quarta-feira, abril 14, 2021

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    PERSONAGENS QUE MARCARAM ÉPOCA EM MOSSORÓ (07/03/2021)

    Chegamos a mais um dia de domingo atípico. Todos em casa cumprindo determinação superior e também nos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com forma de expulsar do nosso meio, o vírus COVID-19, o flagelo do século até agora. E então, nesse isolamento a que estamos sendo forçados, vamos relembrar, dissertar sobre PERSONAGENS QUE MARCARAM ÉPOCA EM MOSSORÓ. Nesta edição de hoje, dia 07 de março, estamos a conversar sobre Every Costa, Edmilson Lucena, Raimundo Nunes, Luiz Cavalcante e Ferreira da Gazeta, grandes figuras humanas com muito trânsito nos meios de comunicação de Mossoró. Também aqui, neste espaço, temos a contar sobre Olivá Monte; sobre o desportista Tiquinho; o empresário Guga Duarte e o pastor evangélico Diomedes Jácome. Dessa forma damos continuidade a esse trabalho que tem chegado a chamar a atenção de muitos leitores. A cada edição é notório o número dos que acessam esta coluna através do portal redenews360.com.br. Daí nos sentirmos satisfeitos pelo que estamos contribuindo com este resgate de nomes. Boa leitura.    

    Foto: Manuelito/Reprodução

    EVERY COSTA (IN MEMORIAM) 

    Uma das vozes mais cobiçadas na radiofonia mossoroense. Apresentou programas na área de jornalismo. Todos que o ouviam ficavam abismados. Era homem da confiança do ex-prefeito Dix-Huit Rosado. Atuou por muitos anos na Rádio Tapuyo de Mossoró. Nos dias atuais,ainda é possível ouvir comerciais lidos por ele quando em vida. Era irmão do radialista também dos bons, já inexistente entre nós, o Emery Costa, outro gigante na comunicação das terras de Santa Luzia. Habitualmente o encontrávamos – o Every-, sentado ali no Oitão Restaurante, numa boa roda de conversa e degustando sua cachacinha. Lembrar aqui de uma época em que foi feito escolha de quem seria a voz mais bonita do rádio mossoroense e, é claro, recaiu sobre ele esse prêmio. Apesar de frequentar ambientes de pessoas levadas a muito diálogo, era pouco afeito a isso. Se postava mais a ouvir e, mais ainda, a quem não era de seu convívio. Era o seu jeito. Um homem de bem, seguiu de certa forma cedo para moradia ao lado do pai eterno. Deixou a família bem calcada na vida e um de seus filhos, é proprietário da Auto Escola Ideal, nesta cidade.

    EDMILSON LUCENA (IN MEMORIAM) 

    Um mossoroense conhecido, não só a nível desta cidade mas, até onde as ondas sonoras da Rádio Difusora de Mossoró – AM 1170 é captada. Lá trabalhou por longo período como repórter policial. Iniciou junto com J. Belmont, no Cidade Aflita, vindo depois a substituí-lo e “dando conta do recado”. Além de radialista, Edmilson Lucena também passou pelos jornais impressos da cidade, nessa mesma editora, a de jornalismo policial. No rádio então, é onde está fincada a sua grande marca. Enveredou pela política partidária e se elegeu vereador, em seguida alçado à presidência da Câmara Municipal de Mossoró. Tentou vaga na Assembléia legislativa do RN, pelo extinto PMDB mas não conseguiu. Ligado quase umbilicalmente à Família Alves. Tentou a reeleição à vereador mas não conseguiu. Desistiu de integrar a seara da política e retornou às salas de redação dos jornais, função que sempre desempenhou com maestria. Sua família, os ‘Lucena de Barreto’, são quase todos profissionais da comunicação. Era de bom relacionamento com todos. Faz falta entre nós.

    GUGA DUARTE (IN MEMORIAM) 

    E quem não lembra desse barulhento torcedor do Potiguar?. Filho do Dr. Ary Duarte. Moradores da urbe mossoroense, não tem quem diga esquecer dele. Dos jogos que o ‘Time Macho’ participava, lá estava, numa das cadeiras do estádio, a agitar a torcida com sua zoada. De longe era enxergado. Fazia a diferença com sua animação, seu jeito de ser. Trabalhou no setor salineiro por um bom tempo. Era assíduo frequentador do jornal Gazeta do Oeste, onde tinha trânsito livre da sala de administração à oficina gráfica daquele diário informativo. Era grande amigo do Dr. Canindé Queiroz. A maioria dos dias da semana, e lá estavam eles dois, mais alguns convidados, a conversar até a edição do impresso se fazer pronta para ir às ruas. Muita conversa. E a política era o assunto principal. O ‘Guga’ era de boas e muitas amizades não só em Mossoró mas, em outras cercanias. Vem a ser irmão do médico urologista Haroldo Duarte, grande profissional da área. E um infarto, o retirou do nosso convívio diário. Homem de coração bondoso. Com certeza bem agasalhado na morada celestial.

    RAIMUNDO NUNES (IN MEMORIAM) 

    Fotógrafo do jornal Gazeta do Oeste e, com ele, trabalhei muitos anos. Prestei meus serviços naquele grande veículo de comunicação. Naquela época, o ‘batedor de foto’ era de muita importância. Mas não era fácil pois precisava ter bons equipamentos para chegar com elas ao setor de impressão, em papel, com boa qualidade. E Raimundo era um desses bons na área. Viajou muito com o jornalista Cezar Santos, hoje proprietário do Jornal de Fato. Contava histórias e piadas de dar boas gargalhadas. Dizia ele que, nas viagens, quando avistavam uma blitz, Cezar Santos à época sem ser habilitado, qual era a saída?. Paravam o carro, Raimundo já saia com máquina em punho e Cezar com lápis e papel. E ali se criava uma pauta de notícias. Depois seguiam seu percurso, com retorno garantido, sem nenhum atropelo (risos). Raimundo tinha cadeira cativa no bar de ‘Chico Nunes’, ao lado da Gazeta do Oeste. E aquele grande e excelente profissional, também acometido por grave problema de saúde, em uma de suas crises, viajou para a eternidade. E perdemos para sempre um excelente companheiro de trabalho. Coisas da vida.

    OLIVÁ MONTE (IN MEMORIAM) 

    Residia ali ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no centro de Mossoró. Pai do professor Olismar Lima, uma das pessoas mais bem educadas que já conheci. Vendia jornal a ele e aos sábados pela manhã, lá ia fazer cobrança. O encontrava sentado em uma cadeira de rodas. De minha parte, encostado na bicicleta e passávamos a debulhar o rosário de conversas. Vez por outra, saia eu a fazer mandados, com muita vontade. Era daqueles de horário pontual nos seus compromissos e comigo, entre 8 e 9 horas da manhã. E foram inúmeros estes dias de sábado, de muitos diálogos entre um vendedor/entregador de jornal e seu Olivá Monte. Lembranças que não desocupam minha mente e nem quero que isto aconteça. Um cidadão ímpar, de grande coração. Tinha deficiência física e o impossibilitava de sair às ruas. Sempre sentado em sua cadeira de rodas, na área interna de sua casa. Mas a todo custo, precisava se manter informado de tudo o que acontecia e, o que não encontrava nas páginas do jornal, eu o informava. É mais uma figura ilustre na história, ainda recente desta urbe que tanto amamos.

    ’TIQUINHO’ (IN MEMORIAM) 

    Jogador do Potiguar – Time macho. Fez história na década de 80. Era lateral direito, franzino, cabeleira enorme, e não era daquelas lisas. Embuchada mesmo. Encantava a torcida com seus lances e dribles que faziam a diferença. De velocidade na posição que ocupava, sempre de uma linha de fundo a outra do campo, de onde saiam os cruzamentos da bola a, na maioria das vezes, levantar a torcida das arquibancadas e gritar gooool!!!. Originário de família humilde, mossoroense, destacou-se na arte futebolística. E numa tarde de Potiba, não lembro a data, onde o time príncipe venceu a partida de virada, a jogada de gol partiu de ‘Tiquinho’. Inesquecível aquela festa comemorativa. Nos anos 80 era a alegria do torcedor Potiguar na cidade e, quando este saía a representar a cidade em outros lugares, também era louvado pelos admiradores de clubes rivais aqui da terra. Coisas que continuam a acontecer nos dias de hoje. Mas essa alegria, como tudo na vida, teve fim e, numa tarde de domingo, o sorriso da torcida transformou-se em choro. Um acidente entre Mossoró e Baraúna, ceifou a vida do nosso grande atleta. Deixava ele os gramados.

    LUIZ CAVALCANTE (IN MEMORIAM) 

    O conheci no jornal O Mossoroense, trabalhamos juntos muito tempo, lá pela década de 90. Chegou lá, somou-se à equipe, se enturmou, tornou-se diretor daquele jornal. Era um cidadão com quem eu me relacionava muito bem. Ele, ex-bancário, já tinha gerenciado uma agência na cidade de Baraúna. Homem de estatura franzina, se comportava boêmio e fumante inveterado. Me via, diante do nosso entrosamento amigável, na obrigação de reclamar a ele que deixasse aquele vício de lado, era prejudicial à saúde. De nada valia. Era de um temperamento forte. Agora, na hora que fosse preciso dele, estava ali, na linha de frente. Certa vez, um repórter da área de polícia escreveu uma matéria acusando determinada criatura de traficar drogas. Horas depois, o citado invadiu a redação, com o exemplar na mão e ameaçou o autor do texto dizendo que iria fazê-lo engolir o jornal. A recepcionista, correu para avisar ‘Luizinho’ e, ele entrou na sala ‘cuspindo fogo’. Mandou que o invasor se retirasse e olhe que o cara era duas vezes mais forte. E teve de ir embora. Um vascaíno da gema. Discutíamos mas só para animar o ambiente. Foi chamado por Deus.

    FERREIRA DA GAZETA (IN MEMORIAM) 

    Um notívago, boêmio, seresteiro, e acima de tudo grande amigo. Violonista dos bons, frequentador de confrarias e sempre com comportamento animado, com suas piadas a contar. Trabalhamos juntos no jornal O Mossoroense e depois na Gazeta do Oeste onde, ficávamos até altas horas da noite, na calçada, quando com tempo livre, a conversar. Ele tinha muitas histórias guardadas na memória. Verdadeiras sim e alegres, exemplares. Numa dessas narrativas, quando jovem ainda, arrumou uma namorada e ela se chamava ‘Rita’. Ao chegar em casa tarde da noite, sua esposa, Dona Salete, passou a reclamar Por que aquilo não era hora propícia de um homem casado estar na rua. E ele logo respondia: “olha, não faça eu me IRRITAR!”. Tinha muitas outras. Pois bem, na Gazeta do Oeste, ‘Ferreira’ diagramava páginas, digitava e também exercia, vez por outra a função de revisor, quando um dos funcionários desta seção faltava. Quando finalizava a edição, saía no seu carrinho branco, a viola no banco do passageiro e, o barzinho mais próximo se via contemplado com seu bom gosto musical. Era assim o Ferreira da Gazeta.

    PASTOR DIOMEDES JÁCOME (IN MEMORIAM) 

    Foto: Reprodução

    Esteve à frente da Igreja Assembleia de Deus em Mossoró durante muitos anos. Foi co-pastor. Cidadão respeitado e de credibilidade. Atuou junto ao Pastor João Gomes e continuou com o Pastor Martins. Uma pessoa que falava muito rápido e muitos tinham até dificuldades de entendê-lo. Era firme e tinha a força da palavra ungida por Deus. Sempre morou no bairro Costa e Silva ou ‘Pintos’. Tive o prazer de conviver com ele. Bem verdade que foi pouco mas o suficiente para perceber a sua conduta séria e respeito perante todas as pessoas, fossem elas evangélicas ou não. Homem simples e de origem humilde. Serviu a Deus enquanto a saúde lhe permitiu. Uma enfermidade veio a tirar-lhe a vida em 27 de outubro de 2014. Ele recebeu e atendeu prontamente o chamado para passar a habitar no plano celestial e deixando seus púlpitos aqui na terra, mas com muitos ensinamentos a serem seguidos. Daqui de onde estamos, nos resta orar para que, no bom lugar onde se encontre, interceda por todos nós. Sua presença física nos faz muita falta, no entanto, nos conforta  a certeza de que ele é por nós.  

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