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Sonho de trancoso

Num desses vários sonhos que temos durante a noite, tive um que me deixou por vários dias pensando naquela estória que ouvi.

Sonhei que estava viajando num Bugre amarelo, todo equipado e renovado e encontro na estrada um idoso, 78 anos aproximadamente – Sr. Antônio de Sergino, a quem dou carona e que me conta uma estória confusa, mas que tentarei descrever aquilo que ainda lembro. Vamos lá!

Na cidade em que ele morava, o prefeito que era um ex detento, por comandar a criminalidade na cidade em tempos pretéritos, decidiu avocar a total responsabilidade pela segurança pública da urbe pra si.

Tudo oficializado, governo se livra de mais uma responsabilidade e o município terá que se virar pra compor seu efetivo de homens.

Conhecedor de todos os meandros e acontecimentos criminais o agora livre gestor da cidade, decide nomear seus parceiros de confiança como chefes de segurança distrital, pois foi assim, em cinco distritos, que o prefeito dividiu o município.

Aprovou uma lei que eliminou os impostos direcionados à segurança pra todos que lá tivessem domicílio. Tinham que somente pagar uma pequena taxa mensal ao chefe da segurança do seu distrito, que também era chefe do tráfico e com todo dinheiro arrecado da população e mais o lucro dos “negócios”, contratavam – com carteira assinada e bons salários, todos aqueles delinquentes, assaltantes e outros criminosos que agora faziam a segurança da população. Logo, todos os bairros estavam contemplados com agentes de segurança armados até os dentes e prontos pra eliminar qualquer um que decidisse pelo ilícito em suas regiões de domínio.

Ele ressaltou que a partir do momento que ficharam os “meninos”, vários crimes cessaram e o índice de assaltos caiu pra zero, pois muitos dos que antes viviam de “fitas”, agora tinham seu bom ordenado garantido no final do mês e não tinham dó de ninguém que “mexesse no setor”.

Logo chegou o ponto em que Sr. Antônio deveria parar, esticou sua mão direita em sinal de gratidão pela caridade, e não tive como não perceber um lindo relógio de ouro puro, ladeado de uma pulseira que mais parecia uma coleira de rottweiler, também de puro ouro. A percepção do meu nervosismo em vê-lo descer com toda aquela fortuna foi imediata.

– Não precisa se preocupar meu filho, tem vários “manos” aqui também.

Acordei com o choro do bebê e mesmo tendo que ajudar a mamãe no cuidado com ele, não parei de pensar naquele sonho, e por dias ele retorna como lampejos de preocupação com a urgente solução para situação de insegurança que vivemos há anos.

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