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Eleição de 1988: Imposição de Luzimar Morais tira o sonho de Joel Canela e derrota a oposição em Felipe Guerra

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Eleição de 1988: Imposição de Luzimar Morais tira o sonho de Joel Canela e derrota a oposição em Felipe Guerra

Após as eleições municipais de 1982 uma oposição de tirar o sono dos que ocupavam o poder à época estava formada em Felipe Guerra. O ex-vereador Joel Canela de Oliveira (in memoriam), que havia sido derrotado pelo então prefeito Raimundo Luciano da Costa Pascoal (in memoriam), era tido como provável candidato do grupo opositor para o pleito seguinte, que aconteceria em 1988. O então vice-prefeito José da Silva, o ‘Badinho’, havia rompido com o grupo governista e estava no “barco” de Joel Canela. Juntos, os dois ostentavam grande prestígio político e poderio econômico.

Para tornar o cenário político ainda mais favorável, em 1986 os então vereadores governistas Luzimar Alves de Morais (in memoriam), Carlos Alberto de Medeiros e Damião Jeremias de Góis rompem com o então prefeito Raimundo Pascoal e passam a somar com a oposição, que já contava com os vereadores Elias Antônio de Sousa (in memoriam), Francisco Assis Gurgel e Onésimo de Oliveira Leite (in memoriam). A eleição de 1988 se aproximava e, com maioria na Câmara Municipal, a vitória da oposição se tornava cada dia mais possível. Entretanto, o que ninguém imaginava era a reviravolta que viria acontecer e que mudaria completamente a situação que até então era muito favorável. Aconteceu que os vereadores Elias Antônio de Sousa e Francisco Assis Gurgel foram para o grupo governista, onde Raimundo Pascoal lançaria para sua sucessão o jovem Hulgo Costa da Silva, filho do saudoso ex-prefeito Francisco Chagas da Silva, o ‘Titico de Adelino’. Apesar da ida de dois vereadores para a situação, a oposição continuou com maioria na Câmara (4 edis). Mas a situação do grupo ainda iria piorar, quando Luzimar Morais, vereador recém-chegado ao grupo tumultuaria ao ponto de não aceitar a candidatura de Joel Canela de Oliveira a prefeito e praticamente impor — com aval dos seus colegas Damião Jeremias e Carlos Alberto — a candidatura do ex-vereador Milton Soares de Oliveira, o ‘Milton Cabouclo’, a prefeito, ficando Joel Canela de Oliveira como candidato a vice-prefeito da chapa opositora.

O pleito eleitoral de 1988 chegou e o cenário político se definiu com Hulgo Costa da Silva encabeçando a chapa governista, que sairia vitoriosa tendo o ex-vereador José Celestino de Góis, o ‘Dequinha’ (in memoriam) como vice-prefeito. Mesmo com o apoio moral e financeiro de ‘Badinho’, as imposições dos vereadores Luzimar Morais, Carlos Alberto e Damião Jeremias custaram à oposição uma derrota acachapante — um “Cavalo de Tróia”? — e a era Costa-Pascoal seguiu fortalecida e ainda iria além na política felipense.

Raimundo Pascoal (criador) e Hulgo Costa (cria) protagonizarão um revezamento no poder que irá até o ano 2000. Isso porque começa o tempo das vacas gordas no município e as famílias Costa e Pascoal entendem que o momento é propício para a construção dos seus impérios. Mas isso abordarei nas próximas postagens. Aguarde!

Créditos: Os registros históricos acima são do livro “Fatos & Retratos”, do pesquisador, historiador e poeta felipense Geraldo Fernandes.

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Profissional de mídias eletrônicas, do rádio e da comunicação impressa desde 2005.

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