sexta-feira, janeiro 22, 2021

Médico prevê EUA com 3 mil mortes diárias por Covid: ‘Um 11 de setembro por dia’

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    Multidão faz protesto no Centro de Manaus contra novo fechamento do comércio

    Empresários e comerciantes criticaram governo por ter publicado decreto durante vendas de fim de ano. Governo diz que objetivo é frear alta de casos e internações por Covid-19.

    Uma multidão se reuniu em protesto, na manhã deste sábado (26), no Centro de Manaus, contra o decreto estadual que proíbe a abertura do comércio não essencial por 15 dias. A medida entrou em vigor neste sábado, e visa frear alta de casos e internações por Covid-19, segundo governo.

    Até esta sexta-feira (25), mais de 5,1 mil pessoas morreram com a doença no estado, e quase 600 encontravam-se internadas. A média móvel de mortes por Covid do Amazonas, nesta sexta, apresentou alta.

    Segundo o governo, o hospital referência para tratamento da doença, Hospital Delphina Aziz, tem quase 100% de ocupação de leitos clínicos e UTI.

    Multidão protesto contra fechamento do comércio em Manaus. — Foto: Paulo Paixão/Rede Amazônica.

    A manifestação teve início por volta de 9h, na Avenida Eduardo Ribeiro, Centro, uma das principais áreas comerciais da cidade. A avenida ficou completamente bloqueada por conta do protesto.

    Centenas de manifestantes se aglomeram no local, exigindo a suspensão do decreto. Eles cantaram o hino nacional, gritam palavras de ordem e caminham pela avenida. Até o momento, a polícia não registrou ocorrências por conta do protesto.

    “Os lojistas passam o ano todinho se preparando pra dezembro, pra você fechar agora governador. Isso não existe. Você tem o que comer, mas muita gente não tem o que comer”, declarou uma lojista, que não se identificou.

    Outro trabalhador, que também não se identificou, criticou o aumento salarial de mais de 50% aprovado pela Câmara Municipal de Manaus para o novo prefeito e vice. Os vereadores também aprovaram o aumento do próprio salário, além de secretários e subsecretários, a partir de 2022.

    “Semana passada o salário do vereador aumentou, todos os políticos aumentou, e o trabalhador vai ficar como? Tem aluguel pra vencer, tem filho pra criar, tem aluguel de loja pra pagar. Quem que vai pagar?”, questionou.

    Por meio de nota, o Governo do Amazonas afirmou que estuda medidas para amenizar as perdas. O governo também reforçou que as medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19 no período das festividades de fim de ano “são essenciais neste momento”.

    Manifestação no Centro de Manaus contra fechamento do comércio. — Foto: Paulo Paixão/Rede Amazônica
    Manifestação no Centro de Manaus contra fechamento do comércio. — Foto: Paulo Paixão/Rede Amazônica.
    População protesta em Manaus contra fechamento do comércio. — Foto: Laerte Baraúna/Rede Amazônica
    População protesta em Manaus contra fechamento do comércio. — Foto: Laerte Baraúna/Rede Amazônica.

    Decreto prevê multa de R$ 50 mil

    O decreto prevê multas de até R$ 50 mil para os estabelecimentos que insistirem em abrir nos próximos 15 dias no Amazonas. A Secretaria de Segurança Pública realiza a “Operação Pela Vida”, que conta com a atuação das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Procon Amazonas e Departamento de Vigilância Sanitária (DVisa), entre outros órgãos de segurança.

    Com isso, shoppings, flutuantes, bares e estabelecimentos do comércio não essencial ficarão fechados. Já academias, mercados, feiras, cartórios e oficinas mecânicas, entre outros, terão o funcionamento permitido.

    A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) entrou com uma liminar na justiça para pedir que os shoppings continuassem abertos ao público durante o período, com medidas restritivas, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

    AM sofreu colapso

    O Amazonas viveu o pior período da doença entre abril e maio, quando o sistema público de saúde entrou em colapso com quase 100% dos leitos de UTI ocupados. Na época, a capital também sofreu com colapso no sistema funerário, e teve corpos enterrados em valas comuns.

    Quatro meses após flexibilização da quarentena, entre junho e setembro, o governo voltou a fechar estabelecimentos por conta de alta no número de internações pela doença. Foi proibida a abertura de bares, flutuantes, praias, entre outros locais de recreação.

    G1

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