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O sofrimento é inerente à condição humana

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O sofrimento é inerente à condição humana

Há quem sofra por ser privado dos direitos sociais básicos à dignidade humana. Há quem sofra por querer perder 5kg até o réveillon. Há quem sofra por querer casar. Há quem sofra por querer separar. Há quem sofra por não ter o iphone X. O fato é: o sofrimento é inerente à condição humana, e esse dado de realidade é democrático, não podendo ser desfeito com dinheiro, beleza ou poder.

Refletimos, dentre outros fatores, acerca da solidão existencial que Jean-Paul Sartre tanto se debruçou. Nascemos só, morremos só. Mesmo que estejamos acompanhados na maior parte do tempo, há certos pedaços do caminho que só podemos enfrentar sozinhos, e infelizmente não somos culturalmente preparados pra isso. Costumamos associar a solidão à fraqueza, quando pode ser um estado de pura liberdade e potência pessoal.

No pulso de cada pessoa, gira um relógio com um fuso horário singular, e nós ainda seguimos insistindo tanto em querer comparar Fulana aos 30 que já é mãe de 3, com Sicrana aos 36 que priorizou ser CEO de uma multinacional.

Ora, como comparar, se cada um de nós possui desejos, necessidades, possibilidades e oportunidades distintas?! Ora, como julgar se o sofrimento do outro é bobo ou legítimo se, como a própria frase já diz, ele é ‘do outro’?!

Passeio pela literatura, exploro os autores e encontro algumas respostas na principal obra de Carl Rogers: “Tornar-se Pessoa”. Parece tão óbvio, mas ainda é tão raro tratarmos o outro como pessoa. No dia-a-dia, lemos as notícias que o ator se suicidou, que o padre está com síndrome do pânico, que o professor está estressado e que a modelo está anoréxica!

Quando se trata de saúde mental, nós buscamos entender o outro por todos os rótulos pessoais ou profissionais que carrega, e esquecemos de compreender, pura e simplesmente, que é uma pessoa que sofre, e que o sofrimento é inerente à condição humana!

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