessidade social de segregação, onde o status é simbolizado por uma grade de meio metro, que nos deixa a um passo das outras pessoas.

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Psicóloga e mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atua como psicóloga clínica no Núcleo de Desenvolvimento Humano, em Mossoró - (CRP-RN: 17/3108). Formada pela Escola Experimental de Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico-Existencial. Formada pela English School of Canada, em Toronto.

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