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Dólar tem forte queda e se aproxima do patamar de R$ 3,70, após atuação mais firme do BC no câmbio

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Dólar tem forte queda e se aproxima do patamar de R$ 3,70, após atuação mais firme do BC no câmbio

O dólar opera em forte queda nesta sexta-feira (8), chegando a cair para R$ 3,70, após fechar em alta de mais de 2% na quinta-feira, quando atingiu o maior nível desde março de 2016. O recuo vem após anúncio na quinta-feira do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que serão utilizados todos os instrumentos “necessários” para conter a pressão sobre o câmbio.

Às 15h53, a moeda norte-americana caía 5,49%, vendida a R$ 3,7084. Na mínima do dia, o dólar alcançou R$ 3,6954.

Já o dólar turismo era vendido ao redor de R$ 3,88.

Na noite passada, o BC informou que serão ofertados US$ 20 bilhões adicionais em swaps cambiais tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares – até o fim da próxima semana. E acrescentou que, se necessário, o BC poderá fazer leilões de linha, venda de dólares com compromisso de recompra, ou até mesmo vender dólares das reservas no mercado à vista.

“O BC demorou a vir a público, deixando o mercado num ponto de tensão tão violenta que chegou muito perto de R$ 4… Mas foi só aparecer, dizer que estava a atento, já deu uma tranquilizada”, disse à Reuters o diretor da mesa de câmbio da corretora MultiMoney, Durval Correa.

Nesta sessão, o BC já vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, e também a oferta integral de até 60 mil contratos. Dessa forma, já injetou US$ 10,3 bilhões neste mês no mercado. Desde que começou a ofertar novos contratos de swap, no dia 14 de maio passado, o BC havia injetado no sistema até a véspera o equivalente a pouco mais de US$ 14 bilhões.

E ainda vendeu os 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho, já somando US$ 2,640 bilhões do total de US$ 8,762 bilhões que vence em julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o total.

Com a forte volatilidade no mercado financeiro na véspera, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse na quinta-feira que a autoridade monetária vai utilizar todos os instrumentos “necessários” para conter a pressão sobre o câmbio.

Nesta sexta-feira, Goldfajn, voltou a dizer que o regime de câmbio é flutuante, mas admitiu que os riscos inflacionários aumentaram e que isso será avaliado na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), colegiado que define os juros básicos da economia, em 19 e 20 de junho. Atualmente, a taxa Selic está na mínima histórica de 6,5% ao ano.

*Com informações do G1

Imagem: Reprodução

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