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As rádios de Mossoró

Armando Lúcio

As rádios de Mossoró

Mossoró e a região circunvizinha não têm uma programação de rede de emissoras de rádio e completem o seu cotidiano de uma maneira atualizada e de conformidade com o que ocorre nos grandes centros urbanos: falta-nos uma programação de notícias e entrevistas contínuas, onde o que prevaleça é a informação.

A grade de chamadas comerciais é bem mais extensa que a própria notícia, sem falar que os apresentadores ainda misturam a informação básica com ensaios comerciais repetidos e com criatividade prejudicada, porquanto o público ouvinte, de tanto ouvir a repetição do apelo comercial, acaba desviando-se para outra estação, ou mesmo tendo que se amparar de uma música em um sistema próprio, sem recorrer às emissoras.

Algumas honrosas exceções existem, mas o ouvinte passeia por cinco ou seis emissoras e não encontra informação, apenas mensagens comerciais ouvidas várias vezes ao dia e há meses, ou aquelas famosas tiradas “trabalhamos em nome de… trabalhamos também em nome de… etc, etc, etc”. Já contei o apresentador fazer doze anúncios, sem prestar nenhuma informação, e dizer “vamos agora para um intervalo comercial…”

Sem falar em notícias com ranços ou elogios políticos, que denotam nítido esforço de defender ou atacar os poderes públicos, cada um dos interlocutores querendo demonstrar mais isenções de que outros. Confundem e deixam o ouvinte totalmente desnorteado ou doutrinado para optar por essa ou aquela corrente política.

Envolto em noticiário, que sempre procurei ser, para ficar inteirado do cotidiano, não tenho opções: é uma busca incessante por emissoras, porém somente escuto propagandas de anunciantes e palavras repetidas e sem conteúdo de informação, tendo que me valer do “whatsApp” e outras mídias sociais para as atualizações que a vida moderna exige.

Já sem tempo estamos de aderir a uma rede que, realmente, transmita notícia em tempo integral e, eventual, uma chamada de anunciante. Mossoró e região vão agradecer, e será uma nova era da comunicação radiofônica, a serviço da coletividade.

*Armando Lúcio Ribeiro – Promotor de Justiça e Professor da UERN

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