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Carlos Bolsonaro provoca militares, “não lideraram nem guerra de travesseiros”

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Carlos Bolsonaro provoca militares, “não lideraram nem guerra de travesseiros”

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a causar desconforto na base do governo com declarações contra os militares. Na noite desta quarta-feira (3), o segundo filho do presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais para fazer provocações.

“Militares que não suportam armas. Nunca lideraram nem guerra de travesseiros! O país dos absurdos!”, escreveu Carlos Bolsonaro , ao comentar uma notícia sobre as recentes críticas do general Luiz Eduardo Rocha Paiva contra ele.

Militares que não suportam armas. Nunca lideraram nem guerra de travesseiros! O país dos absurdos! pic.twitter.com/HMzOeD70b1

— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) 3 de julho de 2019

O militar reagiu aos recentes ataques do vereador contra o general e ministro responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. Em duas declarações, Luiz Eduardo Rocha Paiva chamou Carlos de “idiota inútil”.

O vereador respondeu na última segunda-feira (1) a uma postagem sobre a prisão de um militar da Aeronáutica com 39 kg de cocaína na Espanha na semana passada (o segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, que integrava a equipe de apoio à comitiva presidencial) e afirmou que os homens do GSI estão subordinados a algo em que ele não acredita.

Reservadamente, militares não poupam críticas duras ao comportamento do parlamentar, que, segundo eles, “atrapalha o governo do pai.” O incômodo com Carlos já vem desde os atritos com o vice-presidente Hamilton Mourão e ao ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz. Naquela época, o presidente já havia pedido silêncio sobre Carlos. No novo episódio envolvendo Heleno, a postura seguirá a mesma.

Conhecido pelo temperamento explosivo, Carlos Bolsonaro já comprou briga com uma série de aliados do pai. Além do vice-presidente Hamilton Mourão e de outros militares da base do governo, o vereador já atacou o governador de São Paulo, João Doria, com quem o presidente mantém um relacionamento próximo. O segundo filho de Bolsonaro também é apontado como um dos maiores responsáveis pelo distanciamento do governo com os membros da Câmara dos Deputados e do Senado. Ele também é um crítico frenquente do chamado “centrão” e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

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