segunda-feira, maio 17, 2021

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    PERSONAGENS QUE MARCARAM ÉPOCA EM MOSSORÓ (18/04/2021)

    RN EM TÓPICOS ESPECIAL DE DOMINGO. Desde 18 de abril de 2021, aqui tenho relembrado pessoas queridas, que ao longo do tempo em que viveram sobre a terra, muito se dedicaram para fazer com que Mossoró e seu povo prosperassem. E nada é mais prazeroso. Neste espaço, escrevemos sobre marcas deixadas. Nos vemos, na maioria das vezes a olhar pelo retrovisor para vislumbrar os feitos positivos e, nos basearmos naquilo que foi gravado como bom para, enquanto nos encontrarmos neste palco da vida, tentar, se não igual, mas pelo menos fazer um pouco daquilo tudo. Belos feitos. E para este domingo, temos a rascunhar sobre: ‘Nelsinho’, caminhoneiro; Rafael, jornaleiro; Jessé Rocha, vereador; Rogério Torquato, farmacêutico; ‘Revert’, atleta; Zé Fontes, comerciante; Hélio Lopes e Isnar Gurgel, bancários; e Mário Vale, empresário.

    NELSINHO (IN MEMORIAM)

    Era um grande amigo. Nos conhecemos na rua Hermano Mota, bairro Boa vista, onde morávamos. Cidadão calado, de grande caráter. Mantinha grandes amizades e eu, dentre eles. E muitas vezes nossas cervejadas, regadas a uma boa conversa. Pelo menos a mim ele dispensava este tempo. De voz serena, pausada. Mas só bons assuntos lhe interessavam, haja vista que existem alguns intoleráveis. Andou por todo o Brasil em seu caminhão. Quando retornava de viagem, nos sentávamos a colocar o papo em dia. Também uma espécie de histórico de por onde passou. É integrante da Família Tenório, espalhada em sua maioria na Chapada do Apodi. São todos de excelente qualidade, personalidade forte e bastante respeitados naquela região. Daí que uma diabetes muito forte fez com que a saúde dele fosse prejudicada. Aos poucos foi perdendo a visão, depois afetou-lhe outras partes do corpo, como a mão por exemplo. Foi chamado por Deus e faz falta nos Botecos da Boa Vista.

    RAFAEL (IN MEMORIAM)

    Tive  a bem aventurança de contactar com ele para trabalhar na oficina do jornal Gazeta do Oeste. Residia no bairro Aeroporto, ali na denominada Rua do P. Um gente boa, convivência exemplar com todos a compartilhar aquele espaço onde os exemplares jornalísticos eram impressos. Um desportista, meio amador, meio profissional. Sempre se destacava nos campeonatos que participava. Habilidoso no lidar com a bola, de velocidade, batia forte. Na Gazeta do Oeste, tinha uma equipe que participava de eventos. A maioria das vezes saíamos vencedores. E era Rafael quem comandava a equipe. Conhecia mais das artimanhas futebolísticas. Era de outras diversões, como todos nós, e, certa manhã nos chega a notícia de que ele tinha sofrido um acidente de moto. Não resistiu e foi a óbito. Gozava de muita saúde mas veio o inesperado. Desgarrou-se da família, dos amigos e foi morar com Deus.

    JESSÉ ROCHA (IN MEMORIAM)

     O conheci muito bem. Era vereador, prefeito e, tudo que você imaginasse, lá no Bairro Costa e Silva ou ‘Pintos’. Bastante atuante, homem simples, de família humilde. Era fácil encontrá-lo nas ruas daquele populoso núcleo habitacional. Ocupou cadeira na Câmara de Vereadores de Mossoró (CMM) por mais de um mandato. É de boa memória minha, quando da reabertura do jornal O Mossoroense, meados dos anos 80 e, nos finais de semana, tarde/noite,ele chegava lá, levando um bolo, o fatiava e distribuía entre os funcionários. Às vezes até com refrigerante para melhorar a degustação. De estatura franzina, meio que agoniado, mas um ser sempre a servir. Assisti muito seus pronunciamentos na tribuna da Câmara quando sua sede era na rua Tiradentes, em frente à Praça Felipe Guerra ou, terminal de ônibus, como é mais conhecido. Partiu para a eternidade e ainda nos faz falta.

    ROGÉRIO TORQUATO (IN MEMORIAM)

    Homem sério. Às vezes, porém, se rendia a uma brincadeira, a mais simples que fosse. Bastante conhecido no bairro Alto da Conceição. Proprietário da Farmácia Torquato, hoje administrada pelo filho ‘Marquinhos Torquato’. Conheci bem mas a conversa sempre foi pouca com ‘Seu Rogério’. Não saia do seu estabelecimento comercial e, sempre no início da noite lá estava ele, sentado à calçada, de assuntagem com mototaxistas que ali faziam ponto. Era sempre bem atencioso com todos. E eu era mais chegado a ‘Marquinhos’, pois sempre parava lá para conversar com ele. Residi muito tempo ali por perto. E ainda em relação a ‘Seu Rogério Torquato’, era portador de uma cardiopatia de natureza preocupante. Lutou para combater ou conviver com ela por muito tempo. O caso foi se agravando e, um dia, foi chamado para a glória, deixando muita tristeza entre todos nós a permanecer em vida neste espaço terreno.

    REVERT (IN MEMORIAM)

    Jovem. O conheci morando naquela região entre os bairros 12 Anos e Boa Vista. Isto na década de 80. Jogávamos futebol juntos no campo do Sesi. Morava sozinho e colecionar amizades era um dos seus hobbies. Lhe fazia bem, pois amenizava a solidão. Era filho de ‘Tico de Chico’, ou ‘Tico do Jornal’, de quem já falamos aqui nesta coluna. De época boa onde toda a rapaziada se reunia depois do jogo e passava a conversar por horas a fim, na calçada da casa de Revert. Tinha irmãos e ao chegar a Mossoró, foi com eles os meus primeiros contatos. Mas aí, o destino se pronunciou por não querer que ele ficasse mais tempo entre todas aquelas pessoas a gostar de festejar a vida. Um infarto do miocárdio o levou à morte, sem sequer ter o direito de assistência, atendimento médico no sentido de reanimá-lo. Perdemos naquele momento, um grande amigo. É o que temos reservado para a vida.

    ZÉ FONTES (IN MEMORIAM)

    Baixinho e invocado. Assim é o nosso testemunho a seu respeito. Parte integrante da Confraria do Café Bagdá, no Shopping Liberdade, centro da cidade. E todas as manhãs lá estava ele, entrosado entre as boas conversas do momento naquele aconchegante lugar. Um exímio brincalhão, aposentado e de bom poder aquisitivo. O fez por merecer. E Zé Fontes, não era mossoroense, mas chegou a esta cidade ainda de idade nova, oriundo da região serrana de Luis Gomes, lá no limite entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba. Aqui se estabeleceu, constituiu família e fez boas amizades. Homem bom. Sua chegada ao Bagdá Café era sempre festejada. E alguém gritava “chegou o gastador!”. Ele se saia com uma boa risada. Aquele óculos escuro, estilo boêmio, ali se conchegava e haja conversa sobre tudo e todos um pouco. Uma enfermidade o levou para perto de Deus.

    HÉLIO LOPES (IN MEMORIAM)

    Funcionário do BB em Mossoró e, um cidadão arretado. Nossa amizade começou quando eu trabalhava no jornal Gazeta do Oeste. Ele vinha a ser irmão de D. Maria Emília, sócia-proprietária daquela empresa. Muita convivência, a nossa. Ele, um ente humano pequenininho, mas de uma animosidade gigante. E quando se encontrava a bebericar, ninguém o segurava. Um bom amigo. E me vem a dádiva dele: ao retornar das noitadas, passava pelo jornal, àquela hora aberta apenas a oficina gráfica. E haja lorotas. Longe do meu raciocínio, ter visto ele, o Hélio Lopes, dirigir-se a falar com alguém sem aquele sorriso largo no rosto. De certa vez, lá por volta das 2 horas da manhã e chega ele, estado etílico avançado e, nós tínhamos acabado de receber um fardamento novo. Pegou uma camisa, vestiu e bradou “eu sou sobrinho!”. A risada foi geral. Aposentou-se, passou a residir em Natal e soube tempos depois que tinha ido a óbito.  

    ISNAR GURGEL (IN MEMORIAM)

    Conceituado perante a sociedade, ocupava uma das gerências do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) em Mossoró. Àquela época tida como alta patente. Ele gozava deste prestígio. O meu prazer de conhecer ‘Seu Isnar’, educado, de boa conversa e esposo de D. Regina, também funcionária do mencionado estabelecimento creditício. Por lá, ele fez grandes e boas amizades, depois veio a aposentar-se e apenas a sua cônjuge ficou a trabalhar. Anos depois transferiram sua residência para a capital do Estado. E lá em Natal, onde residem seus familiares, viu-se acometido de uma enfermidade. Não suportando a natureza grave da doença, foi a óbito. Vim a tomar conhecimento tempos depois e tenho a dizer que desde aquele tempo, o chefe e pai de família exemplar, é grande lacuna no meio de todos nós, que tivemos a oportunidade de compartilhar da sua amizade. É o círculo da vida. Que continue seu descanso em paz.

     MÁRIO VALE (IN MEMORIAM)

    O conheci tão logo cheguei a Mossoró. Foi e continua sendo parte de uma das boas famílias, residentes nesta cidade. Extremamente educado. E ao lidar com meu primeiro emprego, idos de 1980, fui incumbido de fazer entrega do  jornal O Mossoroense, na Policlínica Médica de Mossoró, de sua propriedade. Ele era assinante daquele diário informativo. E o cotidiano, logo cedo ele a se encontrar na porta do seu estabelecimento, a esperar pelo jornal. Tornou-se meu freguês e, aos domingos, lá ia eu até sua residência, na avenida Rio Branco, com a mesma função/obrigação, logo cedinho. Também adquiria comigo outros jornais. Um cidadão de personalidade exemplar, conhecido além de Mossoró, pois foi pioneiro na área de Policlínica aqui na terra de Santa Luzia. O empreendimento fundado por ele, continua em plena atividade, no mesmo endereço e cuidado com muito zelo pela família. Ele não está mais entre nós.

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