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Quem vai barrar o Bolsonaro?

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Quem vai barrar o Bolsonaro?

A corrida eleitoral à Presidência da República já começou e uma coisa é certa: os partidos tradicionais e a grande mídia brasileira finalmente entenderam que não da mais para continuarem subestimando Jair Messias Bolsonaro (PSC). Se bobearem, ele leva a parada. O deputado federal de 7 mandatos pelo Rio de Janeiro já figura como segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto realizadas por institutos como IBOPE e Datafolha, os quais gozam de maior “credibilidade” perante a opinião pública.

O primeiro partido a admitir a ascensão de Jair Bolsonaro foi o Partido dos Trabalhadores (PT), quando ainda em junho de 2017, na posse do novo diretório estadual do partido em São Paulo, seu líder maior, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que é condenado em primeira instância por crime de corrupção e luta para manter-se elegível e disputar novamente a Presidência da República – admitiu: “Jair Bolsonaro é o maior inimigo do PT”. A partir dali a militância petista de todo o Brasil entendeu que a coisa era mesmo séria, uma vez que o impeachment da então ‘presidenta’ Dilma Rousseff (PT) estava encaminhado pelo PMDB para uma situação irreversível, mas LULA preferiu apontar como seu MAIOR INIMIGO um simples deputado federal tachado de “nazista”, “extremista”, “homofóbico”, “fascista”, “racista” e tantos outros péssimos adjetivos, que devido a distorções da mídia lhes tem sido atribuídos.

Depois foi a vez do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) demonstrar sua preocupação, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), em novembro de 2017 numa palestra na Universidade de Brown, nos Estados Unidos, disse “ter medo” de Bolsonaro. A cúpula nacional do PSDB – desgastada politicamente por, na época, dar sustentação ao impopular governo Temer e devido a escândalo de corrupção envolvendo o senador Aécio Neves – compreendeu a mensagem de FHC e apressou-se para “desembarcar” do governo e apresentar seus possíveis nomes à Presidência da República.

As demonstrações de preocupação de dois ex-presidentes despertaram de uma vez por todas os partidos tradicionais e a grande mídia nacional – curvada ao tradicionalismo dominado por corruptos – para o fato de que Jair Messias Bolsonaro (PSC) se tornara uma grande ameaça aos interesses do sistema político corrupto e viciado, através do qual verdadeiras quadrilhas tem se reversado no poder e assaltado o País, levando-o a um caos sem precedente. Começam então os ataques articulados a Bolsonaro e até mesmo a sua família.

A revista VEJA já havia se antecipado, quando em 6 de outubro de 2017, agindo ao seu modo padrão, já manjado, estampou em sua capa a manchete “A ameaça Bolsonaro”. Sem ter como acusá-lo de corrupção, mesmo depois do Mensalão, do Petrolão e da Operação Lava Jato terem implicado dezenas das principais figuras políticas do país, a revista ocupou sua Redação para enfatizar que o presidenciável representaria suposta “ameaça” por ter “ideias extremistas” e “discurso agressivo”. Não colou. Posteriormente entraram em campo, com o mesmo propósito de desconstruir a pré-candidatura de Jair Bolsonaro, outros veículos de comunicação que formam a grande mídia brasileira, como a Folha de São PauloO Globo e outros.

Os ataques a Jair Bolsonaro seguem, cada vez mais levianos e repletos de ilações. O último foi da Folha de São Paulo, que sem ter como atribuir qualquer ato de corrupção ao presidenciável, e percebendo que adjetivá-lo de nazista, extremista, homofóbico, fascista e racista, também não tem funcionado, adotou uma nova tática a qual consiste em apresentar Bolsonaro como mais um que teria usado a política para enriquecimento pessoal. O jornal esmiunçou a vida financeira do presidenciável, dos seus filhos e destacou como “grande descoberta” que a família Bolsonaro acumula patrimônio superior a R$ 15 milhões de reais. Do início ao fim as últimas reportagens do jornal fazem insinuações no intuito de colocar dúvidas sobre os meios pelos quais a família Bolsonaro acumulou o mencionado patrimônio. Desta forma, o jornal visa fazer com que o presidenciável pareça igual aos seus adversários e assim desmotivar apoiadores de sua pré-candidatura.

O comportamento de tais veículos de comunicação não é nenhuma surpresa para os cidadãos e cidadãs esclarecidos (as) desse país, haja vista os notórios interesses escusos de uma mídia que, historicamente, tem estado atrelada e até mesmo sido controlada por oligarquias políticas, as quais detém concessões para o funcionamento da maioria dos veículos de comunicação tradicionais brasileiros. De fato o que podemos esperar é uma intensificação dos ataques, uma vez que Bolsonaro não representa, em hipótese alguma, os interesses do sistema político corrupto e viciado desse país, mas sim os sonhos e anseios de um povo sofrido, cansado de tanta roubalheira, e cada vez mais esclarecido sobre a realidade política que submete o Brasil a grande atraso.

Bolsonaro fugiu do controle do “sistema”

A ascensão de Jair Bolsonaro é mesmo uma situação que fugiu completamente do controle do “sistema”, que por décadas vem comandando os destinos do país. Até o momento, nenhuma investida da grande mídia, manipuladora e a serviço do sistema corrupto, com o objetivo de desconstruir a pré-candidatura de Jair Bolsonaro, tem surtido o efeito desejado. As articulações dos partidos tradicionais, de esquerda e de direita, menos ainda. Além da ascensão de Bolsonaro ter fugido do controle, os que protagonizam o tradicionalismo da política brasileira ainda tem que lidar com as consequências de um passado recente, marcado por escândalos de corrupção onde suas “vísceras” foram expostas à população.

O PT, por exemplo, não tem plano B para tentar voltar ao poder e aposta todas as suas fichas na viabilização da candidatura pouco provável do ex-presidente Lula, que lidera as principais pesquisas, mas é condenado em primeira instância pelo Juiz federal Sérgio Moro, a mais de 9 anos de prisão, dentre outras penalidades, por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. Lula será julgado em segunda instância no próximo dia 24 de janeiro, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, quando poderá ter a decisão de primeira instância confirmada e ficar inelegível.

O PSDB também vive seu dilema. Depois do escândalo de corrupção envolvendo o senador Aécio Neves, apresentaram-se pré-candidatos à Presidência da República pelo partido o prefeito da cidade de São Paulo João Doria e o governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin. Percebendo que não decolaria, Doria recuou. Alckmin segue buscando se viabilizar, mas até o momento também não decolou. As figuras do PSDB estão manjadas e não empolgam mais os brasileiros. A grande parcela da sociedade que não quer a volta de Lula, do PT e da esquerda ao poder, também não se mostra disposta a eleger um tucano.

Mesmo comandando a Presidência da República atualmente atrás de Michel Temer, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) não se encontra em condições para lançar uma candidatura própria com chances de êxito. De fato, ainda está sem rumo no que diz respeito a eleição presidencial que ocorrerá em outubro.

Caso Lula fique inelegível e nenhum dos outros nomes já postos decole, de forma que seja capaz de barrar a ascensão de Bolsonaro, o desespero dos que fazem o “sistema” aumentará substancialmente e estes apostarão no populismo inconsequente. Em alguém que, mesmo entrando de última hora na política, já seja tão conhecido nacionalmente o quanto Jair Bolsonaro. Para isso a Rede Globo já tem sua “carta na manga”: o empresário e apresentador de TV, nas tardes dos sábados, Luciano Huck. Ainda sem partido, Huck é bem alinhado politicamente com a direita. Será um “quem não tem cão caça com gato”.

Só um fato novo e gravíssimo seria capaz de barrar Bolsonaro

Consolidado em segundo colocado em pesquisas de institutos tradicionais como IBOPE e Datafolha, Bolsonaro já lidera outras sondagens de institutos de menor expressão no país como Paraná Pesquisas e DataPoder360, além de vencer com grande folga quase todas as enquetes realizadas em redes sociais como o Facebook, onde ele é o mais popular entre todos os pré-candidatos à Presidência da República e já tem quase 5 milhões de seguidores. Desta forma, Bolsonaro se torna um fenômeno que pegou de surpresa o tradicionalismo da política brasileira, o qual, até então, prevalecia em função da falta de opções diferenciadas que atraíssem a atenção do povo e despertassem nesse um sólido desejo de mudança.

A classe política brasileira está tão desmoralizada pela corrupção que a ascensão de Bolsonaro se deu mesmo sem ele ter qualquer espaço na grande mídia e um PERFIL IDEAL para o desafio que se propõe, que é governar um país continental e repleto de graves problemas, como o caso do Brasil.  E da forma como sua pré-candidatura tem se tornado cada dia mais sólida, somente um fato novo e muito grave seria capaz de fazer tão grande parcela da população brasileira desistir da ideia de elegê-lo presidente da república desse país, pois, no que diz respeito ao seu perfil, que em outrora foi subestimado devido a declarações até meio insanas, às quais ele deu num passado distante, quando iniciava sua vida pública, é algo superado que pouco o atrapalhará até o dia da eleição.

Diante da necessidade de um fato novo, obviamente seus adversários, que é quase a unanimidade da classe política e dos veículos que fazem a grande mídia nacional, estão numa busca incessante por algo que possa desconstruir a imagem de Bolsonaro, ou pelo menos equipará-lo aos demais adversários que ora estão em desvantagem no quesito honestidade. Se vão encontrar ou não, só o tempo que nos separa da eleição nos trará essa resposta. No entanto, esse fato novo pode sim acontecer e ser gravíssimo, tirá-lo do páreo, mesmo nada tendo a ver com corrupção. Embora Bolsonaro tenha anunciado recentemente uma possível ida para o Partido Social Liberal (PSL), sua situação no que diz respeito a partido político ainda não está resolvida, como os mais otimistas acreditam. É lamentável, pelo menos para ele, o fato de ele ter sido tão descuidado da questão partidária, já que resolveu disputar a Presidência da República do Brasil. No entanto, compreendo que sua ascensão é recente e que ele poderia não ter conseguido vencer todas as questões burocráticas e fundar seu próprio partido em tempo hábil, caso tivesse tentado. Só espero que não perda por W.O.

Imagens: Reprodução

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Profissional de mídias eletrônicas, do rádio e da comunicação impressa desde 2005.

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