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Por que os nomes postos ao governo do RN não empolgam?

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Por que os nomes postos ao governo do RN não empolgam?

Faltando exatos 5 (cinco) meses para o início das convenções partidárias, nas quais serão definidos os candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital, uma grande parcela, certamente a maioria do povo potiguar, segue rejeitando os nomes que até o momento se apresentaram como pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Norte. O desejo comum é que novos nomes se apresentem para a difícil missão. Fundamentalmente, que sejam nomes mais capacitados, isentos da velha política e que tragam consigo propostas concretas para a reconstrução da máquina pública do Estado, o qual, diga-se de passagem, vive o pior momento da sua história administrativa.

Robinson Faria (PSD) – atual governador –, Carlos Eduardo Alves (PDT) – prefeito da capital (Natal) –, Fátima Bezerra (PT) – atual senadora –, Tião Couto (saindo do PSDB) – empresário –, Clorisa Linhares (PSDC) – vereadora de Grossos –, Cláudio Santos (sem partido) – desembargador –Robério Paulino (PSOL) – professor – e Paulo Campos (PSL) – médico – são os nomes que até o momento se apresentaram como pré-candidatos ao executivo estadual. Um total de 8 (oito) nomes postos e nenhum favorito. Aliás, nenhum empolga o eleitorado norte-rio-grandense.

Robinson Faria representa o atual desastre administrativo que o Rio Grande do Norte vivencia. Como se não bastasse a total ausência de obras significativas na infraestrutura do Estado, desde o início seu governo vem massacrando os servidores estaduais com atrasos de salários. Eleito prometendo que seria o “governador da segurança”, até o momento não foi capaz de construir qualquer resultado positivo em tal área e assiste inerte o crescimento da violência, quando Estado registra índices recordes de roubos, assaltos e homicídios. Com seu governo desaprovado por mais de 75% da população e sendo também o mais rejeitado entre os pré-candidatos acima citados, a reeleição é missão quase impossível para o atual governador.

Carlos Eduardo representa o que há de mais velho, ultrapassado e danoso na política do Rio Grande do Norte – as oligarquias Alves e Maia, as quais, ao longo das últimas décadas, se revesam e passam o poder de geração para geração, impondo imensurável atraso ao desenvolvimento do Estado. Definitivamente, não da para acreditarmos que algo possa ser novo, quando formatado por tais oligarquias.

Fátima Bezerra representa a velha e desastrosa esquerda brasileira no Rio Grande do Norte. Limitada ao discurso fácil do socialismo, não demostra ter capacidade, tampouco carrega consigo um projeto capaz de mudar o rumo, muito menos de transformar a realidade administrativa e econômica do nosso Estado. Sua incapacidade é tão óbvia, que segue com extrema dificuldade de agregar apoios, os quais não sejam de pessoas tão limitadas o quanto ela é. Só ainda aparece bem nas pesquisas porque esquerdistas se entendem mais fácil e o cenário ainda está indefinido.

Tião Couto é um nome o qual, a princípio, fez muita gente acreditar que seria capaz de evoluir através do diálogo e, com novas ideias, conquistar apoios expressivos do meio empresarial além das fronteiras de Mossoró, os quais se engajassem no seu projeto e, posteriormente, viesse a envolver uma considerável parcela da população e assim despontar como um nome viável. Infelizmente não é o que tem acontecido. Preterido pelo partido que o fez entrar na política (PSDB), parece mais um político amador, isolado e sem rumo. Sua comunicação definitivamente não tem funcionado.

Clorisa Linhares é um nome que se faz parecer capaz diante do imenso desafio. Porém tem sido vítima de preconceito por ser uma vereadora do interior e está pré-candidata por um partido pequeno aqui no Estado. Outro ponto que pesa em seu desfavor é a falta de concretude de suas ideias. Ao ouvi-la com atenção percebemos que é uma mulher de elevado nível de conhecimento, a qual discorre muito bem sobre os problemas vivenciados no Rio Grande do Norte e no Brasil, porém deixa a desejar na hora que é provocada a apresentar soluções. As poucas sugestões que apresenta tem eficiência duvidosa. Sabemos que não existe formula mágica para sanarmos os muitos problemas que o nosso Estado possui, mas também não será com achismos que algum pré-candidato conquistará a confiança do eleitorado em seu projeto. É preciso ideias concretas, viáveis e que não deixem dúvidas quanto a sua eficiência.

Cláudio Santos como político é um ótimo desembargador. Não sei se por vaidade ou por excesso de tempo vago, fez seu nome entrar na discussão em torno da eleição para o governo do Estado. Ensaiou algumas articulações, sem êxito aparente, mas logo deu dois “tiros nos próprios pés” e deixou claro que política não é seu forte. Primeiro defendeu a privatização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Depois confundiu o salário dos policiais do Estado com o dele e mandou prender aqueles [policiais] que não voltassem às ruas, mesmo com seus salários atrasados e com suas famílias passando fome. Daí o resto já sabemos: adeus pré-candidatura!

Robério Paulino é um esquerdista rebelde escanteado. Nas eleições de 2014, diante de oponentes que deixaram a desejar no decorrer da disputa, conseguiu obter mais de 100 mil votos no 1° turno. No entanto, depois da façanha, se revelou covarde e saiu de cena. Praticamente não opinou diante dos mais difíceis momentos que o povo potiguar tem atravessado ao longo do atual governo. Agora reaparece com o típico discurso fácil do socialismo, mas nem de longe será novamente confundido com alguém gabaritado para governar o Rio Grande do Norte.

Paulo Campos é médico e advogado. No que diz respeito a política, o que sei é que se lançou pré-candidato ao governo do Estado pelo PSL, no dia 05 de outubro de 2017, em evento do partido realizado no auditório da padaria Mercatto, em Lagoa Nova, na zona Sul da capital. De lá para cá não ouvi mais falar no assunto. Está bem atrasado se realmente quiser viabilizar uma candidatura de êxito.

Por enquanto, isso é tudo o que temos como opções para o governo do Estado. Vão surgir novos nomes? Eis mais uma questão, sobre a qual você pode opinar nos comentários. Obviamente, no final dessa história, alguém será eleito.

Fotos: Reprodução

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Profissional de mídias eletrônicas, do rádio e da comunicação impressa desde 2005.

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