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Coronel Alvibá mostra ações da segurança pública em Mossoró

Entrevista

Coronel Alvibá mostra ações da segurança pública em Mossoró

O secretário municipal de Segurança, Defesa Civil, Mobilidade e Trânsito de Mossoró/RN, coronel PM Alvibá Gomes, foi o entrevistado na 17ª edição do Jornal News 360. Na entrevista ele enfatiza o trabalho realizado pelas Bases Integradas Cidadãs (BICs), que resultaram em reconhecimento nacional, e também aborda o esquema montado para o Mossoró Cidade Junina, entre outros assuntos. Confira:

JORNAL NEWS 360 – Coronel Alvibá, vamos começar falando sobre as BICs, as Bases Integradas Cidadã, que foram coroadas com prêmios e têm sido festejada em todo o Brasil como um dos exemplos de equipamentos em favor da segurança. Como está sendo esse trabalho?. A sua ampliação?

ALVIBÁ GOMES – A princípio eu quero agradecer ao prefeito Francisco José Júnior, por ele acreditar em um trabalho que iniciamos com a implantação em Mossoró. Assim que ele assumiu a Prefeitura, procurou o 2º Batalhão, pedindo para dar continuidade ao projeto e ampliá-lo para atender Mossoró. Sabemos das dificuldades do Estado, em segurança pública, com a falta de efetivo policial. Num Estado que há 15 anos não forma um policial a mais. E a necessidade e carência de efetivo policial. Então, as Bases Integradas Cidadãs vieram para complementar. E implementar um projeto diferenciado de segurança pública. Um projeto que tiramos a viatura da rua, o policial que patrulha na rua apenas na viatura e só atendendo ocorrências, para implantar um projeto de integração novo na Polícia Militar. Como o da Guarda Municipal também, com a integração da população. Ou seja, qual é a ideia da BIC inicial e que até hoje implantamos? É que o guarda ou o policial sai de dentro da viatura, sai de dentro do prédio e vai conhecer o cidadão, que é o comerciante, onde é a escola, onde é a creche e se interagir, se integrar com essa comunidade.

A partir daí, se troca informações com confiabilidade e isso traz o quê? Uma resposta de segurança pública. Então hoje, em Mossoró, nós implantamos já 7 unidades da BIC e estamos projetando implantar mais algumas. Este ano ainda talvez mais umas 2 ou 3, de acordo com a dotação orçamentária. É um custo alto, mas conseguimos dissolver algumas despesas para a pasta da secretaria, e outras despesas, que ela é paga em diárias operacionais a policiais militares, nas suas folgas. Ela complementa a segurança da BIC, e fazendo patrulhamento nas áreas, abordagens em blitz e apreensão.

Isso é tão importante pra Mossoró, que no ano passado os policiais militares que estavam de serviço nas BIC, representavam 50% do efetivo policial militar instalado, trabalhando diuturnamente em Mossoró. Ou seja, o município através da Base Integrada Cidadã conseguiu duplicar o efetivo policial em Mossoró. Foi tanto que nós conseguimos no ano passado mesmo, ter a maior redução de crimes do Estado do Rio Grande do Norte.

JN – Que tipos de crimes?

AGEm crimes de homicídios, até o mês de junho do ano passado, nós chegamos a 25% de redução em relação aos anos anteriores. E fechamos o ano em 15%, enquanto que o Estado todinho teve também um saldo positivo e fechou com 9,8%. Então, o diferencial no Estado do Rio Grande do Norte hoje, na segurança pública, só temos Mossoró com as bases Integradas Cidadã.

JN – Não basta, na realidade, só ser posto policial. A Base Integrada Cidadã é exatamente a integração com a comunidade. E você recebe também informação da própria comunidade?

AG – Com certeza. Em cada base nós deixamos o telefone. E o telefone é o daquela guarnição que está naquele setor. A interação através do telefone, não só o 190 ou o 153, mas também o telefone do WhatsApp da guarnição. Então você faz uma visita a um comércio ou a uma escola e deixa um cartãozinho e diz”: olha, aqui é o telefone da guarnição do bairro e ela está pra lhe atender.

Se você tiver precisando de alguma coisa, uma suspeita nas escolas, ligue pra gente. E a gente vem lhe atender”. E isso fez com que reduzisse em 90% as ocorrências nas escolas municipais de Mossoró. Hoje, graças a Deus, o registro foi o mínimo possível nas escolas. Um bom resultado. Nós também integramos a Guarda Municipal com as escolas onde tem conflitos entre estudantes, de adolescentes com as escolas e com os pais. Então a própria guarda vai lá, traz esses meninos e faz atividades esportivas como capoeira, judô e outras atividades. E isso traz aqueles menores que estão em conflitos nas escolas para se interagir com a própria guarda, com a própria escola, e voltar a manter uma cultura mais adequada.

JN – Aí é aonde entra a política social, no caso?

AG – A política social, a integração, a participação. Hoje. a cobrança da gente no município, quando a gente vai numa escola, num bairro, quando vai se montar uma nova Base Integrada naquele bairro, é quando vai se trazer, quando o prefeito vai poder montar. E a gente tem que explicar que, tudo depende de uma dotação orçamentária, de custos. Porque é caro. E isso, a cada ano, a gente tem que aumentar um pouco mais esse custo.

JN – Às vezes, o prefeito recebe críticas por ele ter assumido essa questão da segurança, já que deve ser uma ação, um dever do Estado. Mas se não fosse as Bases Cidadãs, quer dizer, a situação estava muito pior. Não é isso?

AG Com certeza. Só em falar o seguinte: No ano passado quando fechamos as estatísticas, 152 armas de fogo foram apreendidas. E 80 foram tiradas de circulação por viaturas e guardas municipais que estavam trabalhando nas BICs. Então representa o que aí? Mais de 60% das ocorrências de armas de fogo que foram tiradas. As BICS foram responsáveis no ano passado, por mais de 200 quilos de drogas tiradas das ruas. Por mais de 400 veículos roubados e que foram recuperados. A BIC no ano passado diminuiu o crime de homicídio em vários bairros que nós não tínhamos o controle. Ou seja, bairro que tínhamos um índice quando iniciamos, o Santo Antônio, em 2013. E lá tinha um registro de 40 homicídios em 7 meses.

E passamos no ano passado a ter apenas 16. Uma redução de quase 60% nas mortes. Porque morriam mulheres, crianças, os bandidos dominavam aquele bairro, e foi necessário instalarmos uma BIC. E com isso conseguimos ter essa resposta. Quando nos instalamos nos abolições, lá tinha um estabelecimento comercial que já tinha sido roubado 100 vezes. Então, quando colocamos uma BIC no Abolição, acabou. Porque a polícia foi prender gente, tirar traficante da rua, foi prender assaltantes. As portas se abriram, o comércio aumentou, a fluidez aumentou. As praças, lá no Abolição IV, as pessoas já podem caminhar mais à vontade.

A mais recente, a do Vingt Rosado, você vá lá na praça e vai ver menino brincando na praça, à noite, é o povo fazendo ginástica e tudo o que você possa imaginar. E a Polícia Militar e a Guarda Municipal na sua frente, pra orientar e acompanhar você. Isso é bonito de se ver, essa integração.

JN – É o policiamento ostensivo …

AG… é o policiamento integrado, como eu gosto de dizer. Porque é a filosofia que se chama hoje de policiamento integrado, mas antigamente se chamava policiamento comunitário. No mundo todo, se você for olhar hoje, não se fala em policiamento que não seja o comunitário. O policiamento em qualquer canto onde você for, nos Estados Unidos, ou onde você for ler literatura sobre segurança pública, se fala em policiamento de aproximação…

JN – … é humanizada…

AG … é humanizada. É diferente de eu chegar num bairro aqui, fechar o bairro, fazer uma blitz, revistar, não saber identificar quem é de bem ou quem não é, e tratar todo o povo, o igual por desigual. Ou seja, se trata nivelando pela parte que oferece o risco. Quando você firma uma integração com a população, um policiamento de aproximação, você vai preservar o cidadão de bem. E vai sim, abordar e buscar aquelas pessoas que oferecem risco e ofendem aquele cidadão, aquela comunidade. Que é o traficante, o assaltante, o cara que está lá para roubar, para estuprar e pra violentar a mulher do cidadão. Então, as Bases Integradas Cidadã, se Deus quiser, elas vieram para ficar em Mossoró. Continuaremos implantando outras bases em Mossoró. Este ano fomos coroados, mesmo com as dificuldades financeiras do município. As dificuldades financeiras do Estado, que têm sido o maior parceiro nosso. Tem cedido os policiais militares, as viaturas da Polícia Militar. E mesmo assim nós temos certeza que este ano continuaremos no mesmo ritmo, nesse trabalho, para a diminuição nos crimes em Mossoró. A crise é geral. A crise de segurança pública também é geral. Fortaleza, aqui perto da gente, com todos os investimentos em segurança, ela hoje tem uma insegurança altíssima…

JN – … tá violenta demais…

AG… é a mais violenta do Brasil. Campina Grande é a primeira cidade do Brasil, e olhe que ela tem uma estrutura muito grande na Paraíba, é a cidade que tem o maior índice de violência do Brasil. É uma cidade próxima da gente aqui, com uma população do porte de Mossoró. Então a gente analisa isso. E interessante é que quem chega em Mossoró vê viatura da polícia, vê viatura da guarda, vê o povo nas calçadas, nas ruas. Eu estava vendo umas fotos aqui e no Memorial da Resistência, do teatro até a Praça dos Esportes, lotadíssima de gente fazendo atividades esportivas, correndo, caminhando. Isso é importante. Aí o cara diz: “mas eu não posso sentar numa calçada”. Claro, tem, situações que a gente, infelizmente, não temos como contar com uma cobertura geral. É como eu disse, estamos com um efetivo carente de segurança pública. Mas no momento em que os tivermos…

JN … se desdobrando. Porque é fácil fazer com reforço. E sem reforço. E é aí onde …

AG … se desdobrando. E é aí onde está o pulo do gato. E a gente tem que se aproximar. Porque a gente já tem isso aqui, a gente já teve esse estudo científico, que quando o policial é amigo da população, da comunidade que ele convive, a redução é de mais de 70% dos crimes. Por quê? Porque aquele cara liga, aquela senhorazinha que varre a calçada, o dono da padaria quando vê um carro ou uma moto estranha. E a aproximação, a gente via lá, procurar abordar essas pessoas. E a população mesmo, que passa a vigiar, ou seja, todo mundo é um vigia da própria polícia. É uma forma indutiva, que você chega, e essa forma indutiva, na troca de confiança, ela passa a confiarem você.

E graças a Deus, onde nós temos as bases Integradas Cidadãs, no ano passado tivemos redução nas manchas criminais. É tanto que numa discussão lá em Natal, eu peguei o mapa criminal realizado pela Secretaria de Segurança do Estado do Rio Grande do Norte e quando abri, eu disse; “sabe essa área aqui? É no Sumaré. E nós temos uma BIC lá”. Tava bem verdinha. Porque quando está vermelha é porque tem crime. “Tá vendo essa área aqui? É o Santo Antônio. Essa aqui é o Barrocas. Tá vendo essa do meio, que está vermelha? É entre o Barrocas e o Santo Antônio”. Porque a violência migra. E era o Bom Jardim, aquela área ali. “Tá vendo essa área aqui, verde? É os abolições”. É interessante. E dizer, ser um dos pioneiros em implantar essa Base Integrada Cidadã em Mossoró. Fico feliz por duas coisas: a recepção da população em querer, em aceitar, em cobrar da gente e pedir mais. Porque é um trabalho que você sente a provação e que é o que faz a sua satisfação pessoal. De saber “ah, fizemos alguma coisa, produzimos alguma coisa e conseguimos com isso, trazer um resultado de satisfação da população”. E o segundo é saber que no ano passado, esse anos recebemos informação que o Comitê de Direitos Humanos da ONU reconheceu que o projeto Base Integrada Cidadã em Mossoró, dos 2 projetos no Brasil, que são recomendados pra combater a violência.

As UPPs do Rio de Janeiro, eles recomendaram. E as Bases Integradas Cidadãs de Mossoró. E é uma entidade como a ONU, que a gente não tem nem como discutir. E esta semana o prefeito foi a Brasília, receber também, um troféu, um diploma, certificado, como prefeito empreendedor em segurança pública. Em todo o Brasil, de 100 cidades, ele foi um dos que foram premiados, por ser uma cidade que se preocupou e investiu em segurança pública. Então isso é importantíssimo para o município, para o gestor e para a população, porque estimula os nossos operadores de segurança a buscar cada vez mais, se esforçar cada vez mais em dar aquela resposta. Ou seja, quando você bate palma pra uma pessoa, ela se exalta mais em busca de melhores resultados. Então essas homenagens, esses reconhecimentos nacionais e internacionais, num projetozinho embrionário que nasceu aqui em Mossoró e hoje tem o reconhecimento tanto nacional como internacional, isso é importantíssimo para a segurança pública, não só de Mossoró como do Estado do Rio Grande do Norte.

JN – Mas, quais são agora os principais desafios ainda pra seguir adiante?

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AGO principal desafio hoje, dentro das Bases Integradas Cidadã, é reestruturar todas elas, de forma que a gente possa continuar atendendo, mesmo com essa crise. Porque nós estamos mudando, estamos aumentando recursos no sentido de que, dotar que cada Base Integrada Cidadã tenha suas viaturas próprias. Porque tínhamos da Romu, tinha da Polícia Militar. E então não era própria para cada bairro. E a gente viu que a população, ela não gosta quando tiram um guarda que está ali há 4 ou 5 meses, e troque por outro.

Ela quer aqueles que já trabalham ali. Ela quer a presença daquele guarda, porque ela já conhece. Ela quer o policial Sidney no Santo Antônio, o Erivanaldo lá no Boa Vista, o Kildare no Santo Antônio. Entendeu?. Porque ela confia nesse pessoal. Ela se identifica com a pessoa. Então, o que a gente quer, com as dificuldades financeiras do município, do Estado e de tudo, é a ampliação desses projetos. Ter uma resposta a cada dia mais próxima da população. As escolas públicas hoje, se não tiver uma BIC próxima, as Unidades Básicas de Saúde, se não tiver o guarda ou a BIC próxima, então elas reclamam por segurança. E tudo hoje voltou a ser um conceito de segurança. E em Mossoró não se consegue mais, ser discutido a segurança, se não tiver a Base Integrada Cidadã dentro do seu contexto.

JN – Agora vamos mudar para questão da mobilidade. No serviço de transporte coletivo que foi implantado na cidade, quais são as expectativas?

AGEu peguei a Secretaria de Mobilidade Urbana, não é a minha área. Tenho minha aproximação com o Trânsito. Mas o prefeito Francisco José me deu essa outra missão. E a gente sabe que os desafios, a gente que é militar, de certa forma gosta. É como de cada desafio seu fosse uma batalha. E eu peguei logo tudo que era lei de mobilidade, o Código de Nacional de Trânsito, projetos que a gente tinha, e passei uma semana lendo pra dizer “agora eu tenho condição de começar a discutir e trabalhar dentro de um projeto de mobilidade pra Mossoró, que é uma cidade que precisa de uma amplitude na mobilidade urbana”. Porque o transporte coletivo de ônibus hoje, que está com sete dias, um transporte coletivo que nunca teve uma continuidade. Nunca teve um transporte contínuo…

JN – … sempre foi um gargalo…

AG… sempre foi um gargalo. Então foi feito uma licitação para que se trouxesse para Mossoró, um sistema de transporte coletivo que é implantado em todas as cidades do Brasil, de forma equacionada, adequada, completa. Um transporte que, da forma como funciona lá no Paraná, que é onde tem um dos melhores transportes coletivos, venha a funcionar aqui. E que iniciamos agora, nesse ano, esse processo, porque também é um novo desafio, mas graças a Deus, demos entrada com o pé direito. É uma empresa que tem know-how muito bom no Sudeste do país, que tem mais de 3 mil ônibus trabalhando em diversas cidades. Só na vale do Rio Doce ela tem uma representatividade lá e são mais de 450 ônibus que prestam os seus serviços lá. É uma empresa sólida. E o nome é Cidade do Sol, que foi adquirida por esse grupo de empresários lá de Minas Gerais que acredita justamente em expandir. Lá em Minas Gerais, em muitas cidades já tem a sua empresa e ele achou esse espaço aqui em Mossoró. E ele disse: ”olha, agente quer se expandir, quer crescera nossa empresa. Se a gente se consolidar em Mossoró, tem, o Ceará aqui perto, tem Pernambuco”. É uma empresa forte em sua expansão. Iniciamos com o pé direito, é um sistema integrado.

Aumentamos imediatamente de 6 linhas para 11 linhas. Temos a previsão de outros ônibus que vão chegar, de acordo com a demanda. Temos a necessidade de mais, de implantar, dentro do nosso processo de licitação, que ao total serão 40 ônibus que terão de circular. Linhas que se você tiver lá no Santa Delmira e pegar um ônibus e vai lá para as Malvinas, não vai ser preciso pagar 2 passagens. Paga de forma integrada.

Você desce num centro integrado e ali passa um ônibus e você vai até as Malvinas pagando apenas um bilhete. Você quer ir ao shopping, desce aqui no centro da cidade e vai até lá com uma passagem só, você e sua família. E dentro das dificuldades hoje, que estamos passando, de combustível caro, boa parte da população, porque Mossoró é uma das cidades que mais tem motonetas, tanto é que do que foi emplacado no Rio Grande do Norte, 30% tá em Mossoró. E o Conatran está fazendo a exigência do emplacamento e carteira de motorista. E hoje, você sabe que pra tirar a carteira de motorista tem que gastar de R$ 2 mil a R$ 3 mil.

JN – E se tiver um serviço eficiente …

AG … eficiente, de transporte público, como estamos implantando, é esse público que nós temos que cativar também. Como eu falei há pouco tempo das BICS, tem que se cativar para que se possa acreditar. Que você vai pra escola e o ônibus vai passar na hora certa na sua rua. E você vai poder chegar na sua escola, na sua faculdade, naquele horário certo. E quando sair de lá você ter aquele transporte pra voltar pra casa. Então, estamos mapeando todos os horários. Serão horários rigorosos a serem cumpridos e com fiscalização da secretaria. Então, esse é o primeiro passo. E eu acho que um dos maiores projetos de mobilidade e urbanismo que o prefeito Francisco José está implementando em Mossoró, que é o de transporte público.

JN – E vai fazer um link pra zona azul, no caso?

AGÉ. Porque nós temos a licitação saindo agora, da zona azul, e que vai dar uma melhorada em todo o centro da cidade. É aquela questão de você não poder parar, não poder estacionar, porque não tem aonde. E com a zona azul você vai ter rotatividade no centro da cidade e, além de absolver, essa rotatividade vai ter fluidez de comércio, porque a pessoa vai ter onde comprar porque vai ter onde parar o seu carro. E com esse projeto dessa licitação vamos acomodar também os nossos camelôs, os comerciantes que ficam nas calçadas. Tirando das calçadas e indo para uns paletes que ficam entre um estacionamento e outro. Vamos acomodar os nossos taxistas, os mototaxistas, ou seja, dando oportunidade a todo. E você diz “e os funcionários do comércio? Os lojistas aonde eles vão ficar?. Todo dia eles vão pagar estacionamento de 6 ou 8 horas de trabalho?”. Isso aí já tem um diferencial. Também dentro desse projeto tem empresa que vai montar um pátio, um galpão, para que esses funcionários, que vão todo dia trabalhar, eles tenham um passe livre que possa deixar o seu carro ou sua moto, como o dono da loja, sem pagar custo nenhum. Porque ele não precisa. Se ele for pagar todo dia que trabalhar, você já pensou foiçar 6 horas parado a R$ 2,00?. Pra quem ganha um salário mínimo ou salário comercial?. Isso vai dar um custo muito alto. Então isso tudo foi repensado, nesse projeto, e a gente está aí nessa briga pra implantar a nossa zona azul em Mossoró.

JN – Nesse caso, os estacionamentos particulares continuam?

AGContinua. Isso aí não interfere na zona azul. A zona azul vai ser um sistema de bilhetagem quase como os dos ônibus. Uma bilhetagem eletrônica, em que você vai estacionar um carro lá e vai ter um monitoramento, da equipe da equipe que passa, da empresa, marcando, verificando o horário que o seu carro está ali. Se tiver com o bilhete, já está pago e não tem problema. Então é um processo rápido e como está sendo feito hoje em quase todo o país.

JN – Alvibar, ainda sobre a questão da mobilidade urbana, tem a previsão de abertura de novas vias para facilitar o fluxo de veículos ou coisa nesse sentido?

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AGTemos. O projeto mais emergencial que eu estou fazendo é o binário. Esse binário é o fluxo subidor aqui da BR em direção ao Centro, e a outra via do Centro em direção à BR. Pegando a João da Escóssia, com esse binário estaremos implantado também, a partir da próxima semana, umas 5 ciclo faixas para também absolver os ciclistas. E este ano também nós temos um projeto de ciclo faixas em Mossoró, para facilitar os ciclistas. Então, vamos começar ali do shopping até o centro da cidade. São 9 quilômetros de faixas, e ciclo faixas, inicial, passando pela João Marcelino e descendo ali pela outra, aquela do Wilson Rosado, aonde a gente vai dar um fluxo. Uma vai ter sentido centro e a outra sentido shopping. E isso vai facilitar o fluxo de veículo, vai ficar um corredor muito mais rápido, fácil, com ciclo faixas e com possibilidade de acolher corredor para ônibus.

JN – Vamos falar agora sobre a segurança no Mossoró Cidade Junina. O esquema tá traçado?

AGTá traçado. Hoje, a gente fechou o contrato, mas fechando aqui a questão da urbanização. Nessa urbanização nos vamos instalar 700 paradas de ônibus, cobertas e com ramo de acessibilidade, em toda a área do município de Mossoró. Para daqui a 30 dias nós estamos iniciando esse projeto. E, outras novidades, que a gente vem correndo atrás e buscando. Esse projeto eu consegui na semana passada em Fortaleza, numa empresa ligada lá ao pessoal do Beach Park.

Então nós vamos implantar esse projeto aqui e vai ter uma 800 rampas de acessibilidade, com custo zero para o município. Um projeto pioneiro que é de R$ 1.200.000,00. Mas a empresa vai fazer a propaganda dela nos locais que forem construídos esses equipamentos. Os equipamentos serão construídos e doados para o município e durante 10 anos ela poderá explorar a mídia nesses locais. Com uma placazinha e o nome da empresa X. Então nós temos que ir buscar essas parcerias, porque hoje a crise é grande e os municípios não têm dinheiro, o Estado não tem dinheiro.

Eu estou com 10 paradas de ônibus cobertas, parada no Ministério das Cidades ainda, em razão dessa burocracia e essas coisas governamentais. E de repente a gente é procurado por uma empresa privada, oferecendo os serviços que eu estou atrás, logo pra mim, quem está querendo botar pra frente as coisas da mobilidade da cidade. Então nós ganhamos esse projeto aí e estaremos implementando na próxima semana. E agora, sobre o Mossoró Cidade Junina, no dia 1º eu estarei fazendo a apresentação em Natal, no Gabinete de Gestão Integrada Estadual, toda a logística de segurança, baseado nos anos anteriores e aumentando outras novidades. Estamos solicitando o aumento do efetivo, baseado no contexto de quê? De que a cada ano Mossoró Cidade junina dá um resultado maior às nossas atividades. É um evento que, eu não sei dizer qual a população que frequenta Mossoró nesse mês de junho, eu não tenho como medir. Porque é um evento que é impossível não se trabalhar com uma megaestrutura de segurança.

JN – E o Pingo da Mei-Dia com a Tocha no meio, então…

AG… O Pingo da Mei-Dia, no dia 4 é o cartão-postal de entrada. É o cartão de visita para o Mossoró Cidade Junina e todo mundo que ver já fica encantado. E aí a gente tem que colocar num horário mais cedo, para que fique com um gostinho melhor para o restante do Mossoró Cidade Junina. E a novidade que eu estou trabalhando já com uma das empresas é para que a gente feche, isole a acessibilidade das ruas, para que coloquemos corredores de entrada, para eu aquelas pessoas que entram nas ruas, elas também sejam vistoriadas pela segurança, para evitar que aconteça a entrada de armas ou alguma coisa que venha trazer um dano.

Então da mesma forma que a gente isola a Estação das Artes durante o mês todinho, no dia do Pingo da Mei-Dia também nós vamos fazer um corredor de acessibilidade, para garantir maior ainda a segurança. No Pingo teremos, em média, 300 agentes de segurança, 200 policiais militares, 100 guardas municipais, 30 agentes de trânsito, 30 bombeiros e 20 policiais civis. Eu consegui esse também, trazer pra cá a Polícia Federal que vai fazer um trabalho investigativo e de inteligência e acompanhar de perto com agente.

Vamos montar o nosso Centro de Comando e Controle na Estação das Artes, por trás do Teatro, onde será tudo monitorado através de câmeras e, traremos também de Natal, já solicitamos junto ao Governo, uma plataforma de observação, que são justamente aqueles equipamentos usados durante a Copa em Natal. O equipamento que trouxemos no ano passado teve muita valia e o Governo já se sensibilizou este ano em trazer e também nos garantiu o efetivo policial. Assim, na segurança, eu só tenho a dizer que a cada ano que passa nós procuramos melhorar. Para que a gente possa oferecer uma maior segurança a partir do Pingo da Mei-Dia. E pra completar, na segunda-feira, dia 6, a passagem da Tocha Olímpica em Mossoró, onde também temos todo esse esquema montado. E muito mais por que ainda também temos o serviço de inteligência do Depen, da Policia federal.

Teremos o apoio do Depen. Será um circuito em Mossoró, de 12 quilômetros. Ele começa ali nas imediações do Posto Planalto na BR 304, iniciando à 1’6hs40 da tarde e chegando à Estação das Artes após percorrer 12 quilômetros de ruas em Mossoró. E a cada 200 metros do corredor, atletas, pessoas nossas e também de fora, que são indicadas pelos nossos patrocinadores. E isso é uma coisa única e eu acho que Mossoró também está de parabéns por esse evento.

A gente que é da segurança é muito mais trabalho. Quem quer que faça esse evento aqui, nós também possamos brindar essa passagem da Tocha Olímpica, com o contexto de segurança. Abraçar esse evento que eu acho que ele está entrando dentro do Mossoró Cidade Junina. Mas a gente está querendo que realmente passe aqui com gosto e vontade porque é um evento muito importante e, quando é que vai vir outra Olimpíada aqui para o Brasil e quando é que vamos ver a Tocha em Mossoró novamente. Então vai levar Mossoró para o mundo todo. É a imagem que vai ser transmitida para o mundo todo.

Serão 2 horas de passagem, com encerramento na Estação das Artes e, com certeza este ano, é como eu digo, se você me pergunta “qual a sua missão?”. Meu amigo, as missões para gente não termina. É como soldado, todo dia recebe uma missão diferenciada. E concluindo, os outros 14 dias de festa do Mossoró Cidade Junina, que vai até o dia 26, com boas atrações, para que a gente possa terminar o Mossoró Cidade Junina de forma tranquila.

E teremos também o mesmo aparato policial nesses dias. Aproximadamente 300 agentes de segurança, sem contar que durante o Mossoró Cidade Junina vai ter também, eu conversando agora com Karume, que contratou mais 100 homens da segurança privada para fazer a cobertura na Praça de Alimentação, na Praça de Conveniência, dos camarotes, das entradas da Estação das Artes. E serão mais 100 seguranças.

Então podemos dizer que estamos com 400 agentes de segurança trabalhando diuturnamente no Mossoró Cidade Junina. Então, com certeza, aquelas pessoas que pensam que vem pensando em cometer algum delito ou alguma coisa, vai pensar 2 vezes. Porque vai estar presente a polícia, os guardas municipais e agentes de trânsito. Também estamos trazendo para perto da gente, os agentes de proteção do Juizado de Menores e dos Adolescentes juntamente com o juiz da Infância e da Juventude, para que também reprimimos esses tipos de crimes contra a juventude. Então é um trabalho incessante, e a gente buscando cada vez mais agregar as nossas forças de segurança. E um evento desses, realmente, não pode ser discutido de forma simplória. Ele tem de ser discutido de forma técnica e profissional. É por isso que todos os órgãos de segurança já citamos 4 vezes.

Os comandantes dos batalhões, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil, a promotoria, o Ministério Público e tudo o que estar voltado para a segurança, agregamos. O Depen, os agentes penitenciários, que possa e venham somar de qualquer forma para garantir um Mossoró Cidade Junina, no mês de junho, com uma maior segurança.

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Entrevista concedida ao Jornalista Gilberto de Sousa / Fotos: Erinaldo Silva.

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