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“Comidas do futuro” podem mudar forma dos brasileiros de se alimentar

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“Comidas do futuro” podem mudar forma dos brasileiros de se alimentar

Você já parou para pensar como tecnologia vai mudar a forma de nos alimentaremos no futuro? Teremos comida suficiente para suprir toda a população do mundo em alguns anos? Diante de tantas perguntas, a resposta está próxima do que se imagina.

Em junho deste ano, por exemplo, ocorreu a primeira entrega de comida feita por um drone na América Latina. O delivery ocorreu na cidade de São Paulo e transportou uma picanha vegetal.

“É feita por uma gordura vegetal. A gordura é um queijo criado na casa. A parte da carne é a base de arroz vermelho, beterraba, temperos, fumaça líquida, para dar um defumado nela. Ela foi assada e transportada via drone até o outro ponto. E foi bacana porque foi a primeira entrega de comida autorizada no Brasil pela ANAC, foi uma comida vegana, a gente instalou a bandeira internacional do veganismo também e deu tudo certo”, afirma Bruno Barbosa, sócio da NoBones, açougue vegano da capital paulista.

Dennis Nakamura, sócio da Relp! Aceleradora de Restaurantes, uma das startups responsáveis pela ação, conta que a distância percorrida pelo drone foi de 1 quilômetro e 20 metros, fora o percurso feito por uma bicicleta elétrica, que totalizou pouco mais de 2 quilômetros. A bicicleta acabou entrando no circuito, pois o voo foi fiscalizado pela ANAC e a comida precisou pousar em um local autorizado. De lá, uma pessoa pegou o alimento e entregou para o cliente final.

Ao mesmo tempo em que o drone levantou voo, um entregador fez o mesmo percurso, só que de moto. Na contabilidade final, a motocicleta teve que percorrer quase 1 quilômetro e meio a mais do que o drone e a bicicleta elétrica juntos.

Resumindo, o tempo da motocicleta foi de quase 12 minutos, enquanto o drone fez o percurso na metade do tempo. Segundo Nakamura, a comida manteve-se intacta e quente durante o voo e lembrou que o drone tem uma tecnologia que permite comprovar a entrega da comida.

“Quando ele deixa a entrega lá no destino, ele decola de novo, tira uma foto, para provar que o produto foi entregue e volta. Inclusive, a comida também. Ele conseguiu controlar a temperatura da comida enquanto ele estava voando”, explicou.

Agora, você já imaginou comer um hambúrguer que só leva ingredientes naturais e vegetais, feito a partir da proteína de ervilha, soja e grão-de-bico e colorido artificialmente com beterraba? Pois ele já existe. A Lanchonete da Cidade, que tem cinco unidades na capital paulista, oferece o Futuro Burger, primeiro hambúrguer de origem 100% vegetal feito no Brasil.

“É um hambúrguer feito 100% com ingredientes de origem vegetal, mas que tem sabor, textura, cheiro de carne e até uma suculência que lembra muito o hambúrguer de carne mesmo”, explica Rafael Cordeiro, coordenador de marketing da rede.

Se isso pode causar surpresa e espanto em alguns, a cientista de alimentos Anna Flavia de Souza Silva revela que as inovações não param por aí. A tendência, em um futuro próximo, é que impressoras 3D sejam usadas para imprimir comidas e produzir alimentos em laboratório.

“Ele (consumidor) pede um produto em uma dessas máquinas e ela imprime aquilo que ele vai se alimentar. Essa coisa da impressão também vem ficando bastante forte. E dos alimentos sintéticos, são alimentos produzidos em laboratório, que tem as características sensoriais e nutricionais similares ao que se têm com a produção convencional e, em alguns casos, até adicionado de nutrientes que não estariam originalmente presentes e que são necessários para a população”, esclarece.

Segundo Anna Flavia de Souza Silva, a ingestão de insetos, algo comum em países asiáticos e que já foi um hábito de nossos ancestrais, deverá ser tendência em poucos anos.

“Eles fornecem também proteínas. Eles têm uma carga proteica bastante grande, requerem um espaço muito menor, consumo de recursos muito menor do que para produção convencional de carnes em geral que nós temos. Então, é uma das maneiras de a gente retomar um pouco o nosso passado, uma tendência do futuro é trazer muito do passado, principalmente pré-história, no início do desenvolvimento da agricultura e da pecuária, época em que o ser humano consumia insetos”, projetou.

Na agricultura, a inteligência artificial pode melhorar os processos produtivos e apoiar a tomada de decisão pelo agricultor, reduzindo custos e trazendo mais rendimento. Segundo a Embrapa, máquinas que se comunicam sem interferência humana, trocando dados pela rede, já são realidade no campo.

Todo esse avanço tecnológico na produção e distribuição de alimentos tem um motivo. Segundo relatório da ONU, a população mundial deve chegar a 9,7 bilhões de pessoas em 2050, o que pode tornar a escassez de comida ainda maior. Na Califórnia, nos Estados Unidos, por exemplo, já existe um tipo de ovo mexido feito a partir de sementes de um feijão asiático.

Já existem também laboratórios ao redor do mundo que produzem carnes de frango, feitas com pequenas biópsias de animais. Os cientistas retiram uma pequena amostra da célula do animal, levam para o laboratório e cultivam estas células, de forma que elas crescem com os nutrientes, as gorduras e vitaminas presente no corpo do animal. Essas são as chamadas carnes cultivadas, que evem começar a ser comercializadas ainda neste ano na Ásia e a previsão, é que em 5 anos, o mesmo ocorra com a carne de boi.

*Via Agência do Rádio Mais

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