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Palavra Pastoral

Águas tranquilas

A parte “b” do verso 2 do Salmo 23, é um texto muito interessante e profundo. O texto diz: “… guia-me mansamente a águas tranquilas”. Digo que é interessante, porque quando comparo essa parte do versículo, com este outro que diz: “E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: “Cala-te, aquieta-te”. E o vento se aquietou, e houve grande bonança” (Mc 4.39), posso perceber nitidamente o que é alguém ser conduzido por “águas tranquilas”.

Para início de conversa, lembre-se que certa vez o Senhor Jesus estava dentro de um barco com os seus discípulos, quando subitamente se levantou uma tão grande tempestade, a ponto de quase destruir completamente o barco em que Jesus se encontrava dormindo. É possível até entendermos que o sono de Jesus estava pesado demais, pois assim que essa tempestade surgiu, foram os discípulos quem tentaram sair daquela situação, enquanto que Ele dormia tranquilo. O evangelista Marcos escreveu assim: “E ele [Jesus] estava na popa dormindo sobre uma almofada” (Mc 4.38a).

Se aquela tempestade trouxe pavor aos discípulos, ela com toda a fúria possível, nem sequer pôde acordar o Mestre da Galiléia, ou porque não dizer, o “Mestre dos Mares”! Mesmo Jesus estando dormindo naquele barco, Ele jamais perdeu por alguns instantes, o total controle da situação. Não era o vento que ali era o Todo Poderoso, ou às altas ondas que varriam o barco, e sim, Aquele que estava dormindo, mas com todo o controle da natureza em suas mãos. Se os discípulos tinham perdido o controle do leme do barco (se é que o barco tinha), o Senhor Jesus tinha aquelas águas como tranquilas. Ou seja, Ele dormia com a sua cabeça sobre um travesseiro, mas a natureza estava sob o seu controle.

Pesquisando na Bíblia encontrei vários textos que falam sobre o absoluto controle que o Senhor Jesus tem sobre tudo o que acontece nos mares. Por exemplo: você sabe por que Jesus, ao ser despertado do sono, atendeu aos seus discípulos, quando eles lutavam desesperadamente contra a fúria daquela tempestade no mar? Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, não se te dá que pereçamos?” (Mc 4.38b). Uma excelente resposta encontra-se no Salmo 107, verso 28, que diz: “Então clamam ao Senhor na sua tribulação; e ele os livra das suas angústias”.

Prontamente Jesus debelou aquela situação, simplesmente ordenando ao mar: “Cala-te, aquieta-te” (Mc 4.39). E o que se seguiu, Marcos registrou assim: “E o vento se aquietou, e houve grande bonança” (Mc 4.39).

Esse mesmo Salmo também explica mais duas coisas: primeiro, ele demonstra o total domínio do Senhor sobre qualquer tempestade do mar, quando diz: “Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as ondas” (v. 29); e, segundo, que em obediência a voz do Senhor, a tempestade some e dá lugar a calmaria: “Então se alegram, com a bonança; e ele assim os leva ao porto desejado” (v. 30). Ou seja, águas tranquilas!

Inspirado pelo Espírito Santo, o livro dos Salmos mostra o poder e a grandeza de nosso Deus, Jesus Cristo, sobre a força do mar: “Tu dominas o ímpeto do mar: quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar” (Sl 89.9). Esse Salmo está apontando para o poder do Messias.

Uma última pergunta: você sabe por que o Senhor Jesus não livrou os seus discípulos da tempestade, mas livrou-os na tempestade? Para mostrar-nos que precisamos contar com Ele, pois com Ele junto a nós, às águas (provações, lutas, aflições) tornar-se-ão tranquilas: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão” (Is 43.2a). Aleluia!

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