domingo, junho 13, 2021

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    INDELEGABILIDADE

    Ninguém pode padecer sofrimentos e experimentar alegria intensa por outrem. Por mais que se tenha atenção e carinho por um filho, quando ele está enfermo, é ele quem deve tomar o remédio, jamais o pai ou a mãe, por mais cuidadosos que possam parecer.

    É o caso dessa experiência com a pandemia do coronavírus.

    Nessa altura todos já sabemos o que deve ser feito para evitar contágio ou transmissão da enfermidade: evitar aglomerações, mantendo-se distanciamentos sociais, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel ou o chamado álcool 70.

    Aí é onde reside a insensatez humana, pois as aglomerações são buscadas, muitas vezes, não para a aquisição de insumos para a subsistência – por isso que os decretos gerais afetam quem não tem como fazer para a obtenção do alimento diário -, mas para a satisfação de desejos de manifestações superficiais ou, no mínimo, atividades sem prioridades definidas, supérfluas e frívolas.

    Uma coisa é a liberdade para o sujeito divertir-se em atividades de entretenimento em períodos normais; todavia outra bem diferente, é quando estamos vivendo um tempo de pandemia, com riscos de letalidade e contágio altíssimos e capacidade de enfrentamento prejudicada.

    O “fique em casa” não deveria ser a solução mais indicada, porém não há outra solução. Primeiro pelo fato de não existir outra hipótese, e segundo em virtude do comportamento insensato e equivocado da população, em geral. Essa conclusão era para ser óbvia e rapidamente adotada, e não buscar-se instrumentos coercitivos, como um decreto, para obrigar a população a adotar uma conduta para a garantia da saúde de todos, inclusive, do próprio sujeito compelido ao confinamento, e esse cuidado situa-se, nos parece, dentre da INDELEGABILIDADE.

    Há imperfeições dos gestores, que, em ambos os flancos andam às escuras, muita vez mais querendo usufruir de dividendos políticos do que apresentando preocupação verdadeira e sincera para com a saúde pública e bem estar da população, cada lado apontando que as opções do adversário são falhas, onde podem estar privando o potencial enfermo de um lenitivo ou cura para a enfermidade.

    A vida que pensamos ser nossa, é do pai criador, nós apenas a usufruímos, portanto, na nossa insanidade – e vejam a que ponto chegamos em nossas imperfeições -, é preciso um decreto de uma autoridade para que cuidemos da nossa vida, o que vem a demonstrar quão imperfeitos somos.

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    Armando Lúcio Ribeiro – Promotor de Justiça e Professor da UER.

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