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Casal de assassinos recebe R$ 350 por cada vítima e diz já ter matado mais de 800 pessoas

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Casal de assassinos recebe R$ 350 por cada vítima e diz já ter matado mais de 800 pessoas

Um casal de vigilantes que atua na sangrenta guerra às drogas implantada pelo presidente das Filipinas veio a público para assumir a responsabilidade por mais de 800 assassinatos cometidos no país.

Eles lideram um dos vários grupos responsáveis por boa parte das mais de 4 mil mortes a sangue frio dos últimos meses.mais

Conhecidos como Ace e Sheila, o casal firmou ao canal SBS Dateline, em um programa exibido na terça-feira (18) à noite, que recebeu cerca de R$ 315 (US$ 100) por cada alvo assassinado.gifmeionew

Pelo menos 2.730 pessoas foram mortas a tiros por grupos vigilantes pagos em dinheiro pela polícia por cada assassinato cometido.

Os vigilantes costumam deixar placas e recados junto aos corpos das vítimas, com o objetivo de atrair a atenção da mídia e comprovar a autoria do assassinato às autoridades.

Grupos vigilantes são uma parte fundamental da promessa do presidente Rodrigo “O Justiceiro” Duterte de matar 100 mil usuários e traficantes de drogas e preencher a Baía de Manila com os cadáveres.

Ace e Sheila afirmam que o grupo que lideram é responsável por um quarto dos assassinatos cometidos por esquadrões da morte até o momento — ou quase um quinto do total de mortes.

Os assassinos recebem telefonemas de um policial que eles chamam de “chefe” com os nomes e uma foto das vítimas.

Depois do contato, os vigilantes têm três dias para realizar as mortes.

A primeira regra do grupo é nunca fazer perguntas sobre as vítimas — mas eles sabem que, muitas vezes, os alvos são apenas pessoas que irritaram seu chefe.

Os alvos são sempre mortos a tiros depois de pelo menos um dia de planejamento, usado para avaliar a melhor maneira de se chegar perto das vítimas e pegá-las de surpresa.

— Nós não simplesmente os matamos. Não os deixamos com apenas um tiro. Temos certeza de que eles estão mortos.

O casal diz que começou no ramo dos assassinatos porque era a única maneira de ganhar dinheiro em um país onde o salário médio é de apenas R$ 1195 (US$ 380) por mês.

— Desde o início, quando comecei isso, sabia que era muito arriscado. Mas se eu não fizer, há um risco ainda maior de eu não ser capaz de alimentar minha família.

Daily Mail

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