segunda-feira, maio 17, 2021

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    Porto do Mangue reaparece como novo projeto econômico para o RN

    Após doze anos de espera, projeto de construção de um terminal portuário para escoar a produção do Rio Grande do Norte, no município litorâneo de Porto do Mangue, volta a ser discutido.

    Doze anos depois de figurar entre os grandes sonhos logísticos do RN, a construção de um terminal portuário para escoar a produção do estado, no município de Porto do Mangue, foi ressuscitado esta semana.

    Como no passado, os planos são ambiciosos: ampliar o volume de itens exportados pelo Estado, aumentar a competitividade, atrair investidores e viabilizar a produção offshore de energias renováveis. A fixação que diferentes governos estaduais têm num terminal no Porto do Mangue não é nova.

    Durante os dois governos consecutivos de Wilma de Faria (2003/2010), a ideia foi reforçada especialmente no segundo mandato, a partir do então secretário de Planejamento, Vagner Araújo. Com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no segundo governo Lula, a iniciativa abriu possibilidades para a criação de um plano idêntico na esfera estadual, que reuniria hipotéticos R$ 16 bilhões, maior parte oriunda de investimentos privados.

    É claro que nada disso saiu do papel. Nem o porto do Mangue, nem os campos de golfe e os resorts para se beneficiar de um grande fluxo turístico internacional que só estava na cabeça de alguns políticos e empresário normalmente associado aos primeiros.

    Esta semana, a ideia de ressuscitar a construção de um novo porto contra todas as expectativas geradas pela conjuntura política e pelo coronavírus, que acenam para um agravamento da crise econômica em 2021, voltaram a adornar as imaginações.

    Na última segunda-feira, na Casa da Indústria, um encontro entre o presidente da Fiern, Amaro Sales; o deputado federal Benes Leocádio; o diretor do Grupo Bi Energia, Lucio Bomfim, e os secretários estaduais Jaime Calado (Sedec/RN) e Gustavo Rosado (SIN/RN), voltaram a mostrar que o apetite para a imaginação não se esgota, mesmo sob condições extremante adversas.

    Ancorado no programa Mais RN, criado pela Fiern para abraçar todos os planos desenvolvimentistas do Estado, Amaro Sales recorreu ao velho mantra de explorar os potenciais e destravar gargalos, como o de escoamento da produção.

    Lembrou que o Mais RN, agora detentor de uma versão digital, reúne um generoso acervo de informações e estudos técnicos para subsidiar investidores interessados em empreender no Rio Grande do Norte.

    “O Mais RN não pertence mais a Fiern, passou a ser de toda sociedade. E, ao contemplar todas as matrizes de desenvolvimento econômico, oportunidades e desafios, o projeto dispõe de uma base sedimentada para orientar investidores e ações públicas em diversas áreas”, afirmou.

    Foi oportunidade para todos os participantes do encontro venderem os seus peixes. O secretário estadual de Infraestrutura Gustavo Rosado afiançou que, por meio da SIN e da Sedec, o governo trabalha para viabilizar o novo terminal portuário do Estado.

    “A ideia é aproveitar uma falha geológica identificada no entorno do município de Porto do Mangue, no litoral Norte Potiguar, para a construção da estrutura que irá movimentar cargas de sal, fruticultura irrigada, minérios, além de atender a indústria petroleira e de energias renováveis offshore”, afirmou.

    Lembrou que está em curso um projeto de cooperação técnica em parceria com a UFRN para levantar a viabilidade técnica, financeira e ambiental do projeto. “Este novo terminal poderá mudar ou dividir o eixo de desenvolvimento do estado”, proclamou.

    Já Jaime Calado, secretário de desenvolvimento econômico, ponderou ainda que mais do que um porto graneleiro, a proposta é também atender as demandas da indústria de petróleo e gás, energias eólica e solar da região.
    “É um projeto de um porto-indústria de petróleo e energias”, garantiu.

    Antecipou que, para tanto, já foi criado Grupo de Trabalho com setores do governo, empresas e academia. E que o Estado tem ainda a vantagem de possuir mão de obra qualificada em setores estratégicos como Petróleo, Gás e Energias Renováveis, formada pelo SENAI/RN e CTGAS-ER.

    O deputado Benes Leocádio deu sua contribuição possível ao mosaico, ressaltando a importância de atrair novos investidores e realizar parcerias público-privadas para a construção do equipamento de forma a viabilizar investimentos importantes para o RN.

    Durante o encontro, o diretor da BI Energia, uma holding de empresas italiana e belga, que atuam em geração de energia renovável por meio de parques eólicos offshore e dragagem de portos (portanto, parte interessada) vendeu seu negócio.

    Lucio Bonfim fez uma breve apresentação da empresa, que se propõe a ser a primeira no País a implantar um Parque Eólico Offshore na costa brasileira. É mais uma vez ver para crer.

    Via Agora RN

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