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Eu quero a reforma da Previdência, SIM!

Herbert Mota

Eu quero a reforma da Previdência, SIM!

 

A reforma da previdência é algo urgente e necessário para o país. Só não deve ser discutida de forma extremada, tendo, de um lado, aqueles que defendem a proposta do Governo, e, do outro lado, os que são contra, por questões ideológicas ou simplesmente por serem contra, e pronto.

Uma questão que não se pode deixar de discutir amplamente, por exemplo, é a definição de uma idade mínima para a aposentadoria. Isso, a meu ver, é algo absolutamente racional, uma vez que a expectativa de vida, atualmente, não é mais aquela de trinta/quarenta anos atrás.

Algumas conquistas, no entanto, não podem (não devem) ser retiradas. Uma delas é a chamada “aposentadoria especial”, que tem como finalidade inquestionável resguardar a integridade física do trabalhador que desenvolve as suas atividades exposto a agentes nocivos à saúde. Este tipo de aposentadoria poderá sofrer mudanças drásticas impostas pela reforma da Previdência Social. Atualmente, os trabalhadores que estão em atividade em ambientes sujeitos a condições especiais, insalubres, perigosas e que prejudicam a sua saúde têm direito ao benefício que, dependo da atividade exercida, pode ser requerido após 15, 20 ou 25 anos de trabalho.

A aposentadoria de políticos, nos termos e moldes atuais, é uma excrescência, tal qual o foro privilegiado. Há quem defenda que “política não é profissão”, e eu, convicto, concordo plenamente. Inúmeros são os casos de parlamentares que se aposentaram com apenas um mandato, fato que, só por só, já deixa às claras as desigualdades decorrentes do atual sistema previdenciário. Neste aspecto, uma das maiores disparidades, pasmem, é um senador, ao assumir o mandato, dispor de um plano de saúde integral (tudo pago pelo contribuinte), que acoberta toda a sua família, e, pasmem, para o resto da vida. E não necessita passar os oito anos. Não. Bastam ínfimos seis (06) meses no exercício do mandato para que este benefício seja efetivado, também, para o suplente.

Eu quero a reforma da previdência, principalmente, para que ela seja universalizada, i. é., que os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e todos os seguimentos da sociedade estejam num mesmo patamar, este definido entre a base e o teto pagos, conforme a contribuição de cada um, extirpando-se, definitivamente, o famigerado “fator previdenciário”.

Quem quiser uma aposentadoria diferenciada, pode, por exemplo, aderir a uma previdência privada, para, assim, complementar sua renda na inatividade.

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