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Após críticas à questão sobre dialeto de travestis, ministro reconhece que Enem ‘tem exageros’

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Após críticas à questão sobre dialeto de travestis, ministro reconhece que Enem ‘tem exageros’

Por conta de questões de gênero e de críticas implícitas ao agronegócio brasileiro, o Exame Nacional do Ensino Médio aplicado no último domingo (04) vem sendo alvo de críticas por parte de estudantes e até mesmo de especialistas.

Uma das questões polêmicas trata do “dialeto secreto” dos travestis e gays. Na prova Amarela, a questão de número 31, fala sobre “Acuenda o Pajubá”. A questão exigiu que os candidatos fossem capazes de reconhecer qual a característica necessária para que um patrimônio linguístico de um grupo social possa ser considerado um dialeto.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou que não vê as provas do Enem, mas reconhece que há pontos que não deveriam existir. “Eu não vejo a prova, mas reconheço que tem exageros. Não faria prova assim. Não se precisa trabalhar assim. Por mais que tenha reconhecimento linguístico, poderia usar exemplo que não fosse esse”, disse após ser questionado sobre a questão 31. “Ideologização não pode ter em escola. Defendo isso seja da direita ou esquerda, de qualquer viés”, completou.

O ministro, que foi nomeado pelo governador eleito de São Paulo, João Doria, como próximo secretário da Educação, destacou que a responsabilidade da prova é do MEC através do Inep, e reiterou que o conteúdo deve ser revisto.

“Eu não vejo a prova porque não posso, e acho que nem devo por questão de segurança. Mas o processo precisa ser revisto. Mudar a matriz do Enem a partir da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio é mudar todo o processo. Mudar isso vai ser importante ao Brasil”, explicou.

Rossieli Soares destacou que “o Enem não pode pautar o que os jovens precisam aprender” e para que isso não ocorra é preciso investir na Base Comum Curricular do Ensino Médio. “Enem não pode ser referência ao ensino médio. Brasil não tem ainda a Base Nacional Comum Curricular. Precisa inverter esse polo. É o primeiro grande erro. A gente começou a corrigir isso com a base do ensino fundamental. Ensino médio precisa passar por essa depuração”, disse.

Para ele, a Base Nacional determinaria o que o Enem cobraria dos estudantes, de forma a ser mais justo com os candidatos.

Outro ponto destacado por Rossieli Soares trata da reconstrução do banco de questões. “Tem que ter pluralismo de ideias. Se houver viés que não olhe como forma positiva o agronegócio, por exemplo, que é fundamental ao nosso País, seria viés absolutamente errado. Precisa rever, mas não é só revisão do Enem. Insisto que banco de itens tem anos de construção, questões pré-testadas precisam ser revistas. Procedimento para se chegar a prova precisará ser revisto a luz da base nacional e do país que a gente quer ser”, finalizou.

*Via Jovem Pan / Foto: Reprodução

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