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Eleição de 2000: A “rasteira” de Hulgo Costa na família Pascoal em Felipe Guerra

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Eleição de 2000: A “rasteira” de Hulgo Costa na família Pascoal em Felipe Guerra

Eleito para o segundo mandato de prefeito, em 1996, Hulgo Costa da Silva assume a prefeitura de Felipe Guerra em 1997 com o compromisso de passar o comando do município para o ex-vereador Railton Luciano da Costa Pascoal (in memoriam), filho do ex-prefeito Raimundo Luciano da Costa Pascoal (in memoriam), para assim seguir o revezamento das famílias Costa e Pascoal no poder.

Aconteceu que em 1998 o sistema eleitoral brasileiro mudou e foi aprovada a reeleição para cargos públicos executivos, inclusive o de prefeito, decisão que valeria para a eleição municipal seguinte, a qual aconteceria em 2000. Cada vez mais apegado ao poder, o então prefeito Hulgo Costa, que quase foi preterido por Raimundo Pascoal na eleição de 1996, decidiu que não mais honraria compromisso com a família Pascoal e que tentaria um terceiro mandato. A partir daquele momento o maior e mais traumático racha entre famílias da história política de Felipe Guerra estava consolidado.

O ex-prefeito Raimundo Pascoal, por sua vez, rompeu com o grupo governista e se aliou à oposição, onde apoiaria sem exigência alguma, uma nova candidatura de ‘Assis Domingos’ a prefeito. Hulgo Costa foi além com sua traição e afastou o máximo possível à família Pascoal do poder, tendo passado a perseguir diretamente filhos do ex-prefeito Raimundo.

Tendo perdido o importante apoio da família Pascoal, o então prefeito Hulgo Costa compreendia que para lograr êxito com seu projeto de reeleição precisaria somar e passou a assediar lideranças da oposição. Foi quando encontrou no então presidente da Câmara Municipal, Luzimar Alves de Morais (in memoriam), o seu companheiro de chapa para a eleição de 2000. A traição de Luzimar abalou o grupo oposicionista em mais um momento decisivo para o rumo do município, onde cada vez mais a família Costa parecia dona.

Chegado o pleito de 2000, estava definida a chapa Hulgo e Luzimar pelo governismo, enquanto a oposição decidiu que tentaria novamente com Assis e Luiz. Apesar de grande empenho de Raimundo Pascoal e família, agora como opositores, a disputa terminou com a reeleição de Hulgo Costa, que conseguiu a façanha de ampliar a maioria de 49 para 317 votos.

Com o resultado, o desânimo tomou conta da oposição. A traição de Luzimar, que passara ao cargo de vice-prefeito, abriu precedente para mais uma traição que a oposição sofreria na eleição seguinte, desta feita da família Barra, que sempre tinha voz ativa no grupo. Falaremos sobre isso na próxima postagem. Aguarde!

Créditos: Os registros históricos acima são do livro “Fatos & Retratos”, do pesquisador, historiador e poeta felipense Geraldo Fernandes.

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Profissional de mídias eletrônicas, do rádio e da comunicação impressa desde 2005.

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