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Dificuldade para atingir o orgasmo afeta quase metade das mulheres

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Dificuldade para atingir o orgasmo afeta quase metade das mulheres

A maioria das mulheres afirma não atingir o orgasmo por um fato que é aparentemente simples, mas é muito complexo. Muitas vezes regidas por um tabu muito grande, por uma educação conservadora ou por imposições religiosas, as mulheres não se tocam e não aprendem a sentir prazer, ou melhor a identificar onde e como sentem esse prazer.

“A cultura do masturbar ficou meio exclusiva para homens na cabeça das mulheres. Mas não é. Ela é primordial para a mulher se conhecer. Como a maioria não se masturba, não se conhece. Não sabe qual é a zona de prazer do próprio corpo. Esse número tão elevado de mulheres que não atingem o orgasmo se deve muito a esse fator”, explica a psicóloga e terapeuta sexual Izabelly Paullini para o tema desta quarta-feira da série do Mossoró Hoje que estuda os dados apresentados pela pesquisa Mosaico Brasil, que esse ano ouviu 3 mil pessoas em diferentes regiões do país, questionado pontos sobre sexualidade.

A pesquisa destacou, sobre esse ponto, que a dificuldade para alcançar o orgasmo afeta quase metade das entrevistadas (43%), de forma leve à grave, com predominância entre as mais jovens, de 18 a 40 anos. Em algumas localidades esse percentual superou os 50%. Muitas dessas brasileiras (32,5%) também sentem dificuldades em se interessar por sexo, especialmente aquelas entre 26 e 40 anos.

A terapeuta sexual explica que na terapia as pacientes são estimuladas a aprender a se tocar. Muitas não sabem e precisam ainda descobrir a masturbação para começarem a identificar suas zonas de prazer. Izabelly explica que a maioria das mulheres é clitoriana. “Uma mulher clitoriana é aquela que sente prazer ao ser tocado o clitóris. Ou seja, sentem prazer quando do estímulo no local, o que poderá com mais facilidade, para a maioria, levar a atingir o orgasmo”, diz.

Será necessário também a pessoa se conhecer e se observar no contexto das relações sexuais que vivencia. Algumas mulheres por exemplo declaram que conseguem atingir o orgasmo quando na relação sexual estão por cima do parceiro. A sexóloga explica que isso se dá porque nessa posição a mulher consegue controlar o movimento. “Mais para um lado, mais para o outro. Mais para frente, mais para baixo. A mulher controla a relação e consegue chegar ao orgasmo já que essa posição também favorece que o pênis tenha contato com o clitóris e o estimule”, explica.

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Outra posição que pode favorecer o prazer feminino seria a mulher de quatro. “Ela ou o parceiro podem simultaneamente com a relação estimular o clitóris aumentando o prazer resultante da penetração. Mas, para isso, antes de tudo a mulher precisa saber que é ali que ela sente prazer”, lembra Izabelly.

As consequências para as mulheres que têm essa dificuldade de atingir o orgasmo não são poucas, o que exige que essas pessoas busquem vencer o medo e as próprias limitações para partirem para o conhecimento e conquista do próprio corpo. “Uma relação sexual precisa ser prazerosa para ambos. Então a partir do momento em que a mulher só oferece o prazer e não recebe, a relação passa também a não ser prazerosa o que causa inúmeras consequências psicológicas”, explica.

Uma dessas consequências é o fato da mulher muitas vezes começar a rejeitar o parceiro pelo fato de não sentir prazer. Também é comum que ela comece a se perguntar e se cobrar sobre o fato de não conseguir atingir o orgasmo ou mesmo uma inconformação frente a tantas pessoas que afirmam ser o sexo tão gostoso e para ela não é da mesma forma.

Essas situações fazem muitas vezes surgirem pensamentos e sentimentos difíceis que facilmente se revertem em pensamentos ou ações perturbadoras. “A mulher começa a achar que ela é o problema. Ou pior, começa a achar que o problema é do parceiro”, afirma Izabelly.

Nesse contexto uma das consequências que podem surgir são problemas com infidelidade, por causa dessa busca e cobrança interior que podem fugir do controle se não observadas e tratadas. A mulher começa a pensar na possibilidade de buscar sentir prazer com outra pessoa.

Na terapia as mulheres que sofrem com essa dificuldade para atingir o orgasmo podem começar a se encontrar. “No quarto, no banheiro quando for tomar banho, não importa. O importante é que a mulher se toque para que aprenda a sentir prazer”, orienta a terapeuta.

Se mesmo com os estímulos, a mulher não conseguir chegar ao orgasmo, é necessário que se investigue para descobrir a possibilidade de presença de alguma disfunção. Existem, por exemplo, mulheres que são anorgásmicas, ou seja, não sentem o prazer do orgasmo.

A terapia também auxilia através de exercícios que estimulam para que a paciente possa aos poucos desenvolver essa capacidade de sentir o prazer. “Vale salientar que o prazer e o orgasmo são inerentes a cada um. Algumas pessoas dizem que o prazer que elas sentem no orgasmo é equivalente a uma montanha russa na hora da decida. Outros definem como uma sensação maravilhosa e indescritível. Cada mulher classifica seu orgasmo”, afirma.

Segundo Paullini, embora exista o modelo e a definição das sensações que envolvem o orgasmo, cada uma classifica o seu nível de prazer e pode ter a liberdade de o definir. O importante é que a mulher sinta algo muito prazeroso nessa relação para que o sexo seja satisfatório para o casal.

“O parceiro é um cúmplice importante nessa chegada ao orgasmo para a mulher. Os dois precisam estar em sintonia. Isso não quer dizer muito tempo de casamento. Se conhecer, se respeitar e estar conscientes do sentir e do dar prazer, então depois da mulher se conhecer e conhecer ao seu corpo, é primordial que a sintonia entre o casal funcione e que eles conversem sem tabus e sem preconceitos para que juntos possam vencer as dificuldades e encontrar o máximo de prazer na relação”, conclui a terapeuta.

Mossoró Hoje

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