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Redes sociais: mostramos tanto quanto escondemos

Psicodialogando

Redes sociais: mostramos tanto quanto escondemos

Quando entramos em contato com as redes sociais, deparamo-nos com personagens que, supostamente, estão “livres” para se mostrarem como querem. No entanto, apresentam-se rigidamente “presos” aos modos uniformizados de escrever e fotografar. Um tanto quanto paradoxal!

De fato, o sentimento inato de aceitação minimiza as individualidades em prol de um comportamento comum ao grupo. Sem esquecer, também, que estamos imersos num processo ativo de “globalização” e, se me permitem fazer referência ao geógrafo Milton Santos, isso não passa de um nome mais bonito que inventaram para a “colonização”, ou seja, uma transferência cultural de quem tem mais para quem tem menos poder, onde o objetivo é produzir mais do mesmo.

Por essas e outras, reflito sobre a triste tendência de desvalorizar o que há de mais precioso entre os humanos: a diferença. Justamente o que mais me fascina na Psicologia: a ausência de fórmula, do óbvio, de senhor da razão; que proíbe que alguém saiba de todos e permite que cada um saiba de si.

Mas vamos combinar que esse negócio de saber de si é complicado. Não é à toa que os nossos mecanismos psicológicos de defesa naturalmente dificultam esse processo de “olhar para dentro”. A liberdade de “ser quem se é” e mostrar-se como tal implica uma responsabilidade também no mundo virtual, por isso é bem mais fácil curtir a ideia de um amigo, ao invés de elaborar a minha própria, e ainda me expor.

Entre uma postagem e outra, vamos copiando demais e criando de menos. Nossos comportamentos naturalmente singulares dão espaço à mera reprodução de padrões, que só são padrões porque todo mundo imita.

Receosos do julgamento alheio e certos de que o diferente é mais vulnerável ao ataque, estamos nos tornando todos iguais. Eu só espero que em meio a essa camuflagem como estratégia de proteção mútua, a gente ainda se reconheça na linha do tempo e possa mostrar ao mundo o que há de melhor e mais autêntico. Caso contrário, vai ser impossível encontrar peças que se encaixem nesse quebra-cabeça da vida real.

DESMITIFICANDO

Dizem por aí que quem tem problemas, vai ao psicólogo. Quem não vai, também tem. Longe de se restringir aos estigmas de loucura ou doença psiquiátrica, todas as pessoas apresentam demandas de fundo emocional passíveis de acompanhamento psicoterapêutico.

UMA RECEITA PARA DEPRESSÃO: NATUREZA

Embora ciente de que a depressão tem causas e tratamentos multifatoriais, cientistas americanos da Universidade de Stanford demonstram o impacto da natureza na regulação das emoções e atestam que caminhar 90 minutos em contato com ambientes naturais é um indicador potente que ajuda no combate de sintomas.

INDICAÇÕES

Uma estratégia eficaz para melhorar a circulação, a respiração, o controle emocional, a flexibilidade corporal e o auto-conhecimento: PRATIQUE YOGA! A meditação tem demonstrado resultados mais efetivos do que a medicação, especialmente em casos de transtornos do humor, como a depressão e a ansiedade.

“Não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo. Que tal mudarmos o mundo começando por nós mesmos?” (Martin Luther King)

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Psicóloga e mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atua como psicóloga clínica no Núcleo de Desenvolvimento Humano, em Mossoró – (CRP-RN: 17/3108). Formada pela Escola Experimental de Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico-Existencial. Formada pela English School of Canada, em Toronto.

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