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CONTRAPONTO NO ISOLAMENTO SOCIAL – 2

Armando Lúcio

CONTRAPONTO NO ISOLAMENTO SOCIAL – 2

O isolamento social, sozinho, não resolve problema pandêmico nenhum. Estaremos adiando a contaminação das pessoas, o que poderia levar anos, ou até décadas, sem a consciência de uma coisa simples: a imensa maioria das pessoas não teria como enfrentar essa problemática, pois isolamento social não significa apenas trancar-se em casa com a família, deixando o mundo lá fora, ao mesmo tempo em que há um desenrolar de situações problemáticas inumeráveis.

O trancamento das pessoas em casa causa um baque sem precedentes na economia, pois a produção de bens e serviços é afetada. Por outro lado, uma afetação de igual ou maior proporção, é como se proceder para angariar o suporte financeiro para cobrir as despesas de alimentação, moradia e demais encargos domésticos?

O suporte estatal não é suficiente em quantitativo para atender todas as despesas, nem muito menos à toda população que, se em um momento primeiro do isolamento tem um número elevado, há uma intransponível tendência ao aumento dessas pessoas, porquanto o desemprego vai aumentando e a fonte de renda das pessoas se esgota com o passar do tempo de paralização da economia.

No caso do Brasil, com o nosso Sistema Único de Saúde, bem ou mal, temos um suporte para a população em geral. Países existem em que não há esse sistema público e gratuito, e há uma indigência completa.

Acontece que está acontecendo uma covardia com a sociedade, no momento em que se fala que a solução é isolamento, e ponto final. A enfermidade é nova, logo nova tem que ser a solução, de modo que se formos buscar a utilização de protocolos, sistemas e métodos científicos convencionais, a guerra será perdida. É preciso inovar e partir para a ciência da observação que o ser humano adotou ao longo da história.

É interessante quando o homem descarta a adoção de um procedimento medicamentoso sob o argumento de que há efeitos colaterais, quando se sabe que as drogas produzidas em laboratório, em sua quase totalidade, são portadores desses efeitos colaterais – bastaria uma simples leitura de uma bula para essa constatação.

Mais interessante, ainda, é quando não se tem a consciência de que em nenhuma circunstância haveria como a ciência, com todos os seus entraves burocráticos, fazer um relato conclusivo, mas que pacientes que utilizaram a droga – que produziu efeito positivo no tratamento – muitos deles médicos com conhecimento científico semelhante, não têm suas isentas opiniões e avaliações levadas em consideração. Quer dizer, desdenham de quem viveu e sentiu na pele os efeitos malévolos do vírus, e, fazendo uso de unidades medicamentosas já existentes no mercado, superaram as aflições do contágio.

Vá lá entender… Na próxima oportunidade, vamos levantar hipóteses do porquê dessa resistência.

Armando Lúcio Ribeiro, é Promotor de Justiça e Professor da UERN

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