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Gravação decisiva sobre confusão eleitoral no âmbito da FIERN teria sumido

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Investigação

Gravação decisiva sobre confusão eleitoral no âmbito da FIERN teria sumido

A Justiça quer saber onde foi parar a gravação de assembléia decisiva que deverá resultar em novas eleições na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte(FIERN). Segundo as indicações, a ata da reunião de filiados que determinava o fim do segundo mandato do atual presidente da entidade, Amaro Sales, neste dia 30 de outubro, teria sido confeccionada mediante fraude, com a prorrogação do mandato por tempo indeterminado, sem a concordância das partes. Já a gravação da reunião estaria desaparecida.

No último dia 28, o juiz do Trabalho, Manoel Medeiros Soares de Sousa, concedeu prazo de 72 horas para que Amaro Sales e o secretário Heyder Dantas se manifestem sobre o pedido de tutela provisória, sob pena de preclusão, ou seja, a partir de então, eles perdem o direito de manifestar-se no processo.

Conforme o Código do Processo Civil, o item se traduz na perda da capacidade de praticar os atos processuais por não tê-los feito na oportunidade devida ou na forma prevista. “É a perda de uma faculdade processual, isto é, no tocante à prática de determinado ato processual”, destaca o CPC.

O embaraço se dá diante de informações dando conta de que a gravação teria sido perdida. O fato é que todas as reuniões e assembléias da entidade que geram ata também são gravadas e está nesse contexto o suporte dos sindicatos que entraram na Justiça pedindo a anulação da prorrogação do mandato de Amaro Sales.

Na sexta-feira, dia 25, representantes dos Sindicatos da Indústria de Concretos, Indústria de Cerâmica e Indústria Gráfica, filiados à Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) ingressaram na Justiça para anular a prorrogação do mandato do presidente da Federação, Amaro Sales, que vence neste dia 30 de outubro.

Eles se consideram lesados, após a descoberta do que apontaram fraude na Ata de uma reunião de filiados realizada em outubro de 2018 autorizando a prorrogação de mandato, o que não seria possível sem autorização dos filiados, uma vez que Amaro Sales já tem uma reeleição. A fraude estaria na redação da prorrogação do atual mandato por tempo indeterminado.

Os sindicatos pedem a anulação e consequentemente que o presidente seja destituído, e ainda que seja convocada uma nova eleição, conforme determina os estatutos da FIERN.

Até ontem, 29, não havia confirmação sobre a manifestação do presidente Amaro Sales no processo, nem informações acerca do paradeiro da gravação da referida assembléia.

Enquanto isso, nos bastidores da entidade já era dada como certa a realização de novas eleições com validade para os próximos quatro anos.

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