Redes Sociais

RN 360º

Armando Lúcio

Imprensa marrom

Há algum tempo esse termo “imprensa marrom” é atribuído à imprensa de cabresto, paga pela orientação politiqueira ou qualquer outro meio escuso, isto porque é utilizada a imprensa, a mídia dos tempos modernos, para servir aos interesses de um agrupamento, fugindo da verdadeira função e objetivo da imprensa livre e soberana, que é informar.

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, de repente, e segundo a orientação dessa imprensa paga e alimentada por dinheiro que vem dos cofres públicos, tornou-se o vilão do caos econômico-financeiro nas terras potiguares, cujas veiculações direcionam-se para tentar desacreditar a instituição ministerial perante a sociedade.

Triste da sociedade potiguar, e do Brasil, em geral, não fosse o Ministério Público investigando e buscando a punição dos corruptos em todos os âmbitos da administração pública. Essa é a tática do bandido pego com a mão na massa. Essa é a postura do criminoso que não tem como explicar o seu crime: atacar a acusação, naquele velho jargão de que a melhor defesa é o ataque. Vão morrer na praia, pois quem não deve, não teme, nem inventa, nem se utiliza de artifícios escusos – por profissionais, igualmente, sem escrúpulos.

Sintomático que uma série de reportagens contra o Ministério Público surja exatamente após a instituição a nível estadual proceder a uma série de investigações e denúncias contra poderosos políticos locais. Entendam, de uma vez por todas, pseudo “jornalistas”, cuja cor preferida é o cinza, por ser a cor dos cofres públicos, que se escondem em mídias sociais de quatro paredes: O guardião fiel da sociedade não teme nem os lobos que se escondem nas trevas das assembléias, nem as aves de rapina potiguares e, por isso mesmo, não vai diminuir as investigações nem o afã do ideal de justiça que nos norteia.

Armando Lúcio Ribeiro
Promotor de Justiça e Professor da UERN

Comentários

comentário(s)

Mais em Armando Lúcio

Subir