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Ex-funcionários do Centro de Oncologia de Mossoró buscam apoio do MP para cobrar salários atrasados

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Ex-funcionários do Centro de Oncologia de Mossoró buscam apoio do MP para cobrar salários atrasados

Um grupo formado por 19 ex-funcionários do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM), busca o apoio do Ministério Público para receber salários atrasados e direitos trabalhistas. Recentemente, visando “enxugar” seu quadro de servidores, a unidade  fez várias demissões, quando servidores foram demitidos com salários atrasados.

De acordo com relato de uma ex-funcionária, que preferiu não ter a sua identidade revelada, nem mesmo o seu salário de setembro foi pago. “No meu caso, pedi rescisão indireta, porque não aguentava mais tantos atrasos. Há quatro anos o Centro de Oncologia vem atrasando salários, rasgando a CLT, não pagando o 13º no mês de dezembro”, destacou.

A ex-servidora revela que, ao cobrar da direção do COHM o salário de setembro, foi orientada a procurar a Justiça. “O salário deve ser pago até o quinto dia útil subsequente ao mês trabalhado. Pedi rescisão no dia 17 de outubro, ou seja, já estava atrasado o pagamento. Outros funcionários que foram demitidos agora em novembro só receberam o mês de setembro há poucos dias”, afirmou.

Ainda segundo a ex-funcionária, do grupo de 19 pessoas, muitas estão passando dificuldades em virtude dos atrasos. “Essas pessoas precisam se alimentar, alimentar sua família. É preciso que a direção do COHM entenda que o regime de escravidão já passou. Vão à mídia pedir dinheiro, dizer que o Governo e a Prefeitura estão atrasando repasses, mas quem está atrasando o pagamento é o próprio Centro”, pontua.

No tocante ás demissões, o diretor do COHM, dr. Cure Medeiros, justificou quando ouvido pelo portal Mossoró Hoje.

“É horrível demitir funcionários, mas isso já vem acontecendo há algum tempo. Estamos enxugando a folha ao máximo, pois não há condições de mantê-la em dia com as dificuldades que estamos enfrentando atualmente”, justificou o diretor Cure Medeiros ao Mossoró Hoje, no dia 3 de novembro, complementando que a intenção é readmitir esses servidores no futuro.

Também na reportagem, Cure afirmou que essas dificuldades estão relacionadas à falta de regularidade nos repasses do Poder Público. “Além disso, o tratamento diferenciado que recebemos em relação à Natal é outro agravante. É impossível manter uma UTI por R$ 450 em Mossoró, enquanto Natal recebe R$ 1,5 mil”, lamentou Cure Medeiros.

O portal REDE NEWS 360 buscou ouvir a Direção do COHM, as ligações não foram atendidas, no entanto o espaço fica aberto ao contraditório.

Com informações e foto do Mossoró Hoje. 

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