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Em Seul, Trump diz que está pronto para atacar a Coreia do Norte

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Em Seul, Trump diz que está pronto para atacar a Coreia do Norte

Numa aguardada visita oficial à Coreia do Sul, o presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira que os Estados Unidos estão preparados para usar sua gama completa de forças militares contra a Coreia do Norte. Segundo o chefe da Casa Branca, três porta-aviões militares e um submarino já estão posicionados na Península Coreana, numa demonstração de força para um período de elevadas tensões entre os dois países. Além disso, o republicano pediu uma ação global contra o regime de Pyongyang, a que chamou de ameaça mundial, ao mesmo tempo em que pediu que o governo do líder supremo, Kim Jong-un, se sente à mesa de negociações.

— Acredito que estamos mostrando grande força. Enviamos três dos nossos maiores aviões (à Península Coreana), e um submarino nuclear também está posicionado. Esperamos nunca ter que usá-los. Com isso dito, realmente acho que faz sentido para a Coreia do Norte vir à mesa e firmar um acordo que seja bom para o povo norte-coreano — disse Trump em entrevista coletiva. — A Coreia do Norte é uma ameaça mundial que requer uma ação mundial.

Os comentários de Trump vieram depois de conversas formais com o governante sul-coreano, Moon Jae-in, na Casa Azul, a residência presidencial em Seul. No encontro, Moon disse a Trump que espera que sua visita alivie um pouco da ansiedade dos sul-coreanos em relação à Coreia do Norte e que sirva como um “ponto de virada na resolução da questão nuclear norte-coreana”.

A Coreia do Sul, que ainda não teve um novo embaixador designado desde o início da era Trump, mantém um acordo com os Estados Unidos no qual Washington assumiria o controle das operações militares caso Seul se visse diante de uma guerra contra Pyongyang. Ainda assim, muitos no país — vizinho da Coreia do Norte e dentro do alcance de seus mísseis balísticos e artilharia — acreditam que os pedidos de diálogo do governo sul-coreano têm sido ignorados na troca de farpas entre Trump e Kim, que se intensificou nos últimos meses com os novos testes nucleares realizados pelo regime norte-coreano.

Embora o governo sul-coreano concorde com a ampliação de sanções, a retórica agressiva do americano é vista com receio em Seul, e o presidente Moon Jae-in ainda defende o diálogo com o regime de Kim como a melhor opção para amenizar as crescentes tensões na Península Coreana. Segundo o gabinete da Presidência sul-coreana, Seul imediatamente começará conversas com os Estados Unidos para desenvolver as suas capacidades militares, incluindo recursos de monitoramento. O acordo foi acertado durante o encontro entre Moon e Trump, disse a Casa Azul, e também prevê a cooperação com o Japão para responder à ameaça nuclear crescente norte-coreana.

Trump disse também que vê bons progressos no avanço da questão da Coreia do Norte, elogiando a atuação chinesa, a que chamou de “muito útil”. E também pressionou a Rússia a entrar nos esforços para amenizar as tensões com o regime de Pyongyang. Antes de Trump, Moon disse que a cooperação entre EUA e China é essencial para desmantelar o programa nuclear norte-coreano por completo.

— A China está tentando muito resolver o problema com a Coreia do Norte. Se tivermos a China e a Rússia, acredito que as coisas poderão acontecer e poderiam acontecer muito rápido — disse o presidente americano.

Presidente Trump e primeira-dama Melania desembarcam em Seul, na segunda parada pela sua viagem de Estado à Ásia – JONATHAN ERNST / REUTERS

O presidente Trump está começando nesta terça-feira sua estadia de dois dias na Península Coreana. A Coreia do Sul é a segunda parada de Trump na viagem por cinco países asiáticos, e sua passagem por Seul é vista como uma das mais importantes visitas já feitas pelo presidente americano — o mais próximo que ele já chegou do território norte-coreano.

Ontem, o americano esteve no Japão, onde visitou o premier Shinzo Abe e defendeu a sua dura retórica contra a Coreia do Norte. Lá, o republicano voltou a dizer que o tempo de paciência estratégica contra os norte-coreanos acabou, recebendo apoio de Abe, que é conhecido pela sua postura linha-dura contra Pyongyang.

— Muitos afirmam que minha retórica é muito agressiva — afirmou Trump em Tóquio. — Mas vejam aonde a fraca retórica dos últimos 25 anos nos levou. Vejam onde estamos.

O Japão, principal aliado dos Estados Unidos contra Pyongyang, já viu mísseis norte-coreanos sobrevoarem seu territórios em duas ocasiões nos últimos meses. Embora não tenha oferecido detalhes sobre a negociação, Trump indicou que Washington fornecerá material militar antimísseis ao país para conter as provocações norte-coreanas.

Informações de O Globo
Imagens: Reprodução

 

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