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Saí da caverna, mas só sei que nada sei

Pinga Fogo

Saí da caverna, mas só sei que nada sei

Cursando Direito e, ao mesmo tempo, acompanhando às disciplinas do curso de Serviço Social da minha esposa, atualmente vivo como se tivesse me mudado para um mundo novo: o mundo do amplo conhecimento científico.

Aos 34 anos de idade, carregando na bagagem lembranças de uma infância humilde, sequelas de uma adolescência conturbada e consequências de uma juventude vivida intensamente, me vejo diante de uma oportunidade única de reinventar-me e tornar-me uma pessoa melhor. Aproveitarei.

Confesso que antes de adentrar o mundo do amplo conhecimento científico eu era um sujeito presunçoso, capaz de limitar-me à teoria das inteligências múltiplas, de Howard Gardner, deixar a modéstia de lado e autoavaliar-me como alguém acima da média, especialmente no que diz respeito à inteligência verbo-linguística. Achava que com essa e outras inteligências brutas eu seria capaz de avançar e lograr êxito em projetos ambiciosos, os quais exigem conhecimento maquiaveliano.

Ao iniciar minha vida acadêmica, a primeira lição libertadora me veio da filosofia socrática: “só sei que nada sei”. Aprendi que um dos grandes erros de nós seres humanos é acharmos que já sabemos o suficiente, pois, este nos atrofia e nos impede de irmos sempre além.

Noutra lição, o Mito da Caverna, criado por Platão me fez enxergar como eu estava em desvantagem, dada a localização na qual até então estive no contexto social. Poder sair da caverna, ou seja, da condição de ignorância na qual vivi, foi sem dúvida o segundo passo mais importante que já dei em minha vida. O primeiro foi quando tomei a decisão de ingressar na vida acadêmica.

E daqui a pra frente não importa o quão eu evolua no mundo do conhecimento científico, seja na seara do Direito ou qualquer outra, minha maior convicção sempre será: só sei que nada sei. E assim seguirei explorando esse mundo encantador, no qual tive o privilégio de “encontrar” Sócrates, Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Nicolau Maquiavel, Jean Bodin, Thomas Hobbes, John Locke, Montesquieu, Rousseau, Hegel, Karl Marx, Alexis de Tocqueville, Max Weber, Robert Michels, enfim, àqueles que influenciaram o pensamento político ocidental, tão deturpado nos dias atuais.

Sempre que possível estarei aqui compartilhando minhas novas experiências com você, caro(a) leitor(a).

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Profissional de mídias eletrônicas, do rádio e da comunicação impressa desde 2005.

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