quarta-feira, abril 14, 2021

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    Governo Bolsonaro tem 6.157 militares em cargos civis, diz TCU

    Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 6.157 militares da ativa e da reserva em cargos civis no governo do presidente Jair Bolsonaro. O levantamento foi feito a pedido do ministro Bruno Dantas.

    Na ocasião, Dantas argumentou que a sociedade deve saber “exatamente quantos militares, ativos e inativos, ocupam atualmente cargos civil, dados os riscos de desvirtuamento das Forças Armadas que isso pode representar”.

    De acordo com o levantamento, desses 6.157 militares, 2.643 estão em cargos comissionados do governo (43%).

    Militares em cargos no governo

    O presidente Jair Bolsonaro é capitão reformado do Exército, e o vice, Hamilton Mourão, general da reserva.

    Bolsonaro costuma dizer que montou um governo “militarizado“. Isso porque os quatro ministros com gabinete no Palácio do Planalto são militares:

    • Casa Civil: Walter Souza Braga Netto (general do Exército);
    • Gabinete de Segurança Institucional: Augusto Heleno (general da reserva do Exército);
    • Secretaria de Governo: Luiz Eduardo Ramos (general da reserva do Exército);
    • Secretaria-Geral: Jorge Oliveira (major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal).

    Além deles, também são militares ou têm formação militar os ministros:

    • Defesa: Fernando Azevedo e Silva, general do Exército;
    • Ciência e Tecnologia: Marcos Pontes, tenente-coronel da Aeronáutica;
    • Minas e Energia: Bento Albuquerque, almirante da Marinha.
    • Saúde (interino): Eduardo Pazuello, general do Exército.

    Os ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) concluíram o curso da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), que forma oficiais do Exército. Porém, passaram em concursos públicos de carreiras civis e deixaram o dia a dia do Exército.

    ‘Ruim e preocupante’

    Em junho, o ministro Luís Roberto Barroso, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou ser “ruim e preocupante” os cargos do governo serem “povoados” por militares.

    “Acho ruim e preocupante você começar a povoar cargos no governo com militares. Isso é o que aconteceu na Venezuela. Quando você multiplica militares no governo, eles começam a se identificar como governo e começam a se identificar com vantagens e com privilégios. E isso é um desastre”, disse Barroso ao programa Roda Viva (Cultura).

    Barroso disse ainda que as Forças Armadas “não pertencem ao governo” nem podem se identificar “com governo algum”. Isso porque, ressaltou o ministro, “não existe” dizer que os militares “estão no governo”.

    G1

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