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O conhecimento liberta e na ausência dele a ignorância escravisa

Pinga Fogo

O conhecimento liberta e na ausência dele a ignorância escravisa

O conhecimento é mesmo libertador e quem não o adquire se torna escravo da ignorância. O fracasso de muitos povos, inclusive do povo brasileiro, e do povo felipense em especial, está em não atentar para este fato.

Recordo-me que há alguns anos, quando se aproximavam as eleições municipais ou estaduais, na minha terra natal Felipe Guerra-RN, eu ficava muito empolgado. Quando se iniciavam as disputas eu logo mergulhava de cabeça no embate entre bicudos e bacuraus, marcando minha posição, sendo apenas mais um na multidão. Hoje em dia é muito diferente. Aproximam-se os pleitos e o que sinto é frustração, tristeza e preocupação.

É que de certos tempos para cá tem sido como se com frequência eu subisse a um ponto mais alto e, com uma visão panorâmica do contexto, ficasse observado à cena em silêncio, analisando criticamente o comportamento tanto da nossa classe política local quanto do povo que vai às urnas a cada dois anos.

A frustração, tristeza e preocupação que sinto são motivadas pelo que percebi no decorrer de um longo período de observação. Vi que durante os acalorados pleitos eleitorais os conterrâneos se dividem entre dois extremos, sem discutirem propostas, planos de governos, onde tudo se resume a uma discussão em torno de nomes e de lados, numa divisão política insana que já dura décadas e só resulta em atraso.

Passados os pleitos, os vencidos ocupam-se em torcer que dê tudo errado no governo que logo se inicia, enquanto muitos dos que venceram agem como meros pintos famintos disputando migalhas de pão. É cada um tentando saciar sua “fome” e a máxima “contribuição” que conseguem oferecer ao governo é bajular o gestor e levar picuinhas de todos os tipos, que por sinal geralmente são bem recebidas.

A sorte da classe política local é que o povo age de tal maneira, pois se diferente fosse, se de repente o povo “acordasse” e passasse a cobrar dos seus representantes, do Executivo e do Legislativo, um rumo certo, uma mudança concreta no tocante ao desenvolvimento econômico e social do Município, o desconforto seria tremendo, haja vista a notória falta de ideias, de planejamento, de capacidade de inovar.

A realidade de ignorância e inércia vem a ser um problema muito mais grave do que a limitação que o Município tem no tocante a capacidade de investimentos estratégicos visando o desenvolvimento. Seja durante os pleitos eleitorais, seja durante os governos que se iniciam e se findam, com tímidas diferenças de um para outro, tal realidade é gritante. Pena que é extrema minoria os que atentam para as causas de décadas de atraso.

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Profissional de mídias eletrônicas, do rádio e da comunicação impressa desde 2005.

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