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Para conter a reforma maligna da Previdência só há um caminho

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Para conter a reforma maligna da Previdência só há um caminho

Que a Previdência precisa de uma reforma não resta dúvida. O nó da questão é tirar do lombo do trabalhador brasileiro a pele e o suor para tamponar um rombo que não foi provocado por ele. Além do mais, a crueldade de ampliar o tempo para a aposentadoria é transformar o sonhado bem para quem trabalha ou trabalhou a vida toda numa pá de cal, no triste vislumbre da beira da morte.

Desde a abertura das discussões sobre esse tema, experimentados profissionais da área asseguram com dados nada empíricos, que não há prejuízos causados à Previdência por parte daqueles que trabalham e contribuem. Muito pelo contrário, estes sim, merecem na verdade, a coroa do direito sagrado adquirido pela produção muitas vezes sem a devida condição de trabalho.

A reforma da Previdência do modo que está sendo formatada pelo governo é cruel e maligna. Mas os argumentos de combate nada poderão fazer para exercer uma reversão do quadro já muito bem articulado no Congresso, que abre o debate, mas que tem uma opinião formada, que se sustenta apenas na subserviência. Se depender da maioria do Congresso que é atada ao poder, a aprovação está certa por antecedência.

Mas ainda há uma luz no fim do túnel, e este é o único caminho: a pressão desenfreada aos parlamentares. É preciso intensificar movimentos de base e fazer o Legislativo ter certeza, que se não houver alinhamento com a sociedade haverá punição braba nas urnas.

Com a moral já abalada, o parlamento tem a tendência de evitar mais contrariedade, desde que seja acossado verdadeiramente.

Afinal de contas, estamos às portas de mais um ano eleitoral.

QUADRO SUCESSÓRIO

Pesquisa fresquinha realizada a partir de Mossoró por um instituto de renome sobre o quadro sucessório ao governo estadual revela que estamos sem nomes para o embate. Se as eleições fossem hoje, o eleitor teria enorme dificuldade para votar. E a busca segue por uma liderança nova.

EMERGENTES

Entre os emergentes, apenas um nome: o empresário Marcelo Alecrim. Mas surge de forma ainda muito tímida, longe de se patentear como liderança política capaz de persuadir a grande massa. Falta-lhe o cheiro do povo, entre outros fatores que mereceriam ser muito bem trabalhados.

OUTROS

O senador Garibaldi Filho já não aparece em posição confortável, assim como o prefeito de Natal Carlos Eduardo não inspiraria confiança. Já o ex-deputado Henrique Alves, e o senador José Agripino, que se encontram dando voltas negativas no noticiário nacional, também não são vistos como nomes nessa disputa. Sem o PT no poder, a senadora Fátima Bezerra é nome hoje em banho-maria. Pelo menos no quadro que forma o retrato do momento em Mossoró  e região.

FILHOS

Quanto aos chamados filhos políticos, como os deputados Walter Alves, Fábio Faria, Rafael Motta e Beto Rosado, estes são sequer lembrados na possibilidade de uma corrida ao governo.

DESGASTE

O governador Robinson Faria, que tem experimentado desgaste movido pelos obstáculos que tem encontrado no governo, precisaria apressar ações que obtivessem resultados. O governo Robinson, mesmo diante da vontade política e do esforço, enfrenta dificuldade e falta de sorte. Mas apesar dessa crise, e levando em conta a ausência de novos líderes confiáveis, o governador segue sim no páreo.

SENADO

Idêntico quadro se apresenta em relação ao Senado Federal, onde os nomes considerados figurinhas carimbadas, já não despertam o interesse do eleitor. Quer dizer, o campo está aberto.

PARA REFLETIR

“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la”, já dizia Cecília Meireles.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

O  relator da modernização das leis trabalhistas, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), informa através de sua assessoria,  que vai propor o fim da obrigatoriedade de contribuição sindical, tanto a patronal, quanto a de trabalhadores. A medida será proposta em seu parecer, ao final das discussões sobre o tema. Atualmente, cada empregado contribui anualmente com o valor equivalente a um dia de trabalho para o sindicato.

EM TEMPO

“É necessário tornar opcional essa contribuição sindical e retirar essa obrigatoriedade. Estou falando de R$ 15 bilhões nos últimos cinco anos, são sindicatos patronais e de trabalhadores – que muitos deles não representam as suas respectivas categorias. Isso vai fortalecer o movimento sindical e tornar esse processo de negociação mais equilibrado”, disse.

A QUEM INTERESSAR POSSA

“Acredite em milagres, mas não dependa deles”.

EMACIPAÇÃO

Mossoró completa nesta quarta-feira, 165 anos de emancipação política. Mas a Prefeitura decidiu não decretar feriado nesta data comemorativa, adotando expediente normal em todas as secretarias e órgãos municipais.

HISTÓRICO

A data foi instituída conforme a Lei nº 3028 de 23 de maio de 2013 e revogou a Lei nº 2009/2004, que atribuía a comemoração ao dia 09 de novembro. Esta definição ocorreu a partir de informações colhidas por historiadores que confirmaram que o povoado de Santa Luzia de Mossoró passou a categoria de Vila através do Decreto Provincial de nº 246, fato que ocorreu em 15 de março de 1852, e assim Mossoró se desvinculou politicamente do Município de Assu.

RELAX – “E ninguém nem percebia/Que o real e a fantasia/Se separam no final…”  VITAL FARIAS

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Jornalista há 30 anos, tendo atuado nos jornais A República, Diário de Natal/O POTI, O Mossoroense, Revista Spaço, Revista De Fato Nordeste e fundador dos jornais Oeste Independente, Jornal de Mossoró, Jornal Metropolitano, em parceria com Roberto Costa Lima, jornal Página Certa, entre outras publicações; Foi Diretor de Redação do Jornal Gazeta do Oeste por mais de uma década. Escreveu os livros “Adffurn e seu tempo – vitórias e conquistas”, em parceria com o professor Lúcio Ney, e “Contos do Cotidiano”. No rádio, colaborou com as rádios Libertadora e Difusora. Atualmente é Diretor de Redação do Jornal News 360 e Apresentador do programa Jornal da Câmara, na TV Câmara/Mossoró.

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