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CONTRAPONTO NO ISOLAMENTO SOCIAL – 1

Armando Lúcio

CONTRAPONTO NO ISOLAMENTO SOCIAL – 1

Essa pandemia pela qual passamos ao final da segunda década do século XXI, tem alguns aspectos que, necessariamente, devem ser levadas em consideração para que, num futuro, com a serenidade pós pandêmica, possamos extrair lições e examinar eventuais erros e acertos, a fim de que a humanidade tire proveito.

Em um primeiríssimo ponto, cumpre destacar que trata-se de uma pandemia, isto é, uma situação de saúde que afeta todos os povos da orbe terrestre, logo se pode oferecer a simplicidade de um enfrentamento para epidemias localizadas e restritas a uma área.A última havida tem coisa de um século, e me parece que não houve o cuidado – ou o homem não se volta para sua análise – de documentação, estudos e escritos, em geral, para servir de base às gerações futuras. O mundo de hoje tem uma estrutura econômica diferenciada da de outrora, formas de vida, habitação e educação incrivelmente divergentes, daí a surpresa geral em que o homem atual foi flagrado.

Até os meios de comunicação têm forma distinta de exercerem o seu papel: a imprensa quase não mais noticia ou informa, mas busca opinar, procurando especialistas que substituam o pensamento do público. O telespectador/leitor/ouvinte, quer informação; não opinião. Aí a moldura dá-se por inúmeros fatores, especialmente pela linha ideológica dos mantenedores do órgão de comunicação. Algumas apostas dos órgãos de comunicação têm o nítido apelo a levar ao medo, pânico generalizado, mostrando exclusivamente um viés da realidade.

A atual pandemia, que deveria reunir toda a humanidade para somar esforços no enfrentamento do inimigo comum, o agente endêmico, o coronavírus da variedade covid 19, divide-a em correntes ideológicas – pelo menos é a ideia mais forte e recorrente que vemos no querido Brasil – fazendo com que inimigo seja o adversário político, e não o avassalador vírus, o que demonstra a fragilidade do caráter de quem quer utilizar a crise de saúde para fortalecer seus projetos políticos eleitorais (alguns outros com interesses pecuniários mesmo, estampando a corrupção e desvio de verbas públicas, o que é tão comum na nossa classe dirigente, embora ainda estejamos vivenciando querelas judiciais de uma outra onda de corrupção de verbas públicas desvendada há poucos anos – parece que não foi suficiente para surtir o efeito pedagógico desejado, quiçá pelos atropelos de quem legisla ou pelo ato moroso de quem tem o dever de proceder aos julgamentos).

Portanto, há que se registrar o que passamos na atualidade, e como a medida número 1 que se tem notícia é o isolamento social, vamos nesses nossos artigos, divagar e tecer considerações sobre esse tema, buscando contribuir e despertar para algumas informações que devemos registrar. Saúde e paz, e até a próxima.

Armando Lúcio Ribeiro, é Promotor de Justiça e Professor da UERN

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