segunda-feira, maio 17, 2021

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    PERSONAGENS QUE MARCARAM ÉPOCA EM MOSSORÓ (11/04/2021)

    De frente com mais uma edição do RN EM TÓPICOS ESPECIAL, para este domingo, 11 de abril de 2021. Tempo quente e também propício à precipitações pluviométricas. Primordial ficar em casa, evitando aglomerações e, excelente para sabermos um pouco sobre pessoas que fizeram, foram marcantes para a história e desenvolvimento da nossa Mossoró e região. Para hoje temos a comentar de maneira sucinta, sobre: ‘Seu Doríco’ ,comerciante; Irmã Mimosa, evangélica; Rosival, atleta futebolístico; Edvaldo Gurgel, empresário; Leozinho, comerciário; Jorge Cabral, bancário;  ‘Lucio do Cigarro’, comerciante; Paulo Wagner, comunicador social e;  Vingt Un Rosado, agrônomo/professor. Para cada uma destas personalidades, teclamos poucas linhas, como temos feito domingueiramente. São partes de nossas vidas, embora estejam no plano celestial. Deixaram memórias a serem preservadas.  

    ‘SEU DORÍCO’ (IN MEMORIAM)

    Comerciante, o conheci ali nas proximidades do ‘Buraco do Tatu’, na Boa vista. Veio lá das bandas do Oeste e instalou-se aqui em Mossoró. Um brincalhão e receptivo com sua clientela. Para cada um, algo a dizer, e caia no agrado, do idoso à criança. Popularíssimo. A pessoa chegava e perguntava: “Seu Doríco, tem refrigerante?”; ele de pronto respondia: “Tem não. Aqui vendo coca, pepsi e outros. Agora refrigerante não!”. De outra vez, um garoto, dos que frequentavam o local, sentou em uma cadeira e levantou as pernas. Ele se saiu: “vou mandar fazer um tamborete só com duas pernas!”. E era assim. Meu pai e ele, muito amigos. Certo dia os dois a conversar e passa ‘Seu Januário’. Meu pai diz: “Seu Doríco’, Januário ta com a cabeça branquinha!”. E ele, “é não ‘Seu João’, são os cabelos!”. O meu velho se encabulou e foi embora. Seu jeito de alegrar também, ao ser atropelado e morto na estrada entre Tibau e Mossoró.

    IRMÃ MIMOSA (IN MEMORIAM)

    Evangélica ligada à Igreja Assembléia de Deus. Carinhosamente tratada por todos. De coração bondoso. Era esposa de Severino Praxedes – já citado aqui. E recordemos dela que juntamente com a família comandou a empresa Refimosal, após a ida para o andar celestial, de seu esposo. Referendada na congregação mais pelo dom de ajudar a quem precisasse do que pelo poder aquisitivo. Para ela, não existia posição social. Fez voto a Deus de, a todo ano, realizar uma festa em frente ao seu local de trabalho, com uma banda de estilo gospel. Organizava e participava com afinco, dos círculos de oração. Sempre aguerrida à frente destes acontecimentos. Um adoecimento inesperado e, sem lhe deixar chances de se defender, procurar cura, a levou deste plano terrestre, onde serviu a quem podia, para colocá-la ao lado do senhor Deus. Não tenho  queixa, de que Irmã Mimosa, em sua existência aqui, teve desfeita com alguém.

    ROSIVALDO (IN MEMORIAM)

    Um grande amigo, mesma idade e maior parte de nossa juventude, o entretenimento pujante, jogar futebol. Assíduos freqüentadores daquela área antes pertencente ao QRV Club e hoje, onde se acha erguido um imponente condomínio vertical. Éramos daqueles de discutir em campo, por motivos os mais simples se relacionado a jogo. Deixando o campo a amizade era a mesma coisa. Um excelente peladeiro, como se fala na nossa gíria futebolística. Servidor e companheiro de todos nas horas precisas. Mas de ‘pavio curto’ e em campo, por qualquer motivo, o mais singelo, partia para a desforra. A praça do largo da Boa Vista também era nosso ponto de encontro e ali para jogar dominó. Não era diferente, ele se sobressaia melhor. Mas também, se perdesse uma partida, se encabulava e num acertava mais. Daí um mau humor daquele. Uma leucemia, rapidamente, o retirou de nosso meio. É lembrado.

    EDVALDO GURGEL (IN MEMORIAM)

    O ‘seu Edvaldo da Elite Calçados’. Empresário mossoroense que tanto contribuiu para a economia local e regional. E sobre este empreendimento citado, um dos muitos capitaneados por ele, localizava-se na Vicente de Saboya. E muitos dos seus ex-empregados contam histórias e boas a respeito. Destacou-se ainda empresarialmente no ramo de hotelaria – Hotel Sol e Hotel São Pedro -; tinha inúmeros imóveis alugados e, acima de tudo, uma pessoa carismática para com todos. Quiséssemos encontrar com ‘Seu Edvaldo’, nos finais de semana, bastava dirigir-se até a praça Vigário Antônio Joaquim – praça da Rádio Rural-, e lá estava ele numa roda de amigos a conversar. Um jeito ‘fechadão’ de ser, sisudez das grandes mas, de grande coração, sempre atento a todos e a tudo a girar em seu redor. Era pai da ex-vereadora Telma Gurgel (PT). Mantinha-se distante da política partidária. A Covid-19 o tirou de nós.  

    LEOZINHO (IN MEMORIAM)

    Congregado à Igreja Assembléia de Deus, estatura pequena bem contemplado pela amizade e carinho de seus pares. Vinha a ser irmão de Norma Santana, proprietária da Garcia Jóias e Ótica – já tecemos sobre ela aqui neste espaço-, localizada ali na rua Vicente de Saboya, centro da cidade. E guardo comigo, muitas reminiscências dele. Era de afazeres externos em prol da empresa e de amplo espaço a percorrer na igreja. Um ser divertido, a tratar bem todos com quem tinha contato. Irmão também do ex-vereador David Lima de Santana, com quem tive o prazer da convivência. Mas, é a respeito de Leozinho, o tratamento aqui e, sem lembrar a data que ele foi chamado a morar num outro patamar de vida, a celestial. O grandioso nisto tudo é que convive com a glória, deixou muitas saudades e, muitos ainda a cultivam dele. Também contribuiu para Mossoró em sua existência física, material.

    JORGE CABRAL (IN MEMORIAM)

    Um dos meus grandes clientes de jornal, por muitos anos. Vivenciei com ele quando morava no centro de Mossoró, na rua 30 de  setembro. Era funcionário da empresa F. Souto Indústria, Comércio e Navegação S/A. Depois passou a trabalhar como caixa na agência do Banco Mossoró, ao ser instalado aqui nesta cidade. Uma pessoa excelente de se relacionar. Aposentou-se e passou a residir no conjunto Santa Delmira. Um bom vivant e, de conversa, idem. Gostava de ter certas prosas com ele. Sempre de uma alegria a contagiar seu semelhante. E uma breve lembrança, a de que quando a gente chega do sítio, entra numa agência e se depara com um funcionário a nos atender bem, é enorme a satisfação.  Desta forma sempre fui tratado. Seu afastamento da função, ocasionou o nosso distanciamento e só vim saber notícias de ‘Seu Jorge’, como o chamava, quando uma enfermidade o encaminhou para o plano superior.

    LÚCIO DO CIGARRO (IN MEMORIAM)

    Residia na rua Hermano Mota, bairro Boa Vista, onde trabalhava com sua venda de cigarros. E ‘Seu Lúcio’, com este ofício, levava uma vida, de certa forma, sossegada. Pai de duas filhas. Além de meu vizinho, grande amigo. Torcedor do Potiguar então!, Daqueles de coração e não perdia um jogo sequer. O estádio Nogueirão, era a nossa praça de esportes preferida. Sempre íamos e voltávamos juntos. E, pra entreter a caminhada, boas assuntagens. Um cidadão benquisto por todos os moradores do bairro. Naquele logradouro, ele era o que tinha melhor poder de sustentação financeira. De exclusividade sua, uma casa na Vila Praia de Tibau onde, em épocas de veraneio, a “Turma da Hermano” corria para lá e se sentia hospedado o tempo que quisesse. Comportamento sereno, sem cultivo de nenhuma inimizade no seu transcorrer de vida. E aí, de repente, aparece uma doença rara. Leva-o de nós. Que descanse em paz.    

    PAULO WAGNER (IN MEMORIAM)

    Areia-branquense, bem acolhido por Mossoró. Radialista, jornalista e apresentador de programas de TV. O prazer de trabalhar com ele no jornal O Mossoroense. Era repórter policial. Dele ouvi que, de todas as suas passagens pelos meios de comunicação, o que mais lhe deu prazer foi o jornal impresso, porque “levaria seu nome à posteridade”. Brilhando no que fazia em Mossoró, viu-se chamado para a capital do Estado e na TV Ponta Negra também obteve sucesso. Cativou clientela, audiência no seu programa, o Patrulha Policial, que domava o horário. Misturava o sério da notícia com pitadas de humor – quando possível. Intimado à política, elegeu-se vereador em 2008 – o mais votado na história de Natal, àquela época e, em seguida, deputado federal. Trunfo importante na postagem de Micarla de Sousa à prefeitura da capital. Um infarto levou Paulo Wagner e a alegria da notícia televisiva do RN.

    VINGT-UN ROSADO (IN MEMORIAM)

    Vingt-un Rosado (Foto: reprodução)

    Agrônomo, um dos crânios culturais de Mossoró, responsável por dar vida à Coleção Mossoroense, de riquíssimo acervo acerca de tudo o que é história nesta terra dos Monxorós. Um inteligente, tentou aventurar-se na política, não deu certo. Desistiu. Optou pelas letras, a educação. Foi peça fundamental para a existência da Escola Superior de Agronomia de Mossoró (ESAM), seu primeiro diretor, hoje transformada em UFERSA. De simplicidade extrema e, residiu por anos nas dependências da própria escola onde gozava de respeito por parte de alunos, servidores, professores e etc. Um mestre. Foi meu primeiro freguês quando comecei a entregar jornal. Exigente no que era e queria que fosse com ele. O exemplar diário tinha de estar em sua casa logo às 5hs da manhã. Morava distante do centro mas alertava: “ se não der pra vir deixar, mando o motorista ir buscar”. Procurava fazer o máximo para satisfazer seu pedido. 

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