sábado, janeiro 16, 2021

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    Mídia impressa tende a chegar ao fim

    O mundo virtual chegou aos poucos e, quando muitos não acreditavam foi se expandindo. Se fez mais rápido do que se poderia imaginar, esperar. E é assim com todos os meios de comunicação. A cada dia surgem novos equipamentos e a situação se virtualiza cada vez mais. E a mídia impressa começou a sua saída do mercado. O que ainda existe se acha insustentável. Proprietários de jornais impressos e de revistas impressas estão a ver-se sem ter como sobreviver. Eu, aqui deste canto, tenho muito a lamentar. Foi onde consegui o meu primeiro emprego na cidade de Mossoró no jornal O Mossoroense, em 1985. E por lá permaneci por 6 anos. Fiz grandes amizades, aprendi muita coisa. Saindo de lá, ingressei na Gazeta do Oeste. Percorri todos os segmentos até compor o quadro administrativo. Foram 16 anos de muito trabalho. Também uma grande escola pra mim. Fui jornaleiro, ocasião em que me tornei o maior vendedor de jornal da história de Mossoró. É algo jamais a ser repetido, alcançado. Devo muito ao jornal impresso, haja vista ter sido onde vivi grande parte da minha vida. Foram 22 anos. Em seguida, fundei alguns periódicos de minha propriedade, dentre eles o jornal Folha do Estado e o Jornal News 360, a princípio impresso e, depois, transformado em portal de notícias, este, o REDE NEWS 360, graças a Deus hoje incluído na seara dos grandes veículos de comunicação virtual no RN. Mesmo assim, me queixo da forma como o jornalismo impresso caminha para o seu desfecho final. É a realidade, o mundo novo!

    PERSONAGENS DA MÍDIA DO RN

    Do tempo em que lembro, pois foi quando comecei a militar nesse campo de trabalho, vendendo o jornal impresso, na nossa região, mais forte na década de 80 e até alguns anos após 2000. Surgiram os grandes jornalistas que até mesmo aprenderam o ofício no dia a dia, na prática. Em Mossoró não existia faculdade de jornalismo. Estas chegaram juntamente com a era virtual. E era preciso muita engrenagem para que um jornal fosse impresso e chegasse até as mãos dos leitores, além de ganhar expansão. Vamos lembrar alguns desses personagens. Todos os citados aqui, atuaram ou ainda atuam de forma obstinada para ver seus sonhos de consumo sendo realidade.

    ALUÍZIO ALVES (IN MEMORIAN)

    Fundador do jornal Tribuna do Norte no ano de 1950. Tem história a ser contada e isso está inserido no livro “A história de Aluízio Alves”. Ele fala do sacrifício que fez para ver, no dia 14 de março daquele ano, o primeiro exemplar ir para às ruas. O “Cigano feiticeiro’ como também era chamado, galgou quase todos os cargos na política deste Estado e alguns a nível de Brasil. Era um fanático por jornal. A Tribuna do Norte ainda sobrevive como um dos impressos do RN e, o seu fundador, conta a história, chegava a dormir em cima de uma mesa na oficina gráfica, acompanhando a edição daquele diário, tudo feito artesanalmente.

    LAURO DA ESCÓSSIA (IN MEMORIAN)

    Um mossoroensse que fez história no jornal de mesmo nome (O Mossoroense, fundado em 1872)). Era incansável na luta para fazer com que aquele diário pudesse documentar e inserir na história o dia a dia de seu povo. É tido ainda hoje como o terceiro jornal mais antigo do país. E a ser o segundo em circulação em algumas épocas. Ao longo de sua existência, O Mossoroense sofreu algumas interrupções em seu ofício de informar. Vários fatores o levaram a isso, mas a partir de 1985, foi reaberto sob o comando do então deputado Vingt Rosado e, depois, Laíre Rosado. Circulou diariamente até meados da década de 2010. Com a chegada da mídia virtual passou a ser escrito na plataforma on line.

    DORIAN JORGE FREIRE (IN MEMORIAN)

    Outro nome a fazer parte da memória jornalística mossoroense. Tive o deleite de conhecê-lo. Ia à sua casa buscar a coluna para ser digitalizada no jornal O Mossoroense. Depois disso, a levávamos até ele novamente para que fizesse correções se achasse necessário. Feito isso, era encaminhada para a diagramação e colada com um bastão de cola pritt. Daí, fotolitada e impressa. Era assim todos os dias. Tudo feito de forma prazerosa. Ainda sobre Dorian Jorge Freire, ele atuou por algum tempo na imprensa do Sudeste brasileiro e encerrou sua gloriosa Carreira em terras de Mossoró, onde é nome de rua no bairro Nova Betânia. Merecido reconhecimento.

    LUIZ MARIA ALVES (IN MEMORIAN)

    Homem forte do jornal Diário de Natal (fundado em 1939), que na década de 1980 dominou o mercado de Mossoró com uma logística impecável. ‘Seu Luiz’, que também cheguei a conhecer, era um visionário de negócios, quando envolvia a mídia impressa. Sob seu comando, de terça-feira a sábado circulava o Diário de Natal e, aos domingos, o jornal O Poti, exemplar bem mais volumoso, muitas editorias e logo cedo chegava à maioria das cidades do RN. Espetacular aquela perspectiva mercadológica que tinha. E ele foi isso. Está marcada para sempre em minha vida, essa história. Eu, gazeteiro, vendi muito jornal nas ruas dessa nossa querida Mossoró.

    CANINDÉ QUEIROZ

    Fundador do jornal Gazeta do Oeste (em 1977), inicialmente era de circulação semanal, passando anos depois a ser diário. Impresso que impôs sua marca e dominou o mercado na região Oeste do RN durante décadas. E foi Canindé Queiroz, também um obstinado pela literatura jornalística que conseguiu perante políticos e leitores, fazer com que a “menina dos seus olhos” entrasse com força na capital do Estado. Uma equipe seleta de profissionais e sua coluna “PENSO, LOGO…” ainda deixa marcas na imprensa regional. Sem deixar de citar Dona Maria Emília, igual fundadora. Sou parte da resenha dali, como jornaleiro e mais tarde integrante do departamento administrativo. Me orgulho.

    CEZAR SANTOS/CARLOS SANTOS

    Falar do jornal De Fato (fundado em 1999 pelos dois jornalistas citados), ainda hoje em circulação diária. Também iniciou de forma periódica. E conquistou espaços. Cezar e Carlos, atuaram nos jornais O Mossoroense e Gazeta do Oeste. Uniram-se e fundaram o informativo. Sociedade foi rompida, mas o De Fato seguiu fazendo história. Até hoje é possível encontrá-lo nas bancas de jornais de Mossoró e cidades do interior. Também está na plataforma on line. E nós, amantes desse ramo da informação, temos de torcer para que esse informativo possa se manter, o tempo que puder, com suas edições impressas, para degustação de saudosistas, como eu, que gosto de folhear e ler páginas.

    JORNAL DE MOSSORÓ/CORREIO DA TARDE

    Um jornal idealizado por 3 correntes de pensamentos e feito a 6 mãos. Falo de Gilberto de Sousa, grande jornalista; e os diagramadores Paulo Cezar Rodrigues e José Antônio. E vamos por parte: o Jornal de Mossoró (fundado em 28 de novembro de 1998) ia às ruas no início das noites de sábado. Houve dissolução da sociedade e o então reitor da UERN, professor Walter Fonseca, adquiriu a marca, mudando o seu nome para Correio da Tarde que passando a ser diário, isso em 2006. Era impresso simultaneamente em Mossoró e Natal. Chegava às bancas no período vespertino. Também contribuiu com Mossoró, verdadeiro celeiro da mídia impressa durante alguns anos. Revelou muitos talentos.

    EDER MEDEIROS DE ANDRADE (IN MEMORIAN)

    Deste cidadão, falo com mais altivez ainda. Foi o meu primeiro patrão, em 1985, no jornal O Mossoroense. Professor do curso de economia da universidade, chegou a ser pró-reitor. Lá cultivamos uma boa amizade, o que assim se deu até sua partida para o plano celestial. Vem a ser pai do empresário e médico, Dr. Elano Cantidio, proprietário da Clínica Oitava Rosado; Eder Cantidio, fisioterapeuta com clínica também em Mossoró; Duda Cantidio engenheiro; e Nazaré Cantidio atuante no ramo de ótica nesta cidade. Deixou uma bonita história. Homem muito direito e administrador de mãos cheias. Tive a honra de compor aquele grupo na reabertura de O Mossoroense. Ele tinha como diretor de redação o jornalista, advogado e marqueteiro dos bons, Phabiano Santos de quem sou amigo. Uma equipe vencedora. Alguns já não estão mais entre nós, outros continuam. E por fim, novamente lamentar, profundamente, o iminente fim do jornalismo impresso.

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