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Capitão Styvenson não deve se iludir com números para o Senado

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Capitão Styvenson não deve se iludir com números para o Senado

Embora tenha surpreendido na última pesquisa Consult para o Senado Federal, o Capitão Styvenson Valentim (sem partido) não deve ficar míope diante da realidade que o espera, caso aceite o convite do Solidariedade para fazer dobradinha com a ex-atleta olímpica Magnólia Figueiredo.

Além de analisar bem os números da pesquisa onde ele apareceu tecnicamente empatado com o senador Garibaldi Alves Filho (MDB) e a deputada federal Zenaide Maia (PHS), Styvenson precisa fazer a leitura correta da aclamação popular que ora ocorre para que ele ingresse na política. O capitão não está sendo aclamado para o Senado Federal, mas sim para o governo do estado do Rio Grande do Norte.

Na disputa para o Senado, o desafio seria bem maior para o Capitão Styvenson, haja vista outros nomes fortes que que estarão na disputa. Zenaide Maia (PHS), já experiente na política, tem uma ascensão mais consolidada e aparece melhor que o capitão nas pesquisas. O deputado federal Antônio Jácome (PODE), recém-lançado pré-candidato ao Senado no lugar do senador José Agripino (DEM),  também é um excelente nome, um veterano, que representa o expressivo segmento evangélico e deve crescer significativamente no decorrer da disputa. Sem falar na tradição de Garibaldi Alves Filho (MDB), que disputará a reeleição, bem como na inegável expressão política do ex-governador, Geraldo Melo (PSDB), que também disputará o Senado. Novidade por novidade, na disputa já temos o nome de Magnólia Figueiredo.

Já a disputa para o governo do estado ofereceria um cenário mais favorável ao Capitão Styvenson, se o mesmo for destemido em relação ao enfrentamento das estruturas oligárquicas da política potiguar. Para se chegar a essa conclusão, basta atentar para os péssimos nomes que ora se destacam nas pesquisas para o governo, diante de um eleitorado onde mais de 50% não tem definição em relação ao voto para governador, pelo simples fato de que os nomes mais destacadas pela mídia, os quais ocupam as três primeiras posições nas pesquisas, não empolgam. Aliás, não transmitem confiança.

A essa altura do campeonato, o Capitão Styvenson na disputa para o governo certamente seria o último fato novo, do campo político, até o final das articulações visando as definições das chapas majoritárias. Styvenson aparenta ser o único nome ventilado para o governo, o qual ainda não tem uma definição, capaz de verdadeiramente ameaçar os projetos de poder das oligarquias, canalizando de forma expressiva votos de indecisos, podendo, de forma fenomenal, ir para um eventual segundo turno e assim ser uma opção verdadeiramente nova no momento decisivo da disputa.

Opção de Styvenson pelo Senado pode prejudicar proporcionais do G6 

De fato há o convide do Solidariedade para que o Capitão Styvenson dispute o Senado pelo partido. No entanto, a opção pela disputa para o Senado, além de ser equivocada do ponto de vista da viabilidade, acarretaria problemas nas coligações proporcionais para deputado estadual e federal do G6, grupo de partidos formado pelas seguintes legendas: Solidariedade, PSDC, PSC, PV, PSL e PEN.

O problema certamente se iniciaria com o PSDC, que ao ver preterido o nome do advogado Dr. Joanilson de Paula Rêgo para o Senado, certamente recuaria e procuraria outro rumo. Outras legendas poderiam seguir o PSDC, resultando assim no chamado “estouro da boiada”, um prejuízo irreparável para o Solidariedade que tem um projeto político trabalhado a régua e compasso para o pleito desse ano.

Ao mesmo tempo, a opção do Capitão Styvenson pela disputa para o Senado poderia parecer oportunismo, fazendo-o parecer mais um a ingressar na política em busca do chamado “cavalo selado”.

No próprio Solidariedade o Capitão Styvenson também tem a opção de disputar o governo, mantendo unidos em torno da sua candidatura todos os partidos do G6.

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Profissional de mídias eletrônicas, do rádio e da comunicação impressa desde 2005.

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