Redes Sociais

RN 360º

Em Felipe Guerra nem sempre se vendeu a alma ao diabo pelo poder

Pinga Fogo

Em Felipe Guerra nem sempre se vendeu a alma ao diabo pelo poder

Nem sempre o poder em Felipe Guerra foi negócio de família ou oportunidade para locupletação de minorias, compostas por espertalhões, do tipo que cai de paraquedas e não se sabe nem de onde veio.

Diferente dos tempos atuais, onde se penhora casa de morada e tudo mais que for bem material, e ainda se endivida em milhões pegando dinheiro emprestado com agiotas, com o propósito de se chegar ao poder, houve um tempo, lá no princípio, onde, quando se revisita a história se percebe que o poder na terra das abelhas não era tão cobiçado.

Prova disso é que o saudoso Cássio Gurgel de Brito (in memoriam), primeiro prefeito nomeado para o município após sua emancipação definitiva — ocorrida em 18 de setembro de 1963 —, alegou razões pessoais e simplesmente se recusou a assumir o cargo. Então foi nomeado o coronel da Polícia Militar José Antônio da Silva (in memoriam), em 25 de outubro de 1964, quando finalmente foi instalado o município. Dr. Eilson Gurgel do Amaral (in memoriam), primeiro prefeito eleito no município, renunciou em 30 de junho de 1969, passando o cargo para José Barra Neto (in memoriam). Em 1969, Francisco Chagas da Silva, o ‘Titico de Adelino’ (in memoriam), foi eleito em chapa única, ou seja, não teve adversário. Em 1972, Luiz Alberto Gurgel Guerra (in memoriam) também foi eleito em chapa única e renunciou em 1975, passando o cargo para Paulo Pinto Barra.

Somente em 1976, 13 anos após a emancipação, tivemos a primeira disputa pelo poder. Foi quando ‘Titico de Adelino’ voltou à cena política e também à prefeitura, derrotando o candidato governista da época, vereador Francisco Ferreira do Rosário, o ‘Chico de Joca’ (in memoriam).

A ambição pelo poder em Felipe Guerra aumentou a partir das articulações para a sucessão de ‘Titico de Adelino’, em 1981. Mas isso, abordaremos na próxima postagem.

Créditos: Os registros históricos acima são do livro “Fatos & Retratos”, do pesquisador, historiador e poeta felipense Geraldo Fernandes.

Comentários

comentário(s)

Profissional de mídias eletrônicas, do rádio e da comunicação impressa desde 2005.

Mais em Pinga Fogo

Subir