domingo, junho 13, 2021

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    Como Allyson pretende modernizar os mercados públicos de Mossoró?

    Os mercados de Mossoró têm muito potencial turístico e de lazer. Nunca foi levado a sério por gestões anteriores. Agora, há projetos de modernização para melhorar o ambiente e servir de atração turística.

    Por William Robson

    Nesta quarta-feira (12), o prefeito Allyson Bezerra fez aniversário. É um prefeito muito jovem. Foi celebrar seus 29 anos no Mercado da Cobal ao lado de amigos e assessores. Recebeu os tradicionais parabéns, soprou velinhas e, em seguida, aproveitou o que ele mesmo chamou de “café da manhã reforçado”.  Tão reforçado para além de um desjejum. Panelada, buchada, cuscuz, arroz e outras iguarias. Ou seja, o prefeito apreciou a culinária típica dos mercados da cidade para celebrar a sua nova idade.

    O prefeito Allyson Bezerra é abordado por comerciantes e frequentadores ao chegar à Cobal no dia do seu aniversário

    Claro que Allyson é conhecido por gostar destas comidas típicas da região. Mas, sua visita também representou outro ato simbólico, afora seu natalício. Além de reforçar no café, anunciou outro reforço: nos investimentos na Cobal e nas pretensões que mantêm para os demais mercados.

    Os mercados de Mossoró têm muito potencial turístico e de lazer. Nunca foi levado a sério por gestões anteriores, sem investimentos e sem modernização. É como se a estrutura antiga e carcomida dos prédios significasse a natureza estética permanente destes estabelecimentos. Cidades brasileiras que modernizaram seus mercados, como São Paulo, Fortaleza e Florianópolis, mostram que é possível transformá-los, mantendo suas características comerciais e, ainda mais, atraindo turistas e proporcionando outros negócios.

    No caso da Cobal, o nome mais popular (na verdade, é batizado por Central de Abastecimento Prefeito Raimundo Soares), há pretensões neste sentido. E com recursos importantes. Talvez, o maior aporte para ampliação e reforma que este mercado já recebeu. Ainda este mês as obras devem começar, segundo anunciou o prefeito antes de tomar o “café reforçado” e em meio aos frequentadores e comerciantes do local.

    O montante a ser investido será de R$ 3,5 milhões (veja vídeo) e contará com diversos serviços. É aí que se espera o início de um projeto transformador dos mercados, começado pela Cobal. “Vamos fazer deste local um grande centro de abastecimento, que há muito tempo a população pede”, explicou o prefeito.  Serão contemplados serviços no mercado da carne, do peixe, estacionamento, a parte elétrica e hidráulica, iluminação, telhado, além da ampliação da feira de frutas e verduras.

    Outro aspecto apresentado por Allyson é a forma como a reforma será conduzida. Primeiro, os comerciantes vão sugerir as melhores a partir de suas maiores necessidades. Depois, os arquitetos e engenheiros da Prefeitura entram em cena para garantir a reforma e a padronização estética do ambiente. É um passo importante para tornar o mercado mais agradável, dentro do projeto para atrair turistas para conhecerem a alimentação, os produtos e os serviços que virão a partir desta obra.

    Outros mercados locais passam por reforma e constante limpeza. Aliás, este último ponto é recorrente desde janeiro. O Mercado Central, por exemplo, passou por recente manutenção. No dia 31 de março, o prefeito Allyson Bezerra e equipes da Secretaria de Infraestrutura e Secretaria de Desenvolvimento Econômico realizaram vistoria nas obras de reforma.

    O Mercado Público de Florianópolis, após a reforma, foi modernizado e ganhou espaço para lazer, atraindo turistas

    Como a Cobal, o potencial do Mercado Central é gigante. Além da localização no Centro da cidade, tem condições de servir para atividades de lazer em finais de semana, assim como acontece no Mercado de Florianópolis, que passou por reforma e ampliou a área de circulação, servindo também para eventos culturais. Claro que o momento ainda é de cautela ante à pandemia. Porém, o exemplo que vem de Santa Catarina, pode servir para pensar a modernização, sem despir as características naturais dos mercados locais, oferecendo atrativos também para os jovens que desconhecem a efervescência destes locais.

    As melhorias no Mercado Central atenderam a estrutura física do prédio, como  z reforma dos banheiros, conserto do telhado e iluminação. Inclusive, o secretário de Infra-estrutura, Brenno Queiroga, quis oferecer mais luz e clareza para o lugar com a instalação de  30 novas lâmpadas.  “Estamos aproveitando para fazer a eficiência energética do Mercado Central. Estamos trocando as telhas convencionais por translúcidas, possibilitando maior claridade, economizando energia, trazendo conforto”, explicou.

    Allyson e o secretário Brenno Queiroga conversam durante vistoria na reforma do Mercado Central, em março

    Os mercados do Alto da Conceição e do Bom Jardim também estão em reformas. Aí, como sugestão, os mercados também poderiam entrar na pauta cultural da Secretaria de Cultura. Pensar em eventos, atividades para mobilizar os mossoroenses em torno deste patrimônio é proporcionar mais vida para estes ambientes. O Vuco-Vuco, por sua vez, que cadastrou seus comerciantes e passará por ampliação, apesar da proposta que difere dos tradicionais mercados, pode igualmente entrar na ideia.

    O olhar para o mercado se dá diferente este ano e os comerciantes têm percebido. Não sentem-se  agora abandonados, jogados em local sem qualquer projeto de modernização. Os mercados de Mossoró são conceitos que podem e devem ser melhorados.

    “No caso da Cobal, todos os comerciantes serão beneficiados. Ainda este mês de maio já estaremos aqui na Cobal com uma equipe de engenheiros, técnicos a Secretaria de Infraestrutura preparando o projeto para iniciar os trabalhos ainda este ano. Será uma grande mudança na Cobal, que nós vamos transformar em ponto turístico. Aqui tem pais, mães de famílias que sustentam suas famílias com suas produções, frutas, verduras, queijo. Dentro desse grande projeto, nós não vamos apenas reformar, mas também ampliar e tornar a Cobal muito mais forte na nossa cidade”, afirmou o prefeito. Será o primeiro passo para integrar toda a cultura, a tradição, a vida e a natureza destes estabelecimentos com a modernidade que os mercados e os mossoroenses merecem.

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